quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

O CONCRETO E O ABSTRACTO






O CONCRETO E O ABSTRACTO


O Semanário “Expresso” na edição de 11 de Fevereiro de 2017, a páginas 13, abre com o título “REVOLTA NOS MINISTÉRIOS OBRIGA COSTA A RECUAR”.

Na passada quinta-feira, dia 9 de Fevereiro de 2017, no meu Artigo de Opinião das Quintas-feiras, intitulado “O Poder das CCDRs” expunha as minhas preocupações relativamente às competências que o Governo se preparava para atribuir às CCDRs e, muito principalmente, à forma de designação dos futuros presidentes destas Comissões. E não deixei de relacionar estas eventuais alterações com a política autocaravanista que poderia vir a ser desenvolvida pelas CCDRs, a exemplo do que do que já faz a CCDR da região do Algarve.

Na verdade, um número não quantificado de funcionários de Direcções e Serviços Regionais manifestou-se contra a incorporação nas CCDRs o que “obrigou” o Governo a emendar os objectivos que se propunha concretizar. Todos os objectivos? Não. Pelo menos a eleição dos Presidentes das CCDRs continua a ser intenção do Governo que sejam eleitos por um colégio de autarcas de cada região. Há, inclusive, quem afirme que se trata de uma regionalização encapotada. Será?

A ser verdade que os funcionários legitimamente se manifestaram para defender os respectivos interesses corporativos, também é legítimo que os autocaravanistas, antecipando as consequências destas mudanças, também tenham o direito de procurar proteger os respectivos interesses.

Não é aqui, nem agora, que me irei pronunciar sobre as vantagens ou desvantagens da descentralização de alguns poderes que, segundo alguns (muitos? Poucos?), contribuirão para que, através de políticas melhor definidas devido a uma maior proximidade dos cidadãos, se venham a alcançar melhores resultados e com menos gastos. Será assim? Há também quem afirme (muitos? poucos?) que a regionalização contribuirá para um aumento significativo do “caciquismo” e da corrupção. Será?

Também não tenho, AINDA, propostas exequíveis que possam impedir (ou pelo menos minorar) que as CCDRs vejam reforçados os respectivos poderes de forma a que a política de discriminação negativa dos veículos autocaravanas promovida pela CCDR-Algarve não seja contagiosa.

Considero que a verdade interpretativa dos factos e a estratégia a seguir pelo Movimento Autocaravanista de Portugal deve ser analisada com seriedade, de forma intelectualmente honesta, com propostas exequíveis por todos os que se interessam por estas matérias, nomeadamente pelos representantes das associações de base com personalidade jurídica e reunidos numa Plataforma de Entendimento inorgânica.

A UNIDADE REAL E CONCRETA NÃO SE CONSTRÓI NO ABSTRACTO




(O autor, todas as Quintas-feiras, no Blogue do Papa Léguas Portugal, emite uma opinião sobre assuntos relacionados com o autocaravanismo (e não só) – AQUI)


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