sábado, 15 de fevereiro de 2020

PARA QUE SERVE A NAUTICAMPO?



Imagem da autoria de Mário Prista


PARA QUE SERVE A NAUTICAMPO?


Tem como objectivo permitir às empresas ligadas ao turismo de ar livre a promoção dos serviços e dos produtos que prestam e/ou comercializam. Na essência é o espírito de Feira que prevalece.

E qual é o interesse das associações de utentes deste tipo de turismo?

A participação das associações tem como finalidade prioritária a afirmação da respectiva existência numa estratégia concorrencial, com a finalidade de captarem novos associados, com informação sobre as actividades que concretizam e as mais valias que colocam ao dispor dos sócios.

Os espaços de que ocupam na NAUTICAMPO não são geralmente os mais frequentados, excepto pelos associados mais indefectíveis, pelo que para alcançarem os propósitos que justificam a participação na Feira procuram alargar o espaço físico em que estão através de acções diversificadas, como, por exemplo, colóquios abertos à participação de qualquer cidadão.

Estes colóquios, além de divulgarem a associação em si mesma e a política que lhe é inerente, captam eventualmente novos associados e cimentam os existentes.

A participação da “Associação Autocaravanista de Portugal – CPA” na NAUTICAMPO vem tendo lugar já desde pelo menos de 2009 (ver AQUI), e quase sempre, tem promovido um colóquio. Além de condições ainda mais especiais na contratação de um seguro de autocaravana feito no decorrer da Feira.

Este ano, uma vez mais, o CPA vai promover um colóquio subordinado ao tema “PASSADO, PRESENTE E FUTURO a par com o autocaravanismo em Portugal”, hoje, Sábado, às 16 horas.

É sócio do CPA? Uma boa altura de questionar quem sabe sobre as questões que o preocupam

Não é sócio do CPA? Uma oportunidade para desfazer dúvidas sobre o autocaravanismo em Portugal?

Quer ser sócio do CPA? Saiba como e o que esta associação tem para lhe oferecer e o que você pode fazer pelo autocaravanismo em Portugal.


Eu vou lá estar. E você?


sábado, 25 de janeiro de 2020

NOS 30 ANOS DO CPA


Imagem da autoria de Mário Prista


NOS 30 ANOS DO CPA


Em 1 de Fevereiro de mil novecentos e noventa e sete, os associados do CPA, reunidos em Assembleia Geral, entenderam a importância que justifica a evocação de algumas datas, pelo que aprovaram que o dia vinte e cinco de Janeiro passasse a ser o “Dia do Clube” e que todos os anos, nessa mesma data, a sede do CPA devia estar sempre aberta aos associados. E, assim, deveria ser sempre feito, dando cumprimento a uma decisão com agora vinte e três anos


O primeiro momento de importância capital na via do CPA foi, obviamente, o nascimento, que teve lugar a 25 de Janeiro de 1990, não obstante estar a ser planeado desde Setembro de 1988 numa primeira reunião que se realizou no Parque de Campismo de Escaropim. Depois dessa data os fundadores reuniram-se ainda pelo menos mais quatro vezes e sempre em Parques de Campismo.

O facto de a associação, que se veio a denominar como “Clube Português de Autocaravanas”, ter tido o nascimento programado em Parques de Campismo, por campistas, revela bem o espírito que presidiu à criação. Tudo evidencia que se não tratava de fazer emergir uma modalidade autocaravanista. O espírito era campista, embora o material de campismo a ser utilizado deixasse de ser a tenda e passasse a centrar-se na autocaravana, material que à época só alguns poucos dispunham. Muitas destas autocaravanas eram até “construídas” junto à primeira sede do CPA, na Rua dos Lagares, em Lisboa. Registe-se ainda que o campismo estava de tal forma presente na forma de pensar dos fundadores que os primeiros estatutos do CPA “obrigavam” à filiação na “Federação Portuguesa de Campismo e Caravanismo", actual “Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal”.


O segundo acontecimento marcante na vida do CPA teve lugar quatro anos depois da fundação, mais precisamente em 1994, com a partida para a "Primeira Volta a Portugal" iniciada na margem do Rio Tejo, perto da Torre de Belém, em Lisboa, a 26 de Março. Os autocaravanistas que tinham chegado ao local na véspera terão cantado no momento da partida, talvez pela primeira vez em público, a Marcha do CPA, “hino oficioso”, na medida em que até à presente data nunca uma Assembleia Geral o tornou oficial.

Este evento constituiu um momento marcante na vida do CPA, bastante bem organizado, que contou com a presença de médicos e de mecânicos e a que não faltou animação, convívio e entre-ajuda, numa demonstração evidente de companheirismo.


A terceira iniciativa marcante deu-se em 2010 com a coo-autoria e divulgação da “Declaração de Princípios”, subscrita por inúmeras entidades, o que constituiu a base, agora escrita, dos valores a serem seguidos por todos quantos entendessem o autocaravanismo como uma modalidade autónoma.

Talvez por não renegar e não se opor ao campismo a Declaração foi assumida pela Federação Internacional de Campismo, Caravanismo e Autocaravanismo; mas porque na Declaração eram evidenciadas preocupações ambientais também a Quercus a subscreveu; e também porque a autocaravana é um veículo automóvel o ACP também considerou como importantes os conceitos de estacionar / pernoitar em autocaravana.

A "Declaração de Princípios", que ainda hoje se mantém actual, continua a marcar a política autocaravanista seguida pelo CPA.


A quarta modificação significativa que se verificou na vida do CPA foi consubstanciada com a alteração estatutária que teve lugar em Novembro de 2012. Efectivamente os Estatutos aprovados fazem um corte, não direi radical, mas profundo, com o Campismo, sem, contudo, renegar as origens campistas, nem discriminar negativamente os autocaravanistas campistas.

Os caminhos escolhidos pelos associados são claramente evidenciados nos Estatutos:

1 – Alteração do nome. Deixa o CPA de ser um clube de autocaravanas, meio pelo qual se pode fazer campismo, para passar a ser uma associação de autocaravanismo, meio pelo qual se faz turismo, sem prejuízo de também se poder fazer outras actividades, como o campismo. A ordem dos valores, dos objectivos, altera-se.

2 – Cessa a obrigatoriedade estatutária de estar filiado numa federação específica, como era no passado a filiação na Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal. Os associados, em cada momento, decidem.

3 – São definidos de forma clara e pormenorizada os direitos e deveres dos associados e dos Órgãos Sociais, incrementando-se a institucionalização da associação, o que demonstra uma evolução. O CPA deixa de ser um “clube de amigos” para passar a ser uma associação autocaravanista de Portugal onde os amigos se encontram.

Sintetizando: O CPA deixa oficialmente de ser um clube campista de autocaravanas para passar a ser uma associação autocaravanista de Portugal.


O quinto e não menos importante momento marcante da vida do CPA, tem lugar em 2016 com a constituição do "Welcome Friendly Place" (WFP-Portugal), uma marca direccionada a autocaravanistas portugueses e estrangeiros, com informação turística sobre Portugal e as localidades que não pratiquem uma política de discriminação negativa dos veículos autocaravanas. Significativo é o facto de no Portal do "WFP - Portugal" se poder ler: "A Associação Autocaravanista de Portugal – CPA, detentora da marca WELCOME FRIENDLY PLACE, subscreve a Declaração de Princípios como compromisso de interesses entre as comunidades e o autocaravanismo".

A constituição do "WFP - Portugal" foi o reafirmar, agora "preto no branco", de uma forma muito expressiva, de uma política autocaravanista virada para o desenvolvimento local.
Estes são os cinco momentos mais marcantes na vida do CPA, pois que, em si mesmos, influenciaram o Movimento Autocaravanista de Portugal, mas que não esgotam a importância do CPA que, sem exagero, fez e continua a fazer, a história do autocaravanismo.

O CPA que é a mais antiga associação autocaravanista de Portugal:
* Tem cerca de mil sócios no pleno gozo dos direitos associativos;
* Tem numa relação qualidade preço o melhor seguro de autocaravanas:
* Tem sócios de várias nacionalidades;
* Tem sócios com múltiplas profissões cujos estatutos profissionais os não divide;
* Tem protocolos para aproveitamento de meios e assim evitar a duplicação de esforços;
* Tem um regulamento de quotizações que defende os novos associados;
* Tem aconselhamento jurídico gratuito para os sócios desde 2011;
* Tem uma Declaração de Princípios subscrita entre outras pelas seguintes entidades: Federação Internacional de Campismo, Caravanismo e Autocaravanismo (FICC) e pela QUERCUS – Associação Nacional de Conservação da Natureza;
* Tem um Fórum que em 2013 já tinha sido visualizado mais de 6 milhões de vezes;
* Tem informação mensal dirigida especificamente para os sócios;
* Tem apoiado e é sócio de movimentos e associações que promovem o Desenvolvimento Local;
* Tem apoio médico e veterinário aos sócios não só na residência como na autocaravana;
* Tem protocolos de reciprocidade com associações campistas e autocaravanistas;
* Tem espaço virtual disponível para os sócios relatarem as viagens que realizam;
* Tem disponível informação sobre todos os aspectos da vida associativa no âmbito de um conceito de transparência;
* Tem obtido descontos para os sócios em mais de uma centena de firmas.

O CPA é, acima de tudo, uma associação essencialmente vocacionada para o autocaravanismo que pratica a inclusão de todos os autocaravanistas independentemente do conceito que cada um tenha sobre a práctica da modalidade.

Inspirar as pessoas, as organizações de desenvolvimento local e os territórios num movimento de reflexão e promoção da cidadania e igualdade é também o contributo social do CPA para o Movimento Autocaravanista de Portugal.

Contudo, para além da história, porque também fazem parte da história, há que recordar os fundadores, sem os quais não estaríamos hoje a comemorar os 30 anos da Associação Autocaravanista de Portugal.


Ana Catarina Santos - Ana Maria Santos - Cipriano Gomes
Eduardo Silva Lopes - João Tavares - Joaquim Malpique
Jorge Baeta - Manuel Carvalho - Manuel Pinto Ribeiro
Mário Santos - Olga Baeta - Otília Malpique
Paula Baeta - Vítor Tavares


Mas, não basta sonhar


Ontem foi o tempo dos sonhos.
Caminhávamos solidários,
Acreditando que bastava querermos
Para tudo ser possível.
Hoje, vivemos a realidade.
Não basta querermos,
Não basta sonharmos,
Não basta…


É urgente gritar,
É urgente avisar,
Que para o mundo caminhar
É preciso amar,
É preciso Lutar!…
O importante
Não são os milhões,
Não são os cifrões,
Importa é ser solidário!


Ajude o CPA a manter o sonho. Seja solidário.
Neste trigésimo aniversário
Faça-se sócio do CPA


NOTA:
O poema é da autoria de Nita
A imagem é da autoria de Mário Prista



segunda-feira, 23 de dezembro de 2019

OPERÁRIOS DO NATAL



(Imagem obtida no portal do “ATENS”)



OPERÁRIOS DO NATAL

(Quem são os operários dos nossos Natais?)

"Cada operário que trabalha para que tu possas ter um bom Natal te dá um presente: o presente da canseira, o presente do trabalho, o presente da amizade. É por isso que o Natal é a

FESTA DOS AMIGOS






Os pais (0:51), O lenhador (4:40), A costureira (7:23), Os carteiros (10:35),
Os palhaços (10:35), O pasteleiro (18:12), Os vendedores (20:56), Os amigos (25:00)


Textos de Ary dos Santos e Joaquim Pessoa.
Músicas e vozes de Carlos Mendes, Fernando Tordo e Paulo de Carvalho.
Narrativa, Maria Helena D'Eça Leal.
Arranjos de orquestra, Joaquim Luís Gomes e José Luís Simões.

segunda-feira, 9 de dezembro de 2019

FÁTIMA e AUTOCARAVANISMO




FÁTIMA e AUTOCARAVANISMO



Continua a ser divulgada a peregrinação autocaravanista ao Santuário de Fátima como integrando o Dia Nacional do Autocaravanismo.

Sobre esta matéria escrevi, já lá vão 5 anos, um texto de opinião em que defendia (e ainda defendo) o direito dos católicos apostólicos romanos professarem a respectiva fé, mas em que me insurgia contra a indevida apropriação desse evento como integrado no Dia Nacional do Autocaravanismo (ver AQUI).

Nesse meu texto de opinião escrevi que Mesmo muitos dos que professam a religião Católica, Apostólica e Romana não aceitam Fátimatendo há uns dias sido abordado por um companheiro autocaravanista que contestou esta afirmação.

Tentei esclarecer que se não tratando de um dogma de fé não existia a obrigação de aceitar a “verdade de Fátima”, o que não convenceu o meu interlocutor.

Sem pretender criar polémica ou sequer questionar a “verdade de Fátima” permito-me transcrever uma entrevista, com um padre da Igreja Católica, que nega a existência das aparições, o que comprova, minimamente, a minha afirmação de que nem todos os Católicos aceitam Fátima.


FÁTIMA SA

(1ª Parte)






FÁTIMA SA

(2ª Parte)






terça-feira, 19 de novembro de 2019

Homenagem - José Mário Branco








JOSÉ MÁRIO BRANCO
(1942 - 2019)

HOMENAGEM



Vou, vou-vos mostrar mais um pedaço da minha vida. Um pedaço um pouco especial. Trata-se de um texto que foi escrito, assim, de um só jorro, numa noite de Fevereiro de '79, e que talvez tenha um ou outro pormenor que já não seja muito actual. Eu vou-vos dar o texto tal e qual como eu o escrevi nessa altura sem ter modificado nada. Por isso vos peço que não se deixem distrair por esses pormenores que possam já não ser muito actuais e que isso não contribua para desviar a vossa atenção do que me parece ser o essencial deste texto.

Chama-se FMI.




quarta-feira, 13 de novembro de 2019

Nem almoçar pude



Imagem obtida no Portal da C.M.Sesimbra – Visit Sesimbra


NEM ALMOÇAR PUDE


No primeiro fim-de-semana deste mês de Novembro desloquei-me, em autocaravana, por Setúbal (em cujo centro histórico passeei) por toda a costa da Arrábida, pelo Cabo Espichel, pela Lagoa de Albufeira e dormi duas noites em Sesimbra.

O Parque de Campismo “Forte do Cavalo” foi a minha escolha para passar 2 noites e recordar um local onde na minha juventude, há uns 40 anos, passava férias.

Depois da primeira noite no Parque de Campismo decidi ir almoçar a Sesimbra e, como o Parque fica a uns 3 Kms da Vila e o tempo estava incerto, fui de autocaravana.

O estacionamento em Sesimbra, para uma autocaravana, é muito difícil e mais difícil se torna quando nos locais onde o estacionamento é viável existem umas placas a informar que o estacionamento de autocaravanas é proibido.

Regressei ao parque de Campismo e almocei na autocaravana.

Não! Não vou dizer que não voltarei a Sesimbra, porque voltarei. O que digo é que enquanto não for possível estacionar em Sesimbra em autocaravana, devido às proibições absurdas da Vereação da Câmara Municipal, não gastarei, nessa Vila, um cêntimo. Não porque não queira. Mas porque a Vereação me impede de o fazer.

Porque me não fico pelos desabafos enviei ao cuidado do Vereador do Turismo da Câmara Municipal a carta cujo texto transcrevo:


À
Câmara Municipal de Sesimbra

A/c do Vereador do Turismo


Caro Senhor,

No primeiro Fim-de-Semana de Novembro desloquei-me, em autocaravana, a Sesimbra tendo ficada a pernoitar no Parque de Campismo “Forte do Cavalo”

Permito-me recordar que esse Parque de Campismo, há já muitos anos (mais de 40) estava apenas aberto no verão e quem nele pretendia passar umas férias tinha que em determinado dia dirigir-se ao Parque para adquirir uma senha e posteriormente, noutro dia, entrava no parque pela ordem indicada na senha e instalava-se no alvéolo à escolha que estivesse livre. Outros tempos, outros costumes.

Mas não é para recordar outros tempos que esta minha mensagem lhe é dirigida.

Como sabe o Parque de campismo fica distante do centro da Vila e não existem, tanto quanto me apercebi, transportes públicos, pelo que os utentes do Parque, em autocaravana, têm que se deslocar a pé para efectuarem alguma visita ou acederem a algum comércio ou algum restaurante.

Procurei, por isso, deslocar-me em autocaravana, que é o meu meio de transporte, e verifiquei que nos locais em que o meu veículo poderia estacionar, mesmo pagando, existiam sinais verticais informando que o estacionamento de autocaravanas era proibido.

Esta proibição, além de ser prejudicial ao turismo em autocaravana, configura uma discriminação negativa comparativamente com outros veículos de igual ou semelhante gabarito. Nos parqueamentos em que existia informação de proibição de autocaravanas deparei-me com outros veículos de superiores dimensões estacionados.

Os autocaravanistas regem-se por uma Declaração de Princípios que sugiro a que aceda no seguinte endereço:


Não pretendo qualquer resposta da vereação do Município, mas seria da mais elementar justiça e do interesse do próprio município e do comércio local que este estado de coisas fosse alterado.

Cumprimentos



sábado, 9 de novembro de 2019

Mau princípio


Imagem obtida em o “Pensador”



MAU PRINCÍPIO


Terminou ontem o prazo para a inscrição no “74º Encontro CPA” (ver AQUI), evento aberto a todos os autocaravanistas e que terá lugar entre 15 e 17 de Novembro em Vila Verde.

Um Encontro que conta com o apoio da “ANIMAR – Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Local” (ver AQUI), da “ATAHCA Associação de Desenvolvimento das Terras Altas do Homem, Cávado e Ave” (ver AQUI) e do Município de Vila Verde (ver AQUI), além de ser coo-financiado por “PO ISE – Programa Operacional Inclusão Social e Emprego” (ver AQUI), por Portugal 2020” (ver AQUI) e pela “União Europeia – Fundo Social Europeu” (ver AQUI).

Exclusivamente para os sócios da “Associação Autocaravanista de Portugal - CPA” irá ter lugar, no dia 16 de Novembro, a Assembleia Geral (ver AQUI) cujo Ponto 4 se reveste de uma significativa importância: “Análise e decisão a tomar face à situação criada pela ausência de candidaturas ao último ato eleitoral

Infelizmente somos obrigados a constatar que não houve capacidade ou vontade para apresentar uma Candidatura aos Corpos Gerentes do CPA para 2020/2022 e, perante esta situação, a Direcção do CPA decidiu apresentar à Assembleia Geral 3 propostas para o ponto 4 e sem qualquer argumento que justifique que as mesmas são a solução para a ausência de candidaturas.

A Direcção do CPA, propõe que o número de elementos que constituem o Conselho Fiscal passe de 3 para 5 e os que constituem a Direcção passe de 5 para 8 elementos. Se uma candidatura, actualmente constituída por 11 membros, se verificou mesmo assim difícil de constituir e propor, como se justifica que será mais fácil a apresentação de propostas que aumentam de 11 para 16 membros as futuras candidaturas?

A Direcção do CPA propõe, também, a eliminação do número 2 do Artigo 34º dos Estatutos, artigo que impede os membros dos Corpos Gerentes de serem eleitos consecutivamente para 2 mandatos seguidos, excepto (atente-se bem) se a Assembleia o autorizar expressamente. Só existe, para mim, uma razão que justifica a proposta: Existem membros dos Corpos Gerentes actuais que querem continuar a ser membros dos Corpos Gerentes. Porém, não há nada neste Artigo 34º dos Estatutos que o impeça. No entanto, e há que dizê-lo, é de louvar a disposição de se candidatarem, se a razão que está subjacente a essa intenção for a de poderem continuar a acompanhar os processos jurídicos que o CPA tem em Tribunal contra algumas Câmaras Municipais.

Mas, é bom recordar, que qualquer deliberação que não conste de um ponto da Ordem de Trabalhos não é legalmente passível de ser considerado aprovada. Na realidade, estas 3 propostas, por muitos argumentos que sejam aduzidos, mais não são do que alterações estatutárias e como tal devem ser tratadas num ponto específico da Ordem de Trabalhos.

A minha experiência leva-me a concluir que estas propostas da Direcção irão ser aprovadas, pois é minha convicção que o espírito crítico e coerente deixa muitas vezes de estar presente quando se tem que o manifestar pública e responsavelmente.

CONCLUSÃO:

É um mau princípio e um mau precedente alterar as regras existentes para as enquadrar e/ou conseguir objectivos imediatos. Ou seja: alterar as regras do jogo a meio do jogo.