Mostrar mensagens com a etiqueta Solidariedade. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Solidariedade. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

2018 – Ano da solidariedade autocaravanista



Imagem do Blogue “Fórum ZN



2018 – Ano da solidariedade autocaravanista


Hoje, 28 de Dezembro, publico o último artigo de “Opinião das Quintas-feiras” de 2017 e, devido à época festiva, procurei encontrar um tema que me permitisse uma abordagem simples e curta.

Inicialmente pensei em convidar os autocaravanistas a recordar alguns dos 201 artigos de opinião que escrevi (ver AQUI) e comentá-los. Deixei, porém, cair esta intenção.

Depois, reflecti se devia fazer um sumário dos principais acontecimentos autocaravanistas de 2017, mas, rapidamente, conclui que viria a estar perante um trabalho ciclópico, moroso e com toda a possibilidade de omitir algum evento importante e, assim, desisti.

Criticar algumas situações que reflectem o estado em que se encontra o Movimento Autocaravanista de Portugal também me “passou pela cabeça”, mas não se adequava à época festiva, pelo que deixei cair as “hostilidades” para mais tarde.

Só quando assisti aos noticiários televisivos do dia de Natal e ouvi o Presidente da República exortar os portugueses a visitar as terras que arderam em Junho e Outubro e ouvi também a Mensagem de Natal do 1º Ministro, referindo alguns dos locais onde a reconstrução já se faz (Vila Facaia, São Joaninho, Oliveira de Frades, Castanheira de Pera, Vila Nova de Poiares, Góis e Pampilhosa da Serra) e também  realçando a solidariedade como uma forma de partilha, decidi qual o tema desta Quinta-feira.

Os autocaravanistas de per si ou através das respectivas associações e grupos de autocaravanistas devem promover, em 2018, deslocações às zonas ardidas, promovendo mais a solidariedade do que a caridade, através do consumo no comércio local e divulgando os recantos turísticos que sejam atractivos para o turismo nacional e internacional.

A caridade é feita de cima para baixo e os sujeitos passivos, embora possa não ser essa a intenção, são subalternizados. Já a solidariedade é feita transversalmente e ambos os sujeitos estão ao mesmo nível. Por isso, o autocaravanismo, enquanto turismo praticado com um objectivo solidário, não subalterniza ninguém, contribui para manter ou aumentar o emprego, desenvolve inclusive a economia social e promove lugares turísticos.

A solidariedade não pode, nem ser uma palavra vã, nem ser confundida com a caridade. O Movimento Autocaravanista de Portugal (especialmente através das associações) tem que ser um bom exemplo das boas prácticas do autocaravanismo que faça cair no esquecimento algumas das más acções dos proprietários de autocaravanas.

Façamos de 2018 o ano da solidariedade autocaravanista.


(O autor, todas as Quintas-feiras, no Blogue do Papa Léguas Portugal, emite uma opinião sobre assuntos relacionados com o autocaravanismo (e não só) (AQUI)




quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

SOLIDARIEDADE versus CARIDADE



Imagens dos blogues “seniorcorrespondent” e “Perspectiva”




SOLIDARIEDADE versus CARIDADE

CPA com a ANIMAR


O mês de Dezembro, embora não seja propício a grandes tiradas de opinião, não me impedirá de correr o risco de o fazer. É o mês em que muitos se lamentam da miséria dos outros e clamam, SENTADOS, contra a falta de intervenção do Estado para pôr cobro às imagens de abandono de outros seres humanos. Possivelmente são os mesmos que defendem menos Estado, mas que, incoerentes, são os que culpam esse mesmo Estado por todos os dramas que os põem de mal com as respectivas consciências.

É neste mês de Dezembro que as organizações chamadas de solidariedade social apelam aos sentimentos caritativos das pessoas para obterem esmolas para os projectos que defendem. Será legitimo questionar que percentagem dos donativos irá directamente para os necessitados e que parte será destinada à administração e aos vencimentos/ajudas de custo de cada uma das associações?

Evidentemente que, com este estado das coisas, os mais desfavorecidos continuarão mais desfavorecidos e estas acções de caridade das associações impropriamente chamadas solidárias, além de não dignificarem os mais pobres, também não contribuem para modificar o estatuto social em que, infelizmente, se encontram. E não contribuem para alterar o status quo das pessoas porque as mesmas acções são essencialmente de natureza caritativa. São acções de mera caridade.

A grande, A ENORME DIFERENÇA ENTRE CARIDADE E SOLIDARIEDADE assenta na atitude que se tem na prestação de uma ajuda imediata (que é caridade) sem que de alguma forma desenvolvamos esforços para transformar a situação do carente (que é solidariedade).

Praticarei a caridade (e talvez fique de bem com a minha consciência) ao dar a um pedinte uma moeda sem me voltar a preocupar com o problema e sem que com a minha acção caritativa altere a vida daquela pessoa.

Serei solidário se, para além da moeda, como forma de resolução imediata de um problema, desenvolver todos os esforços ao meu alcance para modificar a situação de carência, por forma a não ser de novo abordado e ter de, de novo, praticar caridade.

A moeda que dou (que antigamente se chamava esmola) apresenta-se agora em novas formas: nos sacos de alimentos que nos pedem nos supermercados, nas cantinas sociais (neologismo que substituiu a antiga “sopa do Sidónio” ou noutras quaisquer formas de caridade).

Não afirmo, longe de mim, que a caridade não é importante para impedir no imediato danos maiores. Mas chamemos-lhe exactamente isso: caridade. Não sublimemos a acção esmoler (caridade), que não altera a situação de carência e mantém a supremacia de quem dá e a dependência de quem recebe por necessidade.

Como mudar este estado de coisas? O que tem o autocaravanismo que ver com isto?

Em 25 de Março de 2017 a Associação Autocaravanista de Portugal aderiu à “ANIMAR – Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Local” (ver AQUI) que tem como objectivos, entre outros, os seguintes:

Valorizar, promover e reforçar o desenvolvimento local, a cidadania ativa, a igualdade e a coesão social na sociedade portuguesa, enquanto pilares de uma sociedade mais justa, equitativa, solidária e sustentável.(Sublinhados meus)

Assumir a sua identidade na diversidade de organizações, indivíduos, territórios e contextos de atuação, e daí, destacar a multiplicidade de modelos de desenvolvimento local(Sublinhados meus)

Acreditar numa sociedade mais justa, equitativa e sustentável reconhecendo que a Animar do futuro, terá em consideração o valor que acrescentou no passado e pelo qual se destaca no presente, e por aquele que ambiciona para o futuro.(Sublinhados meus)

Estamos, pois, perante uma associação, a que o CPA aderiu e com cujos objectivos, obviamente, concorda, pois que se assim não fosse…

Possivelmente muitos autocaravanistas considerarão que a ANIMAR fica aquém da finalidade de estripar da sociedade a miséria em que muitos cidadãos se encontram, mas, ao valorizar o desenvolvimento local como um dos pilares de uma sociedade justa, equitativa, solidária e sustentável, não nos é permitido, se formos intelectualmente honestos, afirmar que estamos perante a promoção da caridade, que, em si mesma, como é notório, não altera a vida das pessoas.

É neste contexto que o CPA, defensor de um autocaravanismo promotor do desenvolvimento económico das populações (ver AQUI), deve apoiar a ANIMAR. Apoiar, por exemplo, através de Encontros autocaravanistas que coincidam com eventos relevantes da ANIMAR em que os autocaravanistas possam participar, mas, sem esquecer nesses Encontros autocaravanistas, além da participação, o convívio, o turismo, a cultura.

Aguardarei, pois, que 2018 nos traga uma intervenção mais activa do CPA no âmbito dos objectivos da ANIMAR, pois de outra forma seria incompreensível a adesão do CPA a essa organização.



(O autor, todas as Quintas-feiras, no Blogue do Papa Léguas Portugal, emite uma opinião sobre assuntos relacionados com o autocaravanismo (e não só) (AQUI)











domingo, 5 de março de 2017

Encontro Gesto Eco Solidário X – 2015 (Em vídeo)




Encontro em São Pedro do Sul

(em vídeo)



O Encontro organizado pela Câmara Municipal de São Pedro do Sul realizou-se pela 10ª vez entre os dias 20 e 22 de Março de 2015, tendo como destinatários os autocaravanistas.

Recordo que o Gesto nasce, em 2006, numa iniciativa de um grupo de autocaravanistas ibéricos, tendo como motivo a solidariedade para com a serra e as suas gentes, tão fustigadas pelo fogo, no verão de 2005, ao qual esteve sempre associado o desenvolvimento de uma imagem positiva do autocaravanismo justificada pela ligação a uma causa nobre. A partir daí, anualmente, nesta data, o GESTO ECO SOLIDÁRIO tem continuado o seu caminho.







Pode optar por ver o vídeo directamente no Youtube AQUI

(Sugere-se que visualize o vídeo em “Ecrã Inteiro” para o que deve “clicar” no símbolo localizado no canto inferior direito do vídeo.)

Se preferir também pode aceder às fotos AQUI

Este vídeo também pode ser visto na TV. Saiba como AQUI



quarta-feira, 1 de março de 2017

Encontro Gesto Eco Solidário IX – 2014 (II) (Em vídeo)




Encontro em São Pedro do Sul

(em vídeo)


Reportagem do IX Gesto (28, 29 e 30 de março de 2014) organizado pela Câmara Municipal de S. Pedro do Sul (Portugal) com o apoio da Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal, entidade que esteve no apoio à dinamização do 1º Gesto.

 




Pode optar por ver o vídeo directamente no Youtube AQUI

(Sugere-se que visualize o vídeo em “Ecrã Inteiro” para o que deve “clicar” no símbolo localizado no canto inferior direito do vídeo.)

Se preferir também pode aceder às fotos AQUI

Este vídeo também pode ser visto na TV. Saiba como AQUI





terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Encontro Gesto Eco Solidário IX – 2014 (I) (Em vídeo)




Encontro em São Pedro do Sul

(em vídeo)


IX GESTO ECO SOLIDÁRIO, em S. Pedro do Sul no período de 28 a 30 de março de 2014. O primeiro GESTO ECO SOLIDÁRIO foi uma iniciativa de um grupo de autocaravanistas Luso-Espanhóis em 2006, em apoio à região devastada por um incêndio em 2005.

O IX GESTO foi apoiado pela Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal que igualmente esteve presente no primeiro Gesto realizado em 2006.





Pode optar por ver o vídeo directamente no Youtube AQUI

(Sugere-se que visualize o vídeo em “Ecrã Inteiro” para o que deve “clicar” no símbolo localizado no canto inferior direito do vídeo.)

Se preferir também pode aceder às fotos AQUI

Este vídeo também pode ser visto na TV. Saiba como AQUI



sábado, 25 de fevereiro de 2017

Encontro Gesto Eco Solidário VIII – 2013 (Em vídeo)




Encontro em São Pedro do Sul

(em vídeo)


VIII GESTO ECO SOLIDÁRIO, em S. Pedro do Sul no período de 12 a 14 de Abril de 2013. O primeiro GESTO ECO SOLIDÁRIO foi uma iniciativa de um grupo de autocaravanistas Luso-Espanhóis em 2006, em apoio à região devastada por um incêndio em 2005.

  



Pode optar por ver o vídeo directamente no Youtube AQUI

(Sugere-se que visualize o vídeo em “Ecrã Inteiro” para o que deve “clicar” no símbolo localizado no canto inferior direito do vídeo.)

Se preferir também pode aceder às fotos AQUI

Este vídeo também pode ser visto na TV. Saiba como AQUI


terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Encontro Gesto Eco Solidário VII – 2012 (Em vídeo)




Encontro em São Pedro do Sul

(em vídeo)

VII GESTO ECO SOLIDÁRIO em S. Pedro do Sul, no período de 23 a 25 de Março de 2012. O primeiro GESTO ECO SOLIDÁRIO foi uma iniciativa de um grupo de autocaravanistas Luso-Espanhóis em 2006, em apoio à região devastada por um incêndio em 2005




Pode optar por ver o vídeo directamente no Youtube AQUI

(Sugere-se que visualize o vídeo em “Ecrã Inteiro” para o que deve “clicar” no símbolo localizado no canto inferior direito do vídeo.)

Se preferir também pode aceder às fotos AQUI

Este vídeo também pode ser visto na TV. Saiba como AQUI


sábado, 24 de dezembro de 2016

NATAL: um dia diferente?





NATAL: um dia diferente?



Hoje é véspera de natal. Véspera do dia em que (para os cristãos) Jesus (filho de deus feito homem) nasceu. No entanto, segundo algumas pesquisas, Jesus não terá nascido a 25 de Dezembro. Mas, na realidade isso não importa. Também não importa se Jesus era (ou é) filho de deus. O importante é a filosofia da mensagem que vem sendo divulgada sob o seu nome.

Uma mensagem importantíssima que instituiu novos conceitos de vida. Contudo, estarão esses conceitos a ser integrados na sociedade em que vivemos e, muito particularmente, assumidos intrinsecamente pelos que se afirmam cristãos? Ou será apenas um faz de conta?

Nas redes sociais são muitos os que aplaudem as palavras caritativas de importantes figuras religiosas, os que condenam a existência da pobreza, os que se manifestam contra os salários absurdamente elevados em comparação com a miséria de remunerações, mas não se conhece por parte destes, por pequena que seja, qualquer ACÇÃO que promova uma mudança social que extinga tanto quanto possível os factos que veem condenando.

Infelizmente, enquanto cada um de nós não contribuir para que a sociedade mude na perspectiva da filosofia que nos vem sendo transmitida há mais de 2000 anos, o que escrevi e que aqui vou reproduzir (já lá vão 3 anos), continua actual, porque representa a postura de uma parte representativa da sociedade que valoriza mais a forma do que o conteúdo



O natal é que passou

No dia 24 de Dezembro estarei sentado a uma pequena mesa com a minha pequena família. Uma mesa farta em que não faltará o bacalhau da Noruega (espero que ainda sem fosfatos), as batatas, as couves, o ovo (devidamente carimbado), tudo regado com o bom azeite português (talvez ainda não adulterado) que faz parte da tão falada dieta mediterrânica, além, claro, de muitos e muitos doces (sem edulcorantes). Ah!, já me esquecia do bom vinho português (sem sulfitos, claro).

O meu neto estará desejoso que o jantar termine rapidamente para correr a abrir os presentes que se acumularão sob a árvore de natal, uma imitação de um pinheiro natural, que alguém da família foi buscar à arrecadação e encheu de luzes e bolas, vermelhas, e que no passado chamávamos encarnadas por causa das conotações políticas.

Se a noite estiver fria teremos o aquecimento ligado e, muito importante, a televisão sintonizada num qualquer programa apropriado. Talvez passe uma reportagem sobre os “sem-abrigo”, onde se vêm algumas dezenas de voluntários a oferecerem uma sopa quente, tudo em directo, o que nos fará sentir momentaneamente desconfortáveis, mas só momentaneamente, porque logo de seguida somos visualmente brindados com ceias de natal, verdadeiros deslumbramentos gastronómicos, servidas numas quaisquer salas decoradas a primor, para satisfação de quem as pode pagar.

Por essa altura já o meu neto terá desfeito completamente os embrulhos e regozijar-se-á com aquele presente que durante um mês ou dois se não cansou de “gritar” a toda a família que era o queria que lhe desse o pai natal (no meu tempo era o menino jesus).

Nestes jantares tradicionais não me parece que haja tempo para pensar nos mais de dois milhões de portugueses e nos muitos e muitos milhões que noutras partes deste maltratado planeta não têm uma alimentação mínima, uma habitação condigna, um acesso a cuidados de saúde elementares, uma oferta educativa quanto baste, porque, simplesmente porque, tiveram o azar de ter nascido na parte errada do mundo e da sociedade.

E haverá tempo para a solidariedade? Sabemos o que é ser-se solidário? Sabemos?


Há muitos, mesmo há muitos anos, foi atribuída a um preso a autoria deste poema:

                                                  É Natal. E pr’a meu mal,
                                                  No lugar em que estou,
                                                  Eu não passei o Natal.
                                                  O Natal é que passou…



Para todos, mesmo com o natal a passar, os meus votos de Boas Festas.



quinta-feira, 20 de outubro de 2016

OS PIRATAS



Imagem do blogue “Planet Party”




AMBIENTE - PIRATAS - AUTOCARAVANISTAS


O meio ambiente, (do latim ambiens/ambientis, com o sentido de envolver algo) é o conjunto das substâncias, circunstâncias ou condições em que existe determinado objeto ou em que ocorre determinada ação, envolve todas as coisas vivas e não-vivas que existem na Terra, que afetam os ecossistemas e a vida dos seres que vivem nela. É o conjunto de condições, leis, influências e infraestrutura de ordem física, química e biológica, que permite, abrigar e reger a vida em todas as suas formas.”

O Pirata é um bandido que se dedica ao roubo e ao saque marítimo. Apropria-se daquilo que não lhe pertence e fá-lo fortemente armado e à margem da lei. Por vezes contam com a protecção de um estado ou nação e actuam em seu nome a coberto do que antes era denominado de “cartas de corso”. Nesse caso denominavam-se corsários.


São muitos os autocaravanistas que consideram que a implementação de Áreas de Serviço para Autocaravanas também contribui para a protecção ambiental e que criticam negativamente as acções nefastas, designadamente a poluição, que são praticadas com águas saponárias e/ou químicas, exigindo, além de maior e melhor fiscalização, que os prevaricadores sejam penalizados.

Contudo, enquanto essa maior e melhor fiscalização sobre os prevaricadores se não concretiza de forma eficaz, talvez o recurso à ajuda de "piratas" seja um caminho. Em determinados contextos poderá ser esse o único caminho possível?

O vídeo abaixo, sobre os “PIRATAS”, fez-me reflectir se valeria a pena os autocaravanistas e as respectivas associações erguerem bem alto a bandeira da defesa ecológica, exigirem medidas de protecção do ambiente, quando há países do chamado 1º mundo que alegadamente as não cumprem, contribuindo, assim, para a miséria total de pequenos territórios e perante a indiferença dos areópagos internacionais. A desproporção das violações ambientais praticadas por alguns autocaravanistas quando comparadas com as reveladas por "Piratas" é gigantesca A injustiça é flagrante e constata-se que o poder do dinheiro (tantas e tantas vezes com o apoio do poder político) sobrepõe-se aos mais elementares direitos humanos.


VEJA O VÍDEO E INDIGNE-SE 










(O autor, todas as Quintas-feiras, no Blogue do Papa Léguas Portugal, emite uma opinião sobre assuntos relacionados com o autocaravanismo (e não só) - AQUI)




quarta-feira, 18 de março de 2015

O X GESTO espera por si




NÃO PARE ESTE GESTO - PARTICIPE


As inscrições para o “X GESTO ECO SOLIDÁRIO” terminam hoje, dia 18 de Março (ver AQUI).



A lápide que assinala a 1ª Edição do GESTO ainda se encontra no alto da Serra de S. Macário recordando um GESTO SOLIDÁRIO de um Grupo de Autocaravanistas Ibéricos.


O Gesto nasce, em 2006, numa iniciativa de um grupo de autocaravanistas ibéricos, tendo como motivo a solidariedade para com a serra e as suas gentes, tão fustigadas pelo fogo, no verão de 2005, ao qual esteve sempre associado o desenvolvimento de uma imagem positiva do autocaravanismo justificada pela ligação a uma causa nobre. A partir daí, anualmente, nesta data, o GESTO ECO SOLIDÁRIO tem continuado o seu caminho.


Segundo a tradição quem percorrer a passagem que as imagens mostram será feliz


Lenda de S. Macário

Diz a lenda que Macário era um homem bom, mas pobre e tinha como profissão almocreve o que o obrigava a fazer grandes viagens.

Um dia, numa das suas ausências, os pais dele, pensando que estaria em casa, vieram visitá-lo. Chegaram cheios de fome e frio.

Em casa estava apenas a mulher de Macário. Ainda tinha restos de sopa que tinha feito para ela e pão e com isso matou-lhes a fome. Como estava frio e a lenha no era muita a ditosa senhora cedeu a sua própria cama aos sogros para que se aquecessem, enquanto ela foi buscar um molho de lenha.

Sem que a esposa soubesse, entretanto Macário chegou de mais uma das suas viagens. Como não viu a esposa foi à cama onde se encontravam duas pessoas a dormir. Como a claridade era pouca no interior do casebre e cego com os ciúmes pensou que seria a sua mulher que dormia acompanhada por alguém. Puxou de uma faca e matou-os. Passado algum tempo a mulher chegou com o molho da lenha e grande foi o espanto de Macário. A mulher perguntou-lhe se os pais já tinham acordado e ele contou-lhe o que tinha acabado de fazer.

Ficou tão arrependido que resolveu castigar-se, correndo montes e montes, sempre a pé e sozinho e jurou a si próprio que se um dia se fixasse em algum lugar seria num sítio bem alto, onde não vivesse ninguém e de onde pudesse contemplar a maravilha da Natureza em toda a volta e aí sim adoraria a Deus para o resto da vida.

Esse local foi o monte de S. Macário que se situa na serra da Arada e actualmente pertence a três freguesias: S. Martinho das Moitas, Covas do Rio e Sul.

Aí viveu pobremente, comendo mel, gafanhotos e répteis assim como rebentos de árvores.

Diz igualmente a lenda que, para se aquecer, vinha à povoação mais próxima —Macieira — buscar brasas e as transportava na mão sem se queimar. Porém um dia, quando transportava as brasas, passou por uma pegureira (pastora) nova, olhou-lhe para as pernas, que por sinal eram jeitosas, e, nesse mesmo instante queimou-se nas mãos.

A lenda não fala da sua morte.

No local mais alto do monte foi edificada uma capela onde se venera o santo e cuja festa se realiza sempre no último fim-de-semana do mês de Julho.

Mais abaixo, a cerca de trezentos metros de distância da capela referida, encontra-se outra que, segundo a lenda, era onde o santo vivia.



Para saber mais sobre anteriores ECOS aceda AQUI

sábado, 14 de fevereiro de 2015

X GESTO ECO SOLIDÁRIO




X GESTO ECO SOLIDÁRIO

O Turismo de São Pedro do Sul promove o X GESTO ECO SOLIDÁRIO de 20 a 22 de Março de 2015.

Para os poucos que ainda desconhecem o que é o GESTO podem aceder a reportagens (inclusive fotográficas) de anteriores eventos, bem como às motivações que deram origem a estes Encontros Autocaravanistas anuais (ver AQUI).

Estão abertas as inscrições para a participação neste encontro até ao dia 18 de março de 2015.

As pré-inscrições são efetuadas através do e.mail turismoadm@cm-spsul.pt (enviar o nº da matricula da autocaravana, nome do proprietário, n.º contribuinte, nº de acompanhantes, mail e contato telefónico).

Para receber a confirmação final de inscrição tem que efetuar o pagamento, após o qual irá receber o número de inscrição que vai identificar a sua autocaravana durante a atividade.

Pagamento:

Adultos 17,50€ - Crianças 9€ (5 aos 12 anos) – crianças até aos 5 anos é grátis;

Este preço é o custo real das refeições, e do pagamento à equipa da Casa Recreativa Macieirense que vai fazer a “Sopa do S. Macário”.

O jantar de sexta-feira e o almoço de sábado é da responsabilidade dos autocaravanistas.

Todos os outros custos são suportados pelo Município de S. Pedro do Sul.

Formas de efetuar o pagamento:

- Transferência Bancária NIB. 0045.3120.40139190360.34 - Casa Recreativa Macieirense

Enviar o recibo de transferência via email para turismoadm@cm-spsul.pt ou Fax: 232 723 406, A/C. Cláudia Costa

- Cheque à ordem de Casa Recreativa Macieirense ou dinheiro

Enviar para a morada:
Casa Recreativa Macieirense
Macieira
3660-620 Sul

A sopa:

Em relação à sopa coletiva cada pessoa deverá trazer cerca 200g de carne para a mesma. A carne deverá ser entregue à organização na manhã do dia 21 de março para a preparação da sopa coletiva.

Para mais informações contactar a colaboradora do Município Cláudia Costa - tel. 232 720 140 (ext. 305).

Local de estacionamento/concentração

 - Lugar da Feira junto à Estação de Artes e Sabores em S. Pedro do Sul.

- Coordenadas: 40º 45’ 15’’ N 08º 03’ 51’’ W

O PROGRAMA PODE SER ACEDIDO AQUI



MUITO IMPORTANTE: Esta informação não dispensa a consulta e a confirmação junto do Portal da Câmara Municipal de São Pedro do SUL e dos contactos assinalados no texto acima.


sábado, 1 de novembro de 2014

PEDIR PÃO - Até quando?!...



PÃO-POR-DEUS

Tinha acabado de me levantar quando a campainha da porta se fez ouvir. Abri a porta e fui surpreendido pela voz de 5 crianças, com idades entre os 6 e os 10 anos

“pão-por-deus”, disseram em uníssono e com um sorriso e alegria estampada nos olhos. Para muitos daqueles pequenos era um dia de aventura.

Aquelas crianças saberiam que estavam a perpetuar uma tradição com 255 anos? Possivelmente não. Para eles era um dia em que os pais os tinham deixado, talvez com alguma preocupação, fazer algo de diferente. Uma autêntica aventura!

Sorri para aqueles jovens e dei-lhes alguns doces. Depois destes muitos voltaram e lá fui encontrando os “mimos” que, aparentemente, os deixavam felizes.

No entanto, aquelas crianças não estavam ali com o mesmo espírito das crianças que em 1756 (um ano depois do terramoto que destruiu Lisboa) andavam quilómetros a pé para, nos locais não destruídos, implorarem por comer. Até porque o local onde resido é essencialmente habitado por famílias da classe média baixa.

E, de cada vez que fechava a porta, ainda com os comentários e sorrisos daqueles miúdos dentro de mim, pensava nos milhões de crianças que em toda a parte (e também em Portugal) pedem “pão-por-deus” para matarem a fome, como outros o fizeram há 255 anos.

Até quando?!...
(História verídica ocorrida em 2011)


**********

"PÃO-POR-DEUS"

Em Portugal, no dia de Todos-os-Santos as crianças saem à rua e juntam-se em pequenos bandos para pedir o pão-por-deus de porta em porta. As crianças quando pedem o pão-por-deus recitam versos e recebem como oferenda: pão, broas, bolos, romãs e frutos secos, nozes, amêndoas ou castanhas, que colocam dentro dos seus sacos de pano. É também costume em algumas regiões os padrinhos oferecerem um bolo, o Santoro. Em algumas povoações chama-se a este dia o ‘Dia dos Bolinhos’. São vários os versos para pedir o pão por deus:

Pão, pão por deus à mangarola,

encham-me o saco,

e vou-me embora.


A quem lhes recusa o pão-por-deus roga-se uma praga em verso:



O gorgulho gorgulhote, lhe dê no pote,

e lhe não deixe,

farelo nem farelote.


Esta tradição teve origem em Lisboa em 1756 (1 ano depois do terramoto que destruiu Lisboa). Em 1 de Novembro de 1755 ocorreu o terramoto que destruiu Lisboa, no qual morreram milhares de pessoas e a população da cidade, que era na sua maioria pobre, ainda mais pobre ficou.

Como a data do terramoto coincidiu com uma data com significado religioso (1 de Novembro), de forma espontânea, no dia em que se cumpria o primeiro aniversário do terramoto, a população aproveitou a solenidade do dia para desencadear, por toda a cidade, um peditório, com a intenção de minorar a situação paupérrima em que ficaram.

As pessoas, percorriam a cidade, batiam às portas e pediam que lhes fosse dada qualquer esmola, mesmo que fosse pão, dado grassar a fome pela cidade. E as pessoas pediam: "Pão por Deus".

Esta tradição perpetuou-se no tempo, sendo sempre comemorada neste dia e tendo-se propagado gradualmente a todo o país.

Até meados do séc. XX, o "Pão-por-Deus" era uma comemoração que minorava as necessidades básicas das pessoas mais pobres (principalmente na região de Lisboa). Noutras zonas do país, foram surgindo variações na forma e no nome da comemoração. A designação indicada acima (Dia dos Bolinhos) em Lisboa nunca foi utilizada, nem era sequer conhecido este nome.

Nas décadas de 60 e 70 do séc. XX, a data passou a ser comemorada, mais de forma lúdica, do que pelas razões que criaram a tradição e havia regras básicas, que eram escrupulosamente cumpridas:

• Só podiam pedir o "Pão-por-Deus", crianças até aos 10 anos de idade (com idades superiores as pessoas recusavam-se a dar).

• As crianças só podiam andar na rua a pedir o "Pão-por-Deus" até ao meio-dia (depois do meio-dia, se alguma criança batesse a uma porta, levava um "raspanete", do adulto que abrisse a porta).

A partir dos anos 80 a tradição foi gradualmente desaparecendo e, actualmente, raras são as pessoas que se lembram desta tradição.

Até a comunicação social, contribui para o empobrecimento da memória coletiva. Neste dia todas as estações de TV, Rádio e jornais, falam no Halloween, ignorando completamente o "Pão-por-Deus".

Embora não advoguem a crença no purgatório, há igrejas protestantes que também guardam o Dia de Finados. Com efeito, é o terceiro dentre três dias consecutivos que a cristandade considera como tendo relação especial com os mortos. O dia antes, 1.° de novembro, é o Dia de Todos os Santos, em honra às almas dos “santos”, que se pensa já terem chegado ao céu. E o dia anterior, 31 de outubro, é chamado “Halloween” (em inglês) ou Véspera de Todos os Santos, e seu nome em inglês se deriva de ser a véspera do “Dia de Todos os Hallows [Santos]”.

“Halloween”, também, tem relação com os mortos. No calendário dos antigos celtas, 31 de outubro era a Véspera do Ano Novo. Os celtas, junto com seus sacerdotes, os druidas, criam que, na véspera do ano novo, as almas dos mortos perambulavam pela terra. Sustentava-se que alimentos, bebidas e sacrifícios podiam apaziguar tais almas perambulantes. Também, “halloween” incluía fogueiras para expulsar os maus espíritos.

A respeito das fogueiras nessa época do ano, lemos em Curiosities of Popular Customs (Curiosidades dos Costumes Populares): “Usavam-se também fogueiras em diferentes horas e lugares, na Noite de Todos os Santos, que é a véspera do Dia de Finados, e no próprio Dia de Finados, o 2 de novembro. Nestes casos, as fogueiras eram consideradas como típicas da imortalidade, e imaginava-se serem eficazes, como sinal exterior e visível, pelo menos, para iluminar as almas [isto é, ajudá-las a libertar-se] do purgatório.

Transcrito de wikipedia (A Enciclopédia Livre)