quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Preocupa-me o que não está escrito







PREOCUPA-ME O QUE NÃO ESTÁ ESCRITO


Desde 2010 que venho escrevendo sobre a discriminação negativa a que os veículos autocaravanas estão submetidos em muitas partes do território nacional e, nesses escritos, considero que a “Declaração de Princípios” (ver AQUI), assumida por muitas entidades, veio de alguma forma clarificar a situação. Neste particular, como também em muitos outros, o CPA (Associação Autocaravanista de Portugal – CPA) tem sido de uma coerência e de uma militância altamente positiva na defesa dos princípios consignados naquele documento, o que constitui um exemplo claro do que deveria ser o procedimento de tantos que, não obstante afirmarem timidamente professar os mesmos objectivos, não lhes dão não só continuidade prática, como os não divulgam.


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Recentemente fui alertado para a mensagem que o ACP (Automóvel Clube de Portugal) está a divulgar no respectivo Portal (ver AQUI). Esta mensagem, como se pode constatar, aborda três temas:

- O autocaravanismo (Turismo em Liberdade);

- Viajar em autocaravana (Espírito, itinerários e descontos):

- Regras do Autocaravanismo (A.C.P. Atitude, Civismo, Partilha).


Permito-me, porque julgo ser importante fazê-lo, analisar cada um destes temas à luz da letra e do espírito da “Declaração de Princípios”.


O autocaravanismo (Turismo em Liberdade)

Não me debruçando sobre as evidências contidas neste tema, que só pecam por serem limitadas, não posso deixar de me preocupar com uma das ideias ali colocadas:

A autocaravana é um pequeno apartamento com rodas e motor”, (...)

Admito que quem escreveu este texto o fez imbuído da melhor das boas intenções.

Sabemos, porém, que algumas pessoas e entidades, ao referirem-se às autocaravanas, para efeitos de proibição de estacionamento, justificam tantas vezes essa proibição com o argumento de que “(…) os lugares de estacionamento encontram-se, por definição, destinados ao estacionamento, e não ao alojamento”, conforme o fez a Provedoria de Justiça no ponto 11 da sua carta de 16 de Outubro de 2017 (ver AQUI).

Deveria o ACP, no trecho em apreço, ter realçado na definição (o que não faz) que A AUTOCARAVANA É UM VEÍCULO (embora) equipado com luz, água e gás, cozinha, casa de banho completa, sala de jantar e quartos com arrumação?


Viajar em autocaravana (Espírito, itinerários e descontos)

Há duas afirmações contidas na rubrica “Aprenda a viajar em autocaravana”, que são, para mim, enquanto os conceitos não forem desenvolvidos, incompreensíveis:

Sou autocaravanista a 100% - lê-se no texto do ACP
E eu pergunto: só aprende a viajar em autocaravana (que é o título da rubrica) quem for autocaravanista a 100%? Mas, se sou autocaravanista a 100%, não preciso de aprender a viajar em autocaravana?!

Não permaneço mais de 72h nos campings - recomenda-se no texto do ACP
Porquê? A lei actual só impede as autocaravanas de permanecerem mais do que 72 horas em Parques de Campismo exclusivos para autocaravanas. Porque é que então,  uma autocaravana, não deve e/ou não pode estar acampada num Parque de Campismo (não exclusivo para autocaravanas) mais de 72 horas?


Regras do Autocaravanismo (A.C.P. Atitude, Civismo, Partilha)

Esperava encontrar neste espaço e segundo o entendimento do ACP as regras fundamentais do autocaravanismo, pois na rubrica Atitude considera o ACP que os autocaravanistas devem ter respeito pelas regras. Mas… quais regras? Onde estão transcritas? Não era neste ponto que deveriam estar discriminadas as regras fundamentais do autocaravanismo?

Quanto ao respeito que se deve ao próximo, referido pelo ACP, não é algo que deve ser apanágio de qualquer pessoa, seja ou não autocaravanista? 

E a expressão usada na referência à "defesa do MEIO ambiente" não parece ser a mais... correcta?  Não sei o que é o MEIO DO AMBIENTE. Perdoe-se-me a ironia, que não pretende ser ofensiva, ao afirmar que não se defende meio, ou seja, metade do ambiente. O curioso é que o ACP, no capítulo(?) Viajar em Autocaravana, faz uma referência, correcta, escrevendo: Respeito o ambiente. Não escreve: Respeito o meio ambiente.


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Mais algumas considerações se poderiam fazer sobre o Portal do ACP no que respeita ao autocaravanismo e ao teor do que está escrito, mas, na realidade, PREOCUPA-ME O QUE NÃO ESTÁ ESCRITO.

E, no Portal, não está escrito que o ACP defende, política e juridicamente, que as autocaravanas podem estar estacionadas a qualquer hora, com ou sem pessoas no interior, em igualdade com qualquer outro veículo de igual volumetria e peso.

Não é aceitável, numa organização prestigiada como o ACP, essencialmente vocacionada para tudo o que respeite a viaturas, que não se pronuncie sobre o estacionamento a qualquer hora dos veículos autocaravanas, com ou sem pessoas no interior, não desconhecendo (o que seria grave se desconhecesse) a polémica e a discriminação negativa de que as viaturas autocaravanas são alvo por parte de algumas Câmaras Municipais, sob alegada pressão não só dos Parques de Campismo como da Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal.

Esperava melhor!


(O autor, todas as Quintas-feiras, no Blogue do Papa Léguas Portugal, emite uma opinião sobre assuntos relacionados com o autocaravanismo (e não só) (AQUI)



quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Itália 2016 – De Reggio di Calabria a Bari (Em vídeo)





ITÁLIA 2016

Itália 2016 – De Reggio di Calabria a Bari


Viagem turística à Península Itálica e à Sicília, iniciada em Sintra a 23 de Maio e terminada, também em Sintra, a 24 de Julho de 2016.

A Península Itálica é constituída por três estados:

- a Itália, que só existe como estado desde 1870 devido a um movimento encabeçado por Giuseppe Garibaldi;

- o Vaticano, criado em 1929 pelo Tratado de Latrão;

- San Marino, cuja fundação remonta ao ano 300.

A Sicília, a maior das ilhas da República Italiana, tem um estatuto autonómico.

Se desejar obter as coordenadas dos locais de pernoita pode “descarregar” AQUI o “Plano da Viagem”. (Não é obrigatório qualquer subscrição para descarregar o Plano da Viagem”)






(Sugere-se que visualize o vídeo em “Ecrã Inteiro” para o que deve “clicar” no símbolo localizado no canto inferior direito do vídeo.)


terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Itália 2016 – De Sicilia - Agrigento a Castelmola (Em vídeo)





ITÁLIA 2016

Itália 2016 – De Sicilia - Agrigento a Castelmola


Viagem turística à Península Itálica e à Sicília, iniciada em Sintra a 23 de Maio e terminada, também em Sintra, a 24 de Julho de 2016.

A Península Itálica é constituída por três estados:

- a Itália, que só existe como estado desde 1870 devido a um movimento encabeçado por Giuseppe Garibaldi;

- o Vaticano, criado em 1929 pelo Tratado de Latrão;

- San Marino, cuja fundação remonta ao ano 300.

A Sicília, a maior das ilhas da República Italiana, tem um estatuto autonómico.

Se desejar obter as coordenadas dos locais de pernoita pode “descarregar” AQUI o “Plano da Viagem”. (Não é obrigatório qualquer subscrição para descarregar o Plano da Viagem”)





(Sugere-se que visualize o vídeo em “Ecrã Inteiro” para o que deve “clicar” no símbolo localizado no canto inferior direito do vídeo.)


segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Itália 2016 – De Sicilia - Messina a Enna (Em vídeo)





ITÁLIA 2016

Itália 2016 – De Sicilia - Messina a Enna


Viagem turística à Península Itálica e à Sicília, iniciada em Sintra a 23 de Maio e terminada, também em Sintra, a 24 de Julho de 2016.

A Península Itálica é constituída por três estados:

- a Itália, que só existe como estado desde 1870 devido a um movimento encabeçado por Giuseppe Garibaldi;

- o Vaticano, criado em 1929 pelo Tratado de Latrão;

- San Marino, cuja fundação remonta ao ano 300.

A Sicília, a maior das ilhas da República Italiana, tem um estatuto autonómico.

Se desejar obter as coordenadas dos locais de pernoita pode “descarregar” AQUI o “Plano da Viagem”. (Não é obrigatório qualquer subscrição para descarregar o Plano da Viagem”)





(Sugere-se que visualize o vídeo em “Ecrã Inteiro” para o que deve “clicar” no símbolo localizado no canto inferior direito do vídeo.)


domingo, 14 de janeiro de 2018

Itália 2016 – De Anagni a Villa San Giovanni (Em vídeo)






ITÁLIA 2016

Itália 2016 – De Anagni a Villa San Giovanni


Viagem turística à Península Itálica e à Sicília, iniciada em Sintra a 23 de Maio e terminada, também em Sintra, a 24 de Julho de 2016.

A Península Itálica é constituída por três estados:

- a Itália, que só existe como estado desde 1870 devido a um movimento encabeçado por Giuseppe Garibaldi;

- o Vaticano, criado em 1929 pelo Tratado de Latrão;

- San Marino, cuja fundação remonta ao ano 300.

A Sicília, a maior das ilhas da República Italiana, tem um estatuto autonómico.

Se desejar obter as coordenadas dos locais de pernoita pode “descarregar” AQUI o “Plano da Viagem”. (Não é obrigatório qualquer subscrição para descarregar o Plano da Viagem”)





(Sugere-se que visualize o vídeo em “Ecrã Inteiro” para o que deve “clicar” no símbolo localizado no canto inferior direito do vídeo.)


sábado, 13 de janeiro de 2018

Itália 2016 – De Perugia a Roma e Vaticano (Em vídeo)





ITÁLIA 2016

Itália 2016 – De Perugia a Roma e Vaticano


Viagem turística à Península Itálica e à Sicília, iniciada em Sintra a 23 de Maio e terminada, também em Sintra, a 24 de Julho de 2016.

A Península Itálica é constituída por três estados:

- a Itália, que só existe como estado desde 1870 devido a um movimento encabeçado por Giuseppe Garibaldi;

- o Vaticano, criado em 1929 pelo Tratado de Latrão;

- San Marino, cuja fundação remonta ao ano 300.

A Sicília, a maior das ilhas da República Italiana, tem um estatuto autonómico.

Se desejar obter as coordenadas dos locais de pernoita pode “descarregar” AQUI o “Plano da Viagem”. (Não é obrigatório qualquer subscrição para descarregar o Plano da Viagem”)





(Sugere-se que visualize o vídeo em “Ecrã Inteiro” para o que deve “clicar” no símbolo localizado no canto inferior direito do vídeo.)


sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Itália 2016 – De San Remo a Arezzo (Em vídeo)





ITÁLIA 2016

Itália 2016 – De San Remo a Arezzo


Viagem turística à Península Itálica e à Sicília, iniciada em Sintra a 23 de Maio e terminada, também em Sintra, a 24 de Julho de 2016.

A Península Itálica é constituída por três estados:

- a Itália, que só existe como estado desde 1870 devido a um movimento encabeçado por Giuseppe Garibaldi;

- o Vaticano, criado em 1929 pelo Tratado de Latrão;

- San Marino, cuja fundação remonta ao ano 300.

A Sicília, a maior das ilhas da República Italiana, tem um estatuto autonómico.

Se desejar obter as coordenadas dos locais de pernoita pode “descarregar” AQUI o “Plano da Viagem”. (Não é obrigatório qualquer subscrição para descarregar o Plano da Viagem”)





(Sugere-se que visualize o vídeo em “Ecrã Inteiro” para o que deve “clicar” no símbolo localizado no canto inferior direito do vídeo.)


quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Que 2018 seja o princípio!



Imagem obtida no espaço “Muito Além Das Palavras e Sentidos”



MAIS UM ANO… na vida do CPA


A minha passagem de ano (2017/2018) e da minha mulher foi em Olhão, no Parque de Campismo, na companhia de um casal amigo

Comemos e bebemos, ficámos em amável cavaqueira e às doze badaladas brindámos com espumante e, após umas duas horas, demos por terminado o serão..

Em anos anteriores tenho festejado a passagem de ano das mais diversas formas: em ambiente familiar, na rua com outros foliões desconhecidos ou em alguma festa organizada. Assim foi, por exemplo, na passagem de ano de 2015/2016, organizada pela Associação Autocaravanista de Portugal – CPA perto do “Dragão Azul(ver AQUI), nas instalações do “Almada D’Ouro Club(ver AQUI) que dispõe de uma Área de Serviço para autocaravanas.

Ignoro se esta passagem de ano (2015/2016) foi a melhor que alguma vez o CPA realizou, mas não foi a primeira e, faço votos para que não seja a última.

Para fazer uma análise acerca dos eventos levados a efeito pelo CPA recorri a diversas fontes e obtive, salvo possível erro, os seguintes resultados:

1990 – 3 eventos (no ano da fundação do CPA)
1991 – 3 eventos (nos quais um cruzeiro)
1992 – 3 eventos (nos quais um no Carnaval e um cruzeiro)
1993 – 2 eventos
1994 – 2 eventos (nos quais uma Passagem de Ano e a 1ª Volta a Portugal)
1995 – 2 eventos
1996 – 3 eventos (nos quais um no Carnaval e um cruzeiro)
1997 – 3 eventos (nos quais uma Passagem de Ano e a 2ª Volta a Portugal)
1998 – 2 eventos
1999 – 2 eventos
2000 – (sem informação)
2001 – (sem informação)
2002 – (sem informação)
2003 – 1 evento
2004 – 4 eventos (nos quais uma Passagem de Ano)
2005 – 3 eventos
2006 – 4 eventos
2007 – 8 eventos
2008 – (sem informação)
2009 – (sem informação)
2010 – 8 eventos
2011 – 8 eventos
2012 – 7 eventos (nos quais uma Passagem de Ano em colaboração)
2013 – 4 eventos
2014 – 7 eventos (nos quais uma Passagem de Ano)
2015 – 6 eventos (nos quais uma Passagem de Ano) – Ver fotos AQUI
2016 – 4 eventos
2017 – 2 eventos (?)

Poder-se-ía fazer mais?

Em 27 anos de existência do CPA todas estas actividades culturais, recreativas, gastronómicas e turísticas não são passíveis de envergonhar quem quer que seja. Refiro-me, evidentemente, à quantidade de eventos produzidos, porque quanto à qualidade só quem esteve em cada um dos eventos se pode pronunciar.

Mas a dúvida que nas redes sociais alguns associados propagam referindo-se à não organização da Passagem de Ano 2017/2018 deve ser desfeita com uma resposta a uma simples pergunta: Não havia sócios disponíveis para, com a ajuda da Direcção, organizarem a Passagem de Ano?

Admito que nas Direcções possa não haver quem tenha capacidade e/ou apetência para esse tipo de actividades. Eu próprio não sinto essa motivação e teria algumas dificuldades em, no “terreno” e sem ajuda, as implementar. Porém, qualquer Director, do quer que seja, tem que saber descentralizar competências e incentivar as pessoas certas para o desempenho de determinada tarefa. Com alguma insistência sempre se conseguem voluntários.

Claro que o futuro do CPA não passa exclusivamente pela organização de eventos, de Passagens de Ano, de Cruzeiros ou de Voltas a Portugal. Até porque há entidades e grupos que são peritos nessas organizações e conseguem obter “vantagens” junto, por exemplo, de municípios, algo que, neste particular, considero uma contradição. Por um lado “grita-se por tudo o que é sítio” que os autocaravanistas contribuem para o desenvolvimento da economia local, mas, por outro, “esmola-se” benefícios que têm custos para os contribuintes desses municípios e cuja economia os autocaravanistas dizem que querem desenvolver.

Contudo, sendo verdade que uma associação como o CPA deve promover prioritariamente o associativismo e a defesa dos interesses e direitos dos associados, também é verdade que a organização de convívios gastronómicos e turísticos contribui para criar um núcleo forte de autocaravanistas, o que é difícil ser feito através das redes sociais, à distância, sem uma participação presencial humana que fomente a empatia, se for caso disso a amizade, e de que resultem projectos sólidos.

Estarei, porventura a interpretar o querer dos associados do CPA se disser que a partir de 2018 todas as Direcções devem promover uma Passagem de Ano (centralizada ou não num único local) e, pelo menos, 4 eventos anuais?

Que 2018 seja o princípio!


(O autor, todas as Quintas-feiras, no Blogue do Papa Léguas Portugal, emite uma opinião sobre assuntos relacionados com o autocaravanismo (e não só) (AQUI)