terça-feira, 15 de maio de 2018

HOMENAGEM A ZECA AFONSO (Parte 07 de 13)





HOMENAGEM A ZECA AFONSO

(Parte 07 de 13)

(Trecho da biografia de José Afonso transcrito da AJA)

(Continuação)


José Afonso...

Em 1967 regressa a Lisboa esgotado pelo sistema colonial. Deixa o filho mais velho, José Manuel, confiado aos avós em Moçambique. Colocado como professor em Setúbal, sofre uma grave crise de saúde que o leva a ser internado durante 20 dias na Casa de Saúde de Belas. Quando sai da clínica, tinha sido expulso do ensino oficial. É publicado o livro Cantares de José Afonso, pela Nova Realidade. O PCP convida-o a aderir ao partido, mas José Afonso recusa invocando a sua condição de classe. Assina contrato discográfico com a Orfeu, para quem grava mais de 70 por cento da sua obra.

Expulso do ensino, em 1968 dedica-se a dar explicações e a cantar com mais assiduidade nas colectividades da Margem Sul, onde é nítida a influência do PCP. Pelo Natal, edita o álbum Cantares do Andarilho, com Rui Pato, primeiro disco para a Orfeu. O contrato é sui generis: contra o pagamento de uma mensalidade (15 contos), José Afonso é obrigado a gravar um álbum por ano.

Em 1969 a Primavera marcelista abre perspectivas de organização ao movimento sindical. José Afonso participa activamente neste movimento, assim como nas acções dos estudantes em Coimbra. Edita o álbum Contos Velhos Rumos Novos e o single «Menina, dos Olhos Tristes» que contém a canção popular «Canta Camarada». Recebe o prémio da Casa da Imprensa para o melhor disco, distinção que repete em 1970 e 1971. Pela primeira vez num disco de José Afonso, aparecem outros instrumentos que não a viola ou a guitarra. Trata-se do último álbum com Rui Pato. Nasce o último filho, o quarto, Pedro.

(Continua)





(Sugere-se que visualize o vídeo em “Ecrã Inteiro” para o que deve “clicar” no símbolo localizado no canto inferior direito do vídeo.)


Mantenha viva a memória do Zeca. Faça-se sócio da AJA


segunda-feira, 14 de maio de 2018

Apontamentos de Viagem - Distrito Guarda (Em vídeo)





Apontamentos de Viagem

Distrito de Guarda


Imagens obtidas no Distrito de Guarda.

IMAGENS:
Serra do Açor (Concelho de Seia)
Serra da Estrela (Concelho de Celorico da Beira, Concelho de Gouveia,Concelho da Guarda, Concelho de Manteigas)

Estes Apontamentos incidiram sobre o Concelho de Aguiar da Beira (2000), Concelho de Figueira de Castelo Rodrigo (Castelo Rodrigo – 2000 e Figueira de Castelo Rodrigo - 2000), Concelho do Sabugal (Sabugal – 2002 e Sortelha - 2002), Concelho de Trancoso (2000) e Concelho de Vila Nova de Foz Coa (Mós do Douro – 2000, Freixo de Numão-Estação – 2000, Santa Bárbara – 2000, Pocinho – 2000, São Martinho – 2000 e Vila Nova de Foz Coa - 2000)

Com estes Apontamentos pretende-se incentivar visitas turísticas, pois nenhuma imagem substitui a descoberta presencial.






(Sugere-se que visualize o vídeo em “Ecrã Inteiro” para o que deve “clicar” no símbolo localizado no canto inferior direito do vídeo.)




domingo, 13 de maio de 2018

HOMENAGEM A ZECA AFONSO (Parte 06 de 13)



Imagem da Página Virtual Malpica Parque


HOMENAGEM A ZECA AFONSO

(Parte 06 de 13)

(Trecho da biografia de José Afonso transcrito da AJA)

(Continuação)


José Afonso...

Em 1962 é editado o álbum Coimbra Orfeon of Portugal, pela Monitor, dos Estados Unidos, com «Minha Mãe» e «Balada Aleixo», onde José Afonso rompe definitivamente com o acompanhamento das guitarras. Nestas duas baladas é acompanhado exclusivamente à viola por José Niza e Durval Moreirinhas.

Realiza digressões pela Suíça e Alemanha onde gravam para a televisão e Suécia onde actua na Gala dos Reais Clubes Suecos, integrado num grupo de fados e guitarras, na companhia de Adriano Correia de Oliveira, José Niza, Jorge Godinho, Durval Moreirinhas e ainda da fadista lisboeta Esmeralda Amoedo.

Em 1963 é editado outro EP de Baladas de Coimbra. Volta a ser professor provisório nas mesma escola em Faro, de 19 de Outubro de 1962 a 31 de Julho de 1963.

Em Maio de 1964, José Afonso actua na Sociedade Musical Fraternidade Operária Grandolense, onde se inspira para fazer a canção «Grândola, Vila Morena», que viria a ser no dia 25 de Abril de 1974 a senha do Movimento das Forças Armadas (MFA) para o derrube do regime ditatorial.

Nesse mesmo ano é editado o EP Cantares de José Afonso, o único para a Valentim de Carvalho.

Também em 1964 é editado, pela Ofir, o álbum Baladas e Canções, que virá a ser reeditado em CD pela EMI em 1996.

De 1964 a 1967, José Afonso encontra-se em Lourenço Marques com Zélia, onde reencontra os seus dois filho. Nos últimos dois anos, dá aulas na Beira. Aqui musicou Brecht na peça A Excepção e a Regra. Em Moçambique nasce a sua filha Joana (1965).

(Continua)





(Sugere-se que visualize o vídeo em “Ecrã Inteiro” para o que deve “clicar” no símbolo localizado no canto inferior direito do vídeo.)


Mantenha viva a memória do Zeca. Faça-se sócio da AJA




sábado, 12 de maio de 2018

HOMENAGEM A ZECA AFONSO (Parte 05 de 13)




HOMENAGEM A ZECA AFONSO

(Parte 05 de 13)

(Trecho da biografia de José Afonso transcrito da AJA)

(Continuação)


José Afonso...

Por dificuldades económicas, em 1958 envia os dois filhos para Moçambique, para junto dos avós. Neste ano fica impressionado com a campanha eleitoral de Humberto Delgado. Digressão de um mês em Angola da Tuna Académica. José Afonso é o vocalista do Conjunto Ligeiro. «Actuámos vestidos com umas largas blusas de cetim, cada uma de sua cor, imitando a orquestra de “mambos” de Perez Prado, o máximo da altura», conta José Niza.

A 4 de Dezembro de 1957, José Afonso actua em Paris, no Teatro “Champs Elysées” ao lado de Fernado Rolim, voz, António Portugal e David Leandro nas guitarras de Coimbra e Sousa Rafael e Levy Baptista nas violas.
De 7 de Outubro de 1958 a 18 de Julho de 1959 é professor provisório nas Escola Industrial e Comercial de Faro.

Em 1959 começa a frequentar colectividades e a cantar regularmente em meios populares.

Nos inícios do ano lectivo de 1959/60 é colocado por 10 dias num colégio em Aljustrel, transitando depois para a Escola Técnica de Alcobaça onde é professor provisório entre 3 de Outubro de 1959 e 30 de Julho de 1960.
Em 1960 é editado o quarto disco de José Afonso. Trata-se de um EP para a Rapsódia, intitulado Balada do Outono.

Em Agosto faz nova digressão com o orfeão Académico de Coimbra a Angola. Ainda em 1960 desloca-se a Paris e Genebra, onde grava com Fernado Rolim, voz, António Portugal e David Leandro nas guitarras de Coimbra e Sousa Rafael e Levy Baptista nas violas, onde naquela cidade helvética grava uma serenata para a Eurovisão.

De 1961 a 1962 segue atentamente a crise estudantil deste último ano. Convive em Faro com Luiza Neto Jorge, António Barahona, António Ramos Rosa e Pité e namora com Zélia, natural da Fuzeta, que será a sua segunda mulher.

(Continua)





(Sugere-se que visualize o vídeo em “Ecrã Inteiro” para o que deve “clicar” no símbolo localizado no canto inferior direito do vídeo.)


Mantenha viva a memória do Zeca. Faça-se sócio da AJA




sexta-feira, 11 de maio de 2018

Apontamentos de Viagem - Distrito Faro (Em vídeo)





Apontamentos de Viagem

Distrito de Faro


Imagens obtidas no Distrito de Faro.

IMAGENS:
Serra do Caldeirão (Concelho de Loulé, Concelho de São Braz de Alportel e Concelho de Tavira

Estes Apontamentos incidiram sobre o Concelho de Faro (Estói – 2009 e Ilha de Faro - 2009), Concelho de Lagoa (Carvoeiro – 2002 e Ferragudo - 2002), Concelho Loulé (Miradouro do Caldeirão – 2009), Concelho de Olhão (2002, 2003 e 2009), Concelho de Portimão (Alvor e Portimão - 2002), Concelho de Vila do Bispo (Sagres - 2003) e Concelho de Vila Real de Santo António (Cacela Velha e Monte Gordo - 2003)

Com estes Apontamentos pretende-se incentivar visitas turísticas, pois nenhuma imagem substitui a descoberta presencial.





(Sugere-se que visualize o vídeo em “Ecrã Inteiro” para o que deve “clicar” no símbolo localizado no canto inferior direito do vídeo.)




quinta-feira, 10 de maio de 2018

Construir PDIs em Portugal


Imagem obtida no Blog “Ara@quém News”




Construir PDIs em Portugal
(UM POR TODOS E TODOS POR UM)


PRIMEIRA HISTÓRIA

Estava um dia agradável quando cheguei ao Parque de Campismo da Cabreira, localizado em Vieira do Minho, onde iria ter lugar o XXII Encontro de “Autocaravanas PYC – MMVV”.

O Parque de Campismo é pequeno, arborizado, limpo, com acesso gratuito à internet, trabalhadores atenciosos e com um restaurante que serve diariamente refeições a preços altamente competitivos (Menu a 6,50 €, sem café e sobremesa).

Localiza-se este Parque entre dois cursos de água e dista menos de uns 15 minutos (a pé e em “passo de passeio”) do centro de Vieira do Minho.

Infelizmente a Estação de Serviço de Autocaravanas não é a melhor. Existe apenas uma torneira, tanto para o abastecimento de água potável como para a lavagem da sanita quimíca e não existe local apropriado (nem sem ser apropriado) para o despejo das águas cinzentas (as provenientes dos banhos e da lavagem de louça).

No dia seguinte à minha chegada o tempo continuava muito agradável o que nos permitiu um passeio no Parque Florestal de Vieira do Minho, alargado ao centro da cidade e uma visita à Aldeia de Agra.

Mas, infelizmente para mim, o terceiro dia amanheceu com chuva. Infelizmente porque detectei que através da claraboia, situada mesmo por cima da cama, caia de 5 em 5 segundos, uma pequena gota de água. Se esta anomalia se verificasse na “sala” e a água caisse sobre a mesa, teria resolvido o assunto colocando um alguidar que recolhesse as gotas de água. Mas, sobre a cama, não me via a ter um alguidar colocado sobre o meu corpo enquanto dormia. Havia que tomar uma decisão.

Contactei a organização do Encontro, expliquei o problema e informei que ia de imediato regressar a casa, pois não tinha conhecimento de ninguém que na zona me resolvesse a situação. E fiz-me à estrada.

Já depois de Leiria, na Estrada Nacional 1, antes da Batalha, mais precisamente em Azoia, seriam umas 16 horas, quando me recordei que ali existia uma empresa que dava apoio a autocaravanas. Decidi rumar ao local.

Fui atendido pelo Sr. José Carlos, da firma CAMPOCALMO (ver AQUI) a quem coloquei o problema. Conclusão: Duas horas depois o assunto estava resolvido e com um custo que me pareceu razoável. Só precisava que voltasse a chover (pois entretanto a chuva tinha parado) para ter a certeza que o problema estava mesmo resolvido.


SEGUNDA HISTÓRIA

Na inspecção anual a que tenho que submeter a minha autocaravana detectaram o que parecia ser uma perda muito pequerna de fluidos nas juntas segundárias do motor. Fui aconselhado a fazer uma lavagem exterior ao motor (ou lavagem de estrada) que permitiria verificar, sem sombra de dúvida, se o que parecia, era mesmo. Tinha cerca de 30 dias para voltar à inspecção.

Procurei na zona onde resido firmas de autocaravanas (há várias) que me fizessem essa operação, pois as vulgares oficinas que executam lavagens de estrada destinam-se, normalmente, a veículos mais pequenos. Encontrei uma firma de autocaravanas e aprazei uma data para o serviço.

No dia acordado deram o dito por não dito, com vária argumentação, nomeadamente de que se não tinham apercebido do que eu pretendia ou que eu não me tinha explicado bem. Como a data limite para a inspecção iria ter lugar dentro de 3 dias era premente encontrar outra firma disponível.

Telefonemas, contactos pessoais e nada. Por fim, uma alma caridosa, talvez temendo que eu tivesse uma apopléxia, deu-me uma pequena indicação. Em Pero Pinheiro, uma localidade nos arredores de Lisboa, estaria a minha salvação. Para lá me dirigi e... sem marcação prévia, fui excelentemente atendido. Uma lavagem total. Completa! O preço? Bem, o preço foi, pela positiva, uma agradável surpresa. O serviço? A autocaravana parecia nova! Estou a referir-me à firma PNEUS GAMA 2 (ver AQUI)


REFLEXÃO

Estas duas histórias levaram-me a rectir sobre a necessidade de os PDIs (Pontos De Interesse), também conhecidos como POIs (Points Of Interest), utilizados nos equipamentos de navegação para automóveis, não serem criados e divulgados apenas para se localizar as ASAs (Áreas de Serviço para Autocaravanas).

É urgente que as Associações Autocaravanistas (e não só) criem ficheiros (PDIs) para os mais diferentes serviços e destinados a auxiliar os autocaravanistas em dificuldades.

Devem ser PDIs com a localização (por Distrito, Concelho e Localidade) de empresas que prestem serviços de apoio imediato a autocaravanistas em viagem, como, por exemplo e para começar, “Oficinas de Habitáculos” (frigorificos, aquecimento, fogão, bomba de água, etc), “Oficinas de Lavagem Completa e de Estrada” e de “Lavandarias Automáticas de Roupa”.

Sempre ouvi dizer que o óptimo é inimigo do bom, por isso há que começar lenta e progressivamente, actualizando mensalmente os ficheiros PDIs que forem criados. Mas, os autocaravanistas também têm a obrigação de contribuirem, disponibilizando às respectivas associações a informação que forem possuindo.

Pela minha parte não deixarei de informar a “Associação Autocaravanista de Portugal – CPA”. Se cada um dos associados do CPA proceder em conformidade estará, cada um, não só a contribuir para ajudar outros, como os outros estarão a ajudar cada um. Um pouco como a divisa dos três mosqueteiros:

UM POR TODOS E TODOS POR UM

(O autor, todas as Quintas-feiras, no Blogue do Papa Léguas Portugal, emite uma opinião sobre assuntos relacionados com o autocaravanismo (e não só) – AQUI)



quarta-feira, 9 de maio de 2018

Apontamentos de Viagem - Distrito Évora (Em vídeo)





Apontamentos de Viagem

Distrito de Évora


Imagens obtidas no Distrito de Évora.

Estes Apontamentos incidiram sobre o Concelho de Alandroal (2002), Concelho de Arraiolos (2003) e Concelho de Mourão 2002)

Com estes Apontamentos pretende-se incentivar visitas turísticas, pois nenhuma imagem substitui a descoberta presencial.





(Sugere-se que visualize o vídeo em “Ecrã Inteiro” para o que deve “clicar” no símbolo localizado no canto inferior direito do vídeo.)