sábado, 30 de setembro de 2023

COISAS DO… ZECA (12)


 

COISAS DO… ZECA


Baladas de Outono (1960)

O Zeca gostava imenso de cantar à noite nas velhas ruas da Alta e assim, com a viola debaixo do braço, íamos pelas ruas a tocar e cantar temas que ele improvisava ou já tinha esquematizado na sua mente: música e poema. Um dos temas que ele invariavelmente interpretava era uma canção que começava “águas do rio correndo / poentes morrendo / p’rás bandas do mar…” tocada em lá menor e com um acompanhamento simples da viola. Que saudade duma noite, sentados num degrau do Patronato na rua da Matemática)!!!

Paulo Alão, in «Desta canção que apeteço» .

FONTE: Associação José Afonso (Ver AQUI)


Balada de Outono



sexta-feira, 29 de setembro de 2023

COISAS DO… ZECA (11)


 

COISAS DO… ZECA

Coimbra (1960)

Por motivos económicos fui forçado a deixar Coimbra antes de concluído o curso e a leccionar em colégios particulares. O contacto concreto com a situação profissional no sentido mais amplo foi-me pouco a pouco endurecendo. Em Coimbra as coisas mudavam lentamente. Novas remessas de estudantes, menos pitorescos mas mais conscientes do que os do meu tempo, mais devotados aos problemas que fatalmente surgiam num meio sufocado por tradição, as mais das vezes inútil, intentam, à semelhança do que já outras gerações haviam feito, romper declaradamente com o bafio, pôr de parte a quinquilharia passadista do velho romantismo do «Penedo», realizar ao nível associativo uma modernização da vida académica dentro dos limites a que os forçava o estreito meio geográfico em que viviam.

José Afonso em texto autobiográfico escrito na Beira, Moçambique, em 1967.

FONTE: Associação José Afonso (Ver AQUI)


SOLITÁRIO


quinta-feira, 28 de setembro de 2023

COISAS DO… ZECA (10)


COISAS DO… ZECA


Fados de Coimbra II (1953)

O fado de Coimbra era um folclore de elite, apesar de popularizado. Atraía irresistivelmente os "futricas" com quem os estudantes tinham relações simultâneas de carinho e ressentimento. Essa atracção popular explica o caso de grandes cantadeiras como a Cristina Matos Cortesão, que passou por várias Repúblicas e pelas «fogueiras» e foi uma grande intérprete também do fado de Coimbra. Trata-se de um duplo filão: o do fado de Coimbra, que na sua fase de consolidação chega ao esquema de duas quadras e se canta em serenatas, e as músicas das "fogueiras", grandes manifestações populares onde se podia ouvir o «Real das Canas», o «Apanhar o Trevo» e o «Vai para o Prego, Meu Violão».

José Afonso em entrevista a Fernando Assis Pacheco, in «Jornal de Letras», 19/01/1982 .

FONTE: Associação José Afonso (Ver AQUI)


O Sol anda lá no céu


DESVENTURAS DE UM AUTOCARAVANISTA - A avaria


 

DESVENTURAS DE UM AUTOCARAVANISTA

(Peça em 3 Actos - Baseada em factos reais)


ACTO 1


A AVARIA


Corria o ano da graça de 2023 quando no 17º dia do mês de Julho o veículo autocaravana, parqueado no Parque de Campismo “Campiférias”, sito em Vila Nova de Milfontes, avariou.

Por mais que desse à chave o motor “não tugia nem mugia”. Silêncio completo. No visor colocado por detrás do volante via-se o símbolo de uma chave sobre um cadeado. A avaria consistia no não reconhecimento do código da chave, pelo que o motor não funcionava.


(O mesmo já tinha acontecido uns dois anos antes em Espanha e em local que prejudicava seriamente o trânsito. Tive a sorte de o veículo ficar parado mesmo em frente a uma oficina que, depois de tentar tudo e mais alguma coisa, sentenciou que tinha que me deslocar a uma oficina da “FIAT”.


Telefonei à “Solvana”, firma onde tinha adquirido a autocaravana e expliquei o que se passava. Muito atenciosamente sugeriram-me que desligasse o cabo do positivo da bateria de arranque, aguardasse uns 2 a 5 minutos, ligasse o cabo e desse à chave. Foi o que fiz. Problema resolvido, o motor funcionou e continuei a viagem perante a admiração, para não dizer espanto, dos mecânicos espanhóis)


Ainda antes de contactar a Assistência em Viagem liguei telefonicamente para a “Solvana”, para a “FIAT” de Sines, para a “Auto RM Assistencia e Reparacão Autocaravanas Ruy Morais” e para a “CHAVIARTE” de Sines.

A “Solvana” sugeriu-me que me deslocasse para a “FIAT”; a “FIAT” de Sines só me podia marcar a assistência na oficina para meados de Agosto; Ruy Morais (da “Auto RM Assistência e Reparação de Autocaravanas”), não obstante a simpatia e os conselhos não tinha condições para resolver o tipo de avaria que se adivinhava e a “CHAVIARTE” de Sines aconselhou-me a deslocar às instalações com as chaves para as testar. O teste das chaves confirmou que não havia qualquer problema com as mesmas.

Depois de por diversas vezes ter tido o mesmo procedimento que me tinha sido aconselhado aquando da avaria em Espanha, agora sem sem resultados, contactei a Assistência em Viagem que me fez rebocar a Autocaravana para a “FIAT” em Alfragide, Amadora.


(Sobre “o reboque” falarei no 2º Acto desta Peça Teatral)


A Autocaravana chegou à “FIAT”, em Alfragide, 8 dias depois da entrega para ser rebocada, mais precisamente a 24 de Julho.

Na “FIAT” foi-me exigido o pagamento de “Diagnóstico e pesquisa de avarias” no montante de 110,70 €, tendo de imediato contestado o pagamento e argumentado que o diagnóstico estava feito, mas sem que os meus argumentos tivessem qualquer efeito. Na situação de carência em que estava fui obrigado a anuir ao pagamento exigido e a ser pago depois da reparação.

No dia 1 de Agosto, 6 dias depois de ter entrado na “FIAT”, solicitei que me esclarecessem em que estado se encontrava a reparação.

A 3 de Agosto a “FIAT” informa-me telefonicamente que necessitava da “Chave vermelha”, ou seja, segundo compreendi, que o veículo deveria ter uma chave que permitiria uma reconfiguração da Centralina do Motor.

Telefonei à “Solvana” (que me vendera a Autocaravana) solicitando a tal chave vermelha e foi-me respondido que não tinham essa chave e nada mais adiantaram. Na verdade, aquando da compra da Autocaravana, apenas me entregaram uma chave, tendo eu, por minha iniciativa, mandado fazer uma outra chave.

Depois de ter contactado uma outra oficina, nesse mesmo dia 3 de Agosto, dirigi-me à “FIAT”, onde, por sugestão da oficina atrás referida, coloquei a hipótese de me desbloquearem a Central de Código do Motor ao invés, como pretendiam, colocarem uma nova centralina, um novo canhão na fechadura da ignição, tendo-me sido respondido que não tinham Software para o efeito e que, se bem compreendi, isso não era possível porque a Central do Código do Motor estava avariada.

Mais me esclareceram que reparação ir-me-ia ficar entre 900 a 1200 euros e teria que esperar uns 15 dias pela a chegada das peças, tendo sido acordado que lhes daria uma resposta até ao dia 7 de Agosto, o que fiz, aceitando a proposta de reparação.

A “FIAT” telefonicamente informa-me que não é possível substituir a centralina porque a mesma estava descontinuada para aquela especifica viatura, mas que alguém conseguiria alterar a centralina desbloqueando a necessidade de reconhecimento do código das chaves o que iria diminuir os custos da reparação para uns 600 euros. Concordei, até porque essa opção já por mim tinha sido colocada.

No dia 23 de Agosto, quase 1 mês depois de ter dado entrada na “FIAT”, fui informado que a autocaravana estava reparada e a podia ir levantar. Paguei pela reparação a quantia de 418,20 €.


Mas, a história não acaba aqui.

Não deixem de ler “O REBOQUE”, segundo acto desta odisseia.

Num Facebook próximo de si





quarta-feira, 27 de setembro de 2023

COISAS DO… ZECA (09)


COISAS DO… ZECA


Fados de Coimbra I (1953)

(...) Outra coisa: fiz as gravações que saíram porreiras. Conto portanto que faças a devida propaganda dos meus discos. Lembra-te que é uma época de ressurgimento duma das coisas que individualiza o nosso meio académico. É toda uma geração de Hilários, Manassés, e depois Bettencourts, Gois, Junots e Paradelas que sai vingada de todos esses narcóticos radiofónicos que a Emissora Nacional espalha para aí aos quatro ventos.

Carta de José Afonso enviada ao seu amigo António dos Santos Silva (Agosto, 1953)

FONTE: Associação José Afonso (Ver AQUI)


Contos Velhinhos




terça-feira, 26 de setembro de 2023

COISAS DO… ZECA (8)


 

COISAS DO… ZECA

Eu sou do tempo em que os polícias andavam pelos jardins a ver quais eram os parzinhos enlaçados para lhes pedirem a identificação e os levarem para a prisão. É importante que esses putos novos saibam que o fascismo não era só um sistema político, mas que era também um modo de vida que nos envenenava a todos e que conspurcava aquilo que havia mais caro, mais imediato e mais sincero em todos nós… E que este tipo de “permissividades” que, apesar de tudo, se vive hoje e a naturalidade com que hoje se encaram coisas que eram consideradas grandes pecados são dados resultantes do 25 de Abril...”.

26 de Janeiro de 1983

Em “Se7e”, numa entrevista concedida a Viriato Teles

segunda-feira, 25 de setembro de 2023

COISAS DO… ZECA (7)

 


COISAS DO… ZECA

Os meios de comunicação progrediram, mas hoje a Europa sabe menos, está menos informada sobre o que acontece fora dela. Só interessam a Polónia e o Afeganistão. Em Paris, 125 organizações de esquerda, progressistas, vieram para a rua protestar contra a situação na Polónia. Muito bem! Só que pelo que se passa em Angola, no Líbano, em El Salvador ninguém protesta… Não acredito na social-democracia europeia, na transformação de um continente em consumidores de objectos de consumo. O modelo europeu ocidental e, inclusivamente, o da Europa do Leste, do socialismo por vias administrativas e com representantes vitalícios da vontade popular, não são coisas que me agradem. Espero que o nível de mercantilismo político do PSOE não atinja o do PS português. Aqui, os políticos de direita parecem ser mais coerentes que os dirigentes socialistas. O PS cumpre uma missão histórica de traição à causa popular”.

18 de Outubro de 1982

Em “Tiempo”, numa entrevista concedida a Leonardo Cáceres


domingo, 24 de setembro de 2023

COISAS DO… ZECA (6)


 

COISAS DO… ZECA

É importante assumir um passado cultural ainda presente e essa é uma orientação que a canção de intervenção pode seguir”.

28 de Março de 1979

Em “Se7e”, numa entrevista concedida a António Macedo

sábado, 23 de setembro de 2023

COISAS DO… ZECA (5)


 

COISAS DO… ZECA

Não confundo canção de intervenção com panfleto partidário. Embora, em determinada altura, eu tenha incorrido nesse erro. Para que exista canção de intervenção é preciso um certo voluntarismo dos intervenientes e uma coordenação de esforços que pode exprimir-se através de formas de organização como cooperativas, atentas às diversas solicitações. A canção de intervenção implica, também, espírito de renúncia a um triunfalismo fácil, bem como ao vedetismo; implica a noção de que estamos a fazer música mais como serviço público do que como forma de averbar glórias. Estamos numa fase em que a canção política apenas já é apreciada como produto comercial, à margem de qualquer compromisso político e ético. É uma atitude em que se está a incorrer e que considero muito grave. Considero incorrecto que a canção de intervenção apenas se deve reger pela sua qualidade. A canção política não se esgota num perfeccionismo que reduz a sua capacidade mobilizadora.”.

25 de Maio de 1982

Em “Jornal de Letras”, numa entrevista concedida a António Duarte

sexta-feira, 22 de setembro de 2023

COISAS DO… ZECA (4)

 


COISAS DO… ZECA

Quando fui fazendo canções que me afastavam do fado de Coimbra nunca tive a atitude condenatória de dizer que o fado de Coimbra é uma grande merda. Naquela altura vivia-se um intenso período de actividade antifascista e tudo o que fosse tradição tinha de ser rejeitado. Foi uma atitude absolutista, de certo modo despótica, que foi necessário corrigir com o tempo e hoje está a ser corrigida”.

25 de Novembro de 1981

Em “Se7e”, numa entrevista concedida a Belino Costa.


quinta-feira, 21 de setembro de 2023

COISAS DO… ZECA (3)

 



COISAS DO… ZECA

Designei as minhas primeiras canções por baladas não porque soubesse exactamente o significado desse termo, mas para as distinguir do fado de Coimbra, que comecei por cantar e que, quanto a mim, atingira uma fase de saturação. Achava-o muito sebentarizado, como que uma lição que se recita de cor, pouco amplo nos termos e nos propósitos, um condimento mais na panóplia turística coimbrã”.

1 de Junho de 1970

Em “Comércio do Funchal”, numa entrevista concedida a José Armando carvalho


quarta-feira, 20 de setembro de 2023

COISAS DO… ZECA (2)

 

COISAS DO… ZECA

O professorado fascinou-me, sobretudo as aulas da noite, onde conheci indivíduos, entre os meus alunos, que vieram a ser meus companheiros de luta, como o Matias, que foi um dos fundadores da Luar, mais tarde assassinado pela PIDE, e outros”.

Março de 1981

Em “O Mundo da Canção”, numa entrevista concedida a Viriato Teles.



terça-feira, 19 de setembro de 2023

COISAS DO… ZECA (1)

 


COISAS DO… ZECA

Não procuro iludir a minha origem burguesa, a minha experiência de estudante, embora tenha sido relativamente larga, devido a factores mais ou menos acidentais, como a possibilidade de estabelecer contacto com pessoas situadas fora do âmbito universitário”.

24 de Dezembro de 1970

Em “A Capital”, numa entrevista concedida a Cáceres Monteiro e Daniel Ricardo


sexta-feira, 15 de setembro de 2023

O GÁS

Imagem obtida no “Idealista/news”


O GÁS


1º PROBLEMA

Há uns anos, no decorrer de uma viagem em autocaravana, algures em França, uma das minhas botijas de gás (CEPSA propano) esgotou-se e de imediato recorri a outra, pois viajo sempre com duas botijas.

Como utilizo gás CEPSA propano, que é vendido em Portugal e Espanha, procuro passar a fronteira Espanha – França com duas garrafas de gás cheias o que me dá para dois meses, usando o gás para cozinhar todas as refeições, para banho diário e alimentar o frigorífico quando estou parado. Este consumo é calculado para duas pessoas e para um período correspondente à Primavera, Verão e Outono.

Voltando à questão da mudança de botija, cedo me apercebo que havia uma avaria, pois que o gás saia através do redutor não alimentando nem o fogão, nem o frigorífico.

Retirei e coloquei por diversas vezes o redutor na botija sem qualquer resultado positivo. O gás saía para o exterior e produzia com a saída um silvo bem audível. Estava em risco de ser forçado a regressar a Espanha para trocar a botija de gás ou o redutor.

Sem saber o que fazer para resolver o problema olhava de vários ângulos para a botija e para o redutor até que… sem saber bem como e porquê, a minha atenção focou-se numa borrachinha (uma anilha de borracha que têm todas as botijas) que estava colocada junto ao “tubo” de saída do gás onde acopla o redutor e que, aparentemente, estava danificada. Um dano quase imperceptível.

Como não sabia onde adquirir uma anilha igual, a solução foi retirar, da botija vazia, com todo o cuidado, a anilha e colocá-la na botija cheia por troca com a anilha defeituosa. PROBLEMA RESOLVIDO!

Desde essa data que trago sempre comigo uma anilha nova pois, segundo esclarecimento de entendidos, esta avaria é bastante frequente.


2º PROBLEMA

Numa outra viagem, agora por Espanha, adquiri uma botija de gás para substituir uma que estava vazia. No entanto, só a utilizei umas duas semanas depois da aquisição, quando a que vinha servindo se esgotou. E, nada! Não funcionava! O gás não chegava, nem ao fogão, nem ao frigorífico. O defeito também não era da anilha de borracha. Como estava ainda em Espanha (o gás em Espanha é mais barato) dirigi-me a uma gasolineira e comprei uma nova botija para substituir a botija que estava vazia. E tudo funcionou normalmente. Conclusão óbvia: o problema era da botija. Deixei para mais tarde a reclamação, para quando chegasse a Portugal, até porque tinha deitado fora a factura de compra. Prometi a mim mesmo que nunca mais o iria fazer.

Quando cheguei a Portugal, cerca de um mês depois, telefonei para um representante / distribuidor da CEPSA a quem expliquei o sucedido e que me solicitou que me dirigisse ao local onde estava sediada a empresa na zona. Assim fiz.

Chegado ao local, com a ajuda do GPS, um funcionário pegou na botija, colocou-lhe um redutor sem controlo de pressão, afastou-se da autocaravana para um espaço livre, virou a botija de “pernas para o ar”, abriu o redutor e deixou sair durante uns 20 segundos o gás. Voltou para junto da autocaravana e disse-me para ligar a botija. Assim fiz e… MILAGRE! Funcionou.

Segundo o funcionário, que era um técnico especializado e com um curso superior na matéria, o que sucedeu foi o seguinte:

As botijas de gás são constituídas internamente por duas câmaras. A câmara inferior contém o gás liquefeito ocupando cerca de 85% e a câmara superior é o local onde o gás liquefeito passa ao estado de gasoso devido a um aumento de temperatura.

Por vezes, no decorrer do enchimento, a botija fica cheia numa quantidade superior a 85% o que impede que exista espaço para que se dê a transformação do gás liquefeito. Por outras palavras: sem espaço o gás em estado liquido não passa ao estado gasoso.

Para criar o espaço mínimo necessário foi necessário vazar a botija, deixando sair algum gás e assim permitir que a “vaporização” se pudesse vir a fazer.

Um conselho: Deixe que seja um técnico a fazer esta operação.


INFORMAÇÃO ADICIONAL

1 – As botijas de gás propano CEPSA, REPSOL e RUBIS/BP são de 11 Kg, e as da PRIO são de 9 Kg.

2 – As botijas de gás propano CEPSA, REPSOL, RUBIS/BP e PRIO têm dimensões diferentes.

3 – Um redutor que seja usado numa botija de gás propano CEPSA ou REPSOL ou RUBIS/BP ou PRIO pode ser usado indistintamente numa das outras referidas. (G56-Ø35 m/m Conexão de Saída: Porta-Borracha 8 m/m Capacidade: 1,5 Kg/h Pressão de Saída: 30 Mbar Certificação CE).

4 – No mercado é vendido a um preço muito acessível um redutor denominado “REDUTOR JUMBO 30 Mbar” que serve em todas as botijas acima referidas.

5 – ESTAS INFORMAÇÕES NÃO SUBSTITUEM A AJUDA E SERVIÇOS PRESTADOS POR TÉCNICOS A QUE SE DEVE RECORRER.


VALOR CALÓRICO E EFICIÊNCIA

butano é um hidrocarboneto saturado, que é obtido a partir do aquecimento lento do petróleo. É um combustível não renovável, incolor e inodoro e pouco resistente às temperaturas mais baixas

O Butano é de queima mais rápida, mas não apresenta boa resistência a temperaturas extremas – como o frio intenso, por isso, é aconselhado armazenar as garrafas de gás butano em local fechado e protegido.

Nas garrafas de gás, além do butano, este gás inclui na sua composição os gases propano, propeno, isobutano e buteno.

propano é um hidrocarboneto que tem origem fóssil. É um gás inodoro, incolor, inflamável e apesar de o propano ser utilizado para os mesmos fins que o butano, por vaporizar muito melhor, o seu aproveitamento e rendimento é muito melhor, por ser consumido até à última gota da garrafa, mesmo nos dias mais frios.

O propano é visto como a melhor escolha para um aquecimento mais eficiente e é, por esta razão, mais indicado para as temporadas de frio intenso e pode ser colocado em qualquer local, dentro ou fora de casa, e resiste com bastante segurança a quaisquer que sejam as condições atmosféricas.

Nas garrafas de gás, além do propano e dos outros gases que as compõem, são adicionadas pequenas quantidades do etanotiol. Essa substância possui um odor forte e característico que serve de alerta em caso de fugas. A inalação pode provocar a perda de consciência ou mesmo a morte. No estado líquido pode congelar a pele. É preciso estar atento à cor da chama gerada pelo propano, que deve ser azul. Caso se torne vermelha, laranja ou amarela, percebe-se que a combustão é deficiente e perigosa.


RECOMENDAÇÕES DE SEGURANÇA

Tubos de borracha

Os tubos de borracha não devem ter um comprimento superior a 1,50 m e deve utilizar sempre abraçadeiras nas duas extremidades do tubo.

Evite que o tubo fique estrangulado em qualquer ponto da sua extensão.

Substitua o tubo sempre que tiver mais de 4 anos ou quando a borracha esteja seca , com fendas ou com um aspecto deteriorado. 


Acender e apagar

Primeiro acenda o fósforo e só depois abra o gás e se o fósforo se apagar, feche o gás antes de acender um segundo fósforo.

Quando não estiver a utilizar feche o gás nos respetivos manípulos de segurança.


 Durante o funcionamento

Tenha em atenção o derrame de líquidos sobre o queimador porque podem apagar a chama.


Fugas e avarias

Se notar cheiro a gás, feche todos os manípulos de segurança sem esquecer o do redutor da garrafa.

Apague todos os lumes, evite todas as faíscas, não acenda nem apague a luz elétrica, promova a ventilação do habitáculo abrindo as portas e janelas.

Nunca utilize chama para detectar fugas de gás.


ESTAS INFORMAÇÕES NÃO SUBSTITUEM A AJUDA E OS SERVIÇOS PRESTADOS POR TÉCNICOS A QUE SE DEVE RECORRER.


 

terça-feira, 5 de setembro de 2023

UM EXEMPLO DE ASSOCIATIVISMO

 

Na sede do CPA por ocasião do 21º aniversário.

O Vítor Tavares é o 5º



UM EXEMPLO DE ASSOCIATIVISMO


VÍTOR MANUEL PAIS TAVARES, morreu, mas embora com ele não tivesse morrido o ASSOCIATIVISMO, acreditamos que ficou mais pobre. Nascido em 10 de Dezembro de 1944 foi na cidade de Lisboa que ontem, 4 de Setembro de 2023, se despediu das muitas actividades em que participou.

Muitos o recordam com um sorriso de simpatia como o “Vítor BOMBEIRO” devido ao seu envolvimento, desde muito novo, nas associações humanitárias de bombeiros, tendo chegado, muito devido à sua competência técnica, honestidade, disponibilidade e forte sentido de missão, a 2º Comandante.

Não é possível ignorar a sua participação cívica como AUTARCA na Junta de Freguesia da sua área de residência.

De especial relevo é a sua dedicação CAMPISTA no Clube de Campismo de Lisboa que constituiu um exemplo de resiliência e participação em inúmeros acampamentos nacionais e internacionais, sendo recordado igualmente pelas suas capacidades de ANIMADOR.

Em Janeiro de 1990 Vítor Tavares foi um dos 14 fundadores do Clube Português de Autocaravanas (actual Associação Autocaravanista de Portugal – CPA) numa época em que o autocaravanismo dava os primeiros passos em Portugal. Este seu gosto pela modalidade conduziu-o ao desempenho de funções de Vice Presidente da Mesa da Assembleia Geral e de Vogal da Direcção do CPA.

Mas, no CPA, um Clube diferente de uma associação campista, foi um AUTOCARAVANISTA que nunca renegou o seu espírito campista, sem deixar de contribuir em pleno para as actividades da Associação. E por isso os companheiros autocaravanistas em Assembleias Gerais de 17 de Novembro de 2012 e de 26 de Março de 2022 agraciaram-no, respectivamente, com os títulos de Sócio de Mérito e de Sócio Honorário.

Ser Bombeiro, Autarca, Campista, Animador, Autocaravanista não define por si só um homem, mas seguramente que contribui e muito para podermos considerar que o Vítor Tavares foi no decorrer da sua vida uma pessoa ligada profundamente aos movimentos associativos.

E por tudo isto (e não só) ficará na memória de todos os que com ele conviveram.


Este vídeo é um trecho de uma reportagem realizada em 2011 num Encontro do CPA no Samouco (Vila do Concelho de Alcochete). Nas imagens é bem patente a jovialidade e a capacidade de comunicação de Vítor Tavares.