segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

AS DELICIAS DO FOI GRAS

 


AS DELICIAS DO FOI GRAS

Os vídeos abaixo contém imagens que podem ferir a suscetibilidade de quem os veja



Como é produzido o foie gras

O foie gras é um produto tradicional francês feito a partir do fígado de pato ou ganso que foi aumentado artificialmente de tamanho através de um processo chamado gavage (alimentação forçada).

Etapas principais

  • Criação das aves
    Os patos (geralmente
    mulard) ou gansos são criados normalmente durante várias semanas.

  • Fase de engorda (gavage)


  • Durante cerca de 10 a 14 dias, as aves são alimentadas várias vezes ao dia com uma mistura rica em amido (normalmente milho cozido).
    O objetivo é provocar uma
    esteatose hepática, ou seja, o fígado aumenta muito de tamanho e acumula gordura.

  • Abate e extração do fígado
    Depois da fase de engorda, as aves são abatidas e o fígado é retirado.
    Um fígado normal pesa cerca de 80–120 g; o foie gras pode chegar a
    600–800 g.




Porque é controverso

  • O processo de alimentação forçada é considerado por muitos como cruel e é proibido em vários países.
  • França, Hungria e alguns outros países continuam a permitir e a proteger a produção.



Alternativas modernas

  • Foie gras sem gavage: alguns produtores usam alimentação natural e genética selecionada.

  • Foie gras vegetal: produtos 100% vegetais que imitam sabor e textura.

  • Foie gras cultivado: em desenvolvimento, feito por cultura celular.



domingo, 25 de janeiro de 2026

DEVOLUÇÃO VASILHAME

Imagem obtida no sitio de TOMRA

 

DEVOLUÇÃO DE VASILHAME


Portugal vai implementar um Sistema de Depósito e Reembolso (SDR) para garrafas de plástico e latas, com início previsto para 10 de abril de 2026, obrigando ao pagamento de um depósito de cerca de 10 cêntimos por embalagem, reembolsado quando o consumidor devolver o vasilhame.



📌 O que vai mudar em Portugal

✔️ Embalagens abrangidas

  • Garrafas de plástico (PET) até 3 litros

  • Latas de bebidas (refrigerantes, cerveja, etc.)

  • Exclui vidro, que mantém o sistema atual de reciclagem tradicional

✔️ Valor do depósito

  • Cerca de 10 cêntimos por unidade

  • Pago no momento da compra e devolvido quando a embalagem é entregue num ponto de recolha

✔️ Como funciona o reembolso

  • Entrega das embalagens intactas, com símbolo oficial e código de barras legível

  • Reembolso pode ser feito em:

    • Dinheiro

    • Vouchers

    • Doações (dependendo do ponto de recolha)



📍 Onde devolver as embalagens

  • Máquinas automáticas em supermercados

  • Pontos manuais em lojas aderentes

  • Quiosques de recolha em zonas urbanas



🎯 Objetivos do sistema

  • Aumentar a taxa de reciclagem (Portugal está entre os países com menor taxa de uso de material reciclado na UE)

  • Reduzir resíduos abandonados

  • Incentivar a economia circular



🧭 Linha temporal resumida

Data

Evento

2025

Preparação e regulamentação final do sistema

10 abril 2026

Entrada em vigor do SDR para plástico e latas

Após 2026

Possível expansão a outros materiais (a definir pelo Governo)



📘 SDR – Resumo Técnico (Portugal, 2026)

1. Designação oficial

Sistema de Depósito e Reembolso (SDR)

Regime obrigatório para embalagens de bebidas de uso único.

2. Entrada em vigor

10 de abril de 2026 (implementação nacional).

3. Objetivo

  • Aumentar a recolha seletiva de embalagens de bebidas.

  • Reduzir resíduos abandonados.

  • Cumprir metas europeias de reciclagem.

  • Criar circuito fechado para PET e alumínio.

4. Embalagens abrangidas

  • Garrafas de plástico PET até 3 L

  • Latas de alumínio até 1 L

  • Inclui: água, refrigerantes, cerveja, bebidas energéticas, sumos.

  • Exclui: vidro, embalagens de leite, vinho, bebidas espirituosas, cartão.

5. Valor do depósito

  • 10 cêntimos por embalagem (valor base definido pelo Governo).

  • Pago no ato da compra, discriminado no talão.

6. Identificação obrigatória

Cada embalagem terá:

  • Símbolo SDR

  • Código de barras homologado

  • Indicação do valor do depósito

Sem estes elementos → não é elegível para reembolso.

7. Rede de recolha

  • Máquinas automáticas (supermercados, hipermercados).

  • Pontos manuais em lojas de menor dimensão.

  • Quiosques urbanos em zonas de grande fluxo.

  • Operação gerida por entidade gestora única (modelo semelhante ao da Noruega e Alemanha).

8. Processamento

  • Embalagens recolhidas são compactadas e enviadas para reciclagem.

  • Auditoria e controlo feitos pela entidade gestora + APA.



🧭 Regras para Consumidores (versão prática)

✔️ 1. Pagar o depósito

  • Acresce €0,10 por cada embalagem abrangida.

  • Surge no talão como “Depósito SDR”.

✔️ 2. Guardar a embalagem intacta

Para ser aceite, a embalagem deve:

  • Estar inteira (não esmagada).

  • Ter código de barras legível.

  • Conter o símbolo SDR.

  • Estar vazia (mas não lavada).

✔️ 3. Devolver num ponto autorizado

  • Inserir na máquina ou entregar no balcão.

  • A máquina valida automaticamente o código e o formato.

✔️ 4. Receber o reembolso

Formas de devolução:

  • Dinheiro

  • Vale/desconto utilizável na loja

  • Doação (opção voluntária em algumas máquinas)

✔️ 5. Limites e recusas

A embalagem pode ser recusada se:

  • Estiver deformada ou esmagada.

  • Não tiver símbolo SDR.

  • O código de barras estiver danificado.

  • Não pertencer ao sistema português (ex.: comprada no estrangeiro).

✔️ 6. Sem necessidade de talão de compra

O reembolso é feito independentemente do local onde foi comprada.



📊 Comparação SDR – Noruega, Alemanha e Dinamarca

Critério

Noruega

Alemanha

Dinamarca

Nome oficial

Pant (operado pela Infinitum)

Pfand (sistema DPG)

Dansk Pant System

Ano de implementação

1999

2003 (reforma moderna)

2002

Taxa de retorno

> 92%

> 98% (a mais alta da Europa)

~ 93%

Materiais abrangidos

PET, alumínio

PET, alumínio, vidro

PET, alumínio, vidro

Bebidas incluídas

Água, refrigerantes, cerveja, energéticas

Água, refrigerantes, cerveja, RTD, energéticas

Água, refrigerantes, cerveja, RTD

Exclusões

Leite, vinho, bebidas espirituosas

Leite, vinho, bebidas espirituosas

Leite, vinho, bebidas espirituosas

Valor do depósito

2 níveis: <br>• Pequenas: NOK 2 (~€0,17) <br>• Grandes: NOK 3 (~€0,26)

2 níveis: <br>• Latas e PET de uso único: €0,25 <br>• Vidro reutilizável: €0,08–0,15

3 níveis: <br>• A: DKK 1,00 (~€0,13) <br>• B: DKK 1,50 (~€0,20) <br>• C: DKK 3,00 (~€0,40)

Identificação obrigatória

Símbolo Pant + código Infinitum

Símbolo DPG + código homologado

Símbolo Pant + código dinamarquês

Rede de recolha

Máquinas RVM em supermercados + pontos manuais

RVMs em todo o comércio + recolha massiva de vidro

RVMs + pontos manuais + recolha urbana

Reembolso

Dinheiro ou voucher

Dinheiro ou voucher

Dinheiro, voucher ou doação

Fiscalização

Infinitum + Governo

DPG + autoridades federais

Dansk Pant System + Governo

Particularidades

Sistema altamente centralizado e eficiente

O mais abrangente e rigoroso da UE

Forte integração com reciclagem de vidro



🧭 Notas operacionais relevantes para Portugal

  • O modelo português aproxima‑se mais do dinamarquês (depósito variável e forte presença de RVMs).

  • A simplicidade do sistema norueguês é frequentemente usada como referência para eficiência.

  • A Alemanha é o padrão máximo de rigor, mas também o mais complexo e caro de operar.




NOTA: Texto compilado com o apoio de IA Coopilot

sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

GPL EM AUTOCARAVANAS EM PORTUGAL . Recusa de abastecimento

Imagem obtida na PRIO

 

GPL EM AUTOCARAVANAS EM PORTUGAL

Recusa de abastecimento


Garrafas de GPL fixas com enchimento exterior são consideradas homologadas para abastecimento?

Sim — desde que cumpram a homologação europeia R67.01.

As fontes encontradas confirmam que:

  • As garrafas/depósitos fixos concebidos para autocaravanas são homologados e certificados para abastecimento em postos de GPL quando cumprem o regulamento ECE R67‑01.

  • Isto inclui garrafas recarregáveis instaladas de forma fixa, com válvula de enchimento exterior, limitador de enchimento a 80%, poliválvula certificada, e restantes requisitos técnicos.

Exemplos de fontes que confirmam a homologação:

  • A RP Auto afirma que as garrafas GPL para autocaravanas são “fabricadas, testadas e aprovadas de acordo com os regulamentos ECE R 67‑01”, sendo próprias para reabastecimento em bombas de GPL RP Auto.

  • A AirGPL refere que as garrafas recarregáveis CAMPKO são “APROVADAS com certificado de norma europeia R67.01” e podem integrar tomada exterior para abastecimento em postos de GPL como viatura GPL AIR GPL.


O que significa isto na prática?

São consideradas homologadas

Se a garrafa fixa cumpre a norma R67.01, é tratada como um depósito automóvel de GPL, logo pode ser abastecida legalmente em qualquer posto de GPL automóvel.

O enchimento exterior é obrigatório

A legislação e as normas técnicas exigem que o abastecimento seja feito sempre por tomada exterior, nunca diretamente na garrafa.

As gasolineiras podem verificar a homologação

O operador pode recusar abastecer se:

  • a garrafa não tiver marcações R67.01

  • o sistema parecer alterado ou inseguro

  • o enchimento não for exterior

Mas não podem recusar se tudo estiver conforme.


O que NÃO é permitido

  • Abastecer botijas amovíveis (mesmo que recarregáveis) diretamente na bomba.

  • Abastecer garrafas sem certificação R67.01.

  • Abastecer sistemas sem válvula de 80% ou sem poli-válvula certificada.


Conclusão direta

Sim — garrafas de GPL fixas com enchimento exterior, certificadas pela norma R67.01, são consideradas homologadas e próprias para reabastecimento em postos de GPL em Portugal.

(Texto elaborado com o apoio do Copilot IA)


MAIS INFORMAÇÃO:

1 – GPL – Generalidades: Clicar AQUI

2 – GPL – Regras: Clicar AQUI




GPL EM AUTOCARAVANAS EM PORTUGAL - Regras

Imagem obtida em CaravanCAR

 

GPL EM AUTOCARAVANAS EM PORTUGAL

Regras, Obrigações e Responsabilidades

1. A instalação de depósitos ou botijas fixas de GPL só pode ser feita por empresas credenciadas?

Sim.
A
Portaria n.º 207‑A/2013 estabelece que a instalação, adaptação e reparação de sistemas de GPL em veículos só pode ser feita por entidades autorizadas diariodarepublica.pt.

Isto inclui autocaravanas com depósitos fixos de GPL (não botijas amovíveis).


2. Uma instalação defeituosa responsabiliza a empresa em caso de acidente? Pode impedir o pagamento pelo segurador?

Responsabilidade da empresa

Sim. Se a instalação for feita por uma entidade credenciada e houver defeito técnico, a empresa pode ser responsabilizada civilmente.

Seguro pode recusar pagamento?

Sim, se a instalação não cumprir a Portaria 207‑A/2013 ou normas EN aplicáveis, o segurador pode alegar:

  • uso indevido do veículo

  • alteração estrutural não certificada

  • negligência do proprietário

Isto é prática comum no setor segurador, mesmo que não esteja explicitamente descrito na Portaria.


3. A fatura é prova suficiente para responsabilizar a empresa?

A fatura é prova de que o serviço foi prestado, mas não prova que foi bem executado.

Para responsabilizar a empresa, normalmente são necessários:

A fatura é um elemento importante, mas não único.


4. É obrigatória inspeção periódica das instalações de gás?

A legislação portuguesa não estabelece uma inspeção periódica obrigatória para o GPL das autocaravanas, ao contrário do que acontece com:

  • instalações domésticas de gás

  • veículos convertidos para GPL automóvel (combustível)

A Portaria 207‑A/2013 regula instalação e certificação, mas não impõe periodicidade de inspeção para autocaravanas.


5. Há coimas pela falta de inspeção?

Como não existe obrigação legal de inspeção periódica, não existem coimas associadas à falta dela.


6. A falta de inspeção (se fosse devida) poderia responsabilizar o proprietário ou impedir pagamento do seguro?

Como não existe inspeção obrigatória, esta questão não se aplica.

Contudo, se o proprietário alterar o sistema de gás sem certificação, aí sim:

  • pode ser responsabilizado

  • o seguro pode recusar pagamento

Isto decorre das regras gerais de responsabilidade civil e contratual.


7. As gasolineiras podem recusar o abastecimento de GPL? Em que condições?

Sim, podem recusar.

Segundo a Portaria 207‑A/2013, apenas depósitos fixos homologados podem ser abastecidos em bombas de GPL automóvel diariodarepublica.pt.

As gasolineiras podem recusar abastecimento quando:

  • o depósito não é fixo

  • o depósito não tem certificação

  • o sistema não cumpre EN 1949

  • o operador tem dúvidas sobre segurança

  • o veículo apresenta fuga ou risco

Além disso, é ilegal abastecer botijas amovíveis diretamente na bomba — confirmado também por fontes técnicas de autocaravanismo papa-leguas-portugal.blogspot.com.


NOTA: Informações suplementares: Clique AQUI


8. Como denunciar uma recusa de abastecimento?

Na verdade, a recusa é legal quando existe dúvida sobre segurança ou conformidade.

Mas se a recusa for injustificada, pode ser apresentada queixa a:

Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE)

Responsável pela supervisão dos combustíveis.

ASAE

Se houver discriminação, abuso ou incumprimento de regras de prestação de serviços.

Livro de Reclamações Eletrónico

Obrigatório em todos os postos de abastecimento.


Resumo rápido

Tema

Situação

Instalação só por empresas credenciadas

Obrigatório diariodarepublica.pt

Instalação defeituosa responsabiliza empresa

Sim

Seguro pode recusar pagamento

Se instalação não estiver conforme

Fatura é prova suficiente

Não por si só

Inspeção periódica obrigatória

Não existe

Coimas por falta de inspeção

Não existem

Gasolineiras podem recusar abastecimento

Sim, por razões de segurança ou ilegalidade

Denúncia de recusa

ERSE, ASAE, Livro de Reclamações


(Texto elaborado com o apoio do Copilot IA)

MAIS INFORMAÇÃO:

1 – GPL – Generalidades: Clicar AQUI

2 – GPL – Recusa abastecimento: Clicar AQUI