sábado, 21 de outubro de 2023

COISAS DO… ZECA (33)

 


COISAS DO… ZECA


Foram 32 as publicações que “COISAS DO… ZECA” recordaram, através das palavras de amigos e do próprio José Afonso, o que foi a vida pessoal, política, social, poética, musical deste homem ímpar que marcou uma época e cuja mensagem ainda perdura.

Todas as 32 publicações tiveram, essencialmente, como fonte a Associação José Afonso (AJA) e cuja existência se justifica para que José Afonso não caia no esquecimento.

Independentemente da importância dos grupos que referenciam José Afonso (e são alguns) é na AJA que se devem centrar e concentrar todas as iniciativas que aglutinem todo o saber sobre este cidadão, “animal político e de causas”, mas cujas canções não apontavam “o caminho às pessoas, embora por detrás das canções exista uma visão do mundo e uma ideologia política. O que as canções não podem é apontar essa ideologia

Ser associado da AJA não é uma obrigação, é uma necessidade, dos que sentem o Zeca e as suas canções no coração, de contribuir de forma concreta para que a memória se não apague.


INSCREVA-SE NA AJA

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sexta-feira, 20 de outubro de 2023

COISAS DO… ZECA (32)


COISAS DO… ZECA


Galinhas do mato (1985)

Impossibilitado de cantar devido ao avanço progressivo e impiedoso da sua doença, José Afonso faz editar, em finais de 1985, um novo LP de originais. Dos dez temas que o compõem, apenas dois (Escandinávia Bar e Década de Salomé) são por ele interpretados. Aos restantes emprestaram a voz Helena Vieira (Tu Gitana), Né Ladeiras (Benditos), Luís Represas (Agora) Janita Salomé (Moda do Entrudo, Tarkovsky, Alegria da Criação), Catarina e Marta Salomé (Galinhas do Mato) e ainda José Mário Branco (Década de Salomé, de parceria com Zeca). Um vasto grupo de amigos decidiu apoiar o cantor neste disco novo - e renovado, apesar da doença - contribuindo para, de novo, dar corpo a um notável trabalho de José Afonso. Não é favor dizê-lo: Galinhas do Mato é mesmo um grande disco, e nem a impossibilidade física de o seu autor participar a cem por cento na sua feitura conseguiu retirar a este trabalho um grande brilho e uma grande sinceridade. A prova, afinal, de que as palavras e a música de Zeca são mesmo capazes de resistir a tudo. Mesmo à ausência da voz que uma doença estúpida conseguiu calar.

Viriato Teles

JORNALISTA

FONTE: Associação José Afonso (Ver AQUI)


Escandinávia Bar - Fuseta

 


quinta-feira, 19 de outubro de 2023

COISAS DO… ZECA (31)

 


COISAS DO… ZECA


Como se fora seu filho (1983)

Só sei dois ou três tons de viola, (1ª, 2ª e marcha a ré) de modo que componho de corm imagino as melodias. (...) Já tenho um gravador que finalmente aprendi a manusear, embora mal. É fácil: tem um botão para andar para trás, outro para andar para a frente e outro para ligar...

José Afonso

FONTE: Associação José Afonso (Ver AQUI)


O país vai de carrinho

quarta-feira, 18 de outubro de 2023

COISAS DO… ZECA (30)


COISAS DO… ZECA


Ao vivo no Coliseu (1983)

"A última vez que vi o Zeca foi quando, já nos meses finais, este se deslocou a Almada (o carro era conduzido pela mulher, o Zeca já mal conseguia falar, quanto mais conduzir ou mexer-se. Ficou, aliás, dentro da viatura e falou-nos pelo vidro aberto). Foi uma visita de despedida aos seus amigos e colaboradores musicais, suponho que a terá feito a muitos outros enquanto conseguiu articular algumas palavras. Já na altura eu e todos sabíamos que o Zeca tinha muito pouco tempo de vida, que os músculos ligados à respiração parariam e que ele sufocaria. Não obstante, o Zeca não trazia um discurso lamurioso. Com a voz muito fraca falou connosco, confesso que já não me lembro exactamente de que falou, mas lembro- -me que foi uma pequena conversa normal, como se tivesse passado casualmente por ali e resolvesse visitar um amigo que já não via há algum tempo. Nem sei se terá anunciado a visita, talvez a Zélia tenha telefonado primeiro ao meu pai, é possível. Lembro-me de termos ido à rua, onde a Zélia estacionara o carro, e de termos falado com ele (mais o meu pai do que eu, como é evidente). Infelizmente, só tornámos a estar perto dele quando do funeral em Setúbal, que juntou milhares e milhares de pessoas nas ruas. Mas já muito antes dessa triste tarde eu sabia que tinha sido um privilegiado por ter conhecido e tocado com esse grande músico e esse grande homem.

SÉRGIO AZEVEDO, in «Desta canção que apeteço»

COMPOSITOR

FONTE: Associação José Afonso (Ver AQUI)


Os vampiros


terça-feira, 17 de outubro de 2023

COISAS DO… ZECA (29)


COISAS DO… ZECA


Fados de Coimbra e outras canções (1981)

"Este disco obedece a dois critérios. Primeiro, mostrar que um individuo de formação progressista, que esteve e está ligado a Coimbra, pode perfeitamente cantar os seus fados com uma certa qualidade artística. Por outro lado, é uma homenagem pessoal que eu faço a Edmundo Bettencourt.

Entrevista de Maria Eduarda a José Afonso publicada na edição nº145 de 9 de dezembro de 1981 do jornal «em marcha».

FONTE: Associação José Afonso (Ver AQUI)


Inquietação

 


segunda-feira, 16 de outubro de 2023

COISAS DO… ZECA (28)


COISAS DO… ZECA


Fura fura (1979)

"Uma vez, em Vigo, ao pé de um hotel onde nos hospedámos, estávamos numa espécie de uma ponte e o Zeca diz-me: “Eh pá, se eu tivesse aqui o gravador...”. Fui ao hotel buscar o gravador. O Zeca gravou a música toda do “Achégate A Mim, Maruxa”, que tinha a letra da Rosalía de Castro. Pensei: “Isto é que é ser génio”. Recordo-me de ter falado noutra altura com o Zeca sobre a genialidade em geral e de ele estar totalmente em desacordo com essa história da genialidade. Para ele, a genialidade era o trabalho. Mas, naquele dia, deu-me um amostra de que genialidade é outra coisa. Vi, pela primeira vez, alguém criar algo sem esforço, sem voltar atrás, sem trabalho. A música saiu exatamente como a gravei. Mas acredito na tese do Zeca, as coisas nascem do nosso trabalho, e é muito raro alguém compor uma música toda sem qualquer esforço e emenda."


Júlio Pereira em testemunho gravado pelo Esquerda.net a 21 de fevereiro de 2017.

MÚSICO

FONTE: Associação José Afonso (Ver AQUI)


Achégate a mim maruxa

 


domingo, 15 de outubro de 2023

COISAS DO… ZECA (27)

 


COISAS DO… ZECA


Enquanto há força (1978)

Animal político e de causas que sempre foi, Zeca Afonso continua a espalhar pela sua obra canções que nunca deixam repousar as suas convicções desassossegadas. “Um Homem Novo Veio da Mata” e “Eu, o Povo” não fazem por disfarçar a sua posição global anti-imperalismo e o seu apoio declarado ao MPLA e à Frelimo nos processos pós-independência de Angola e Moçambique. “Colonialismo não passará / Imperialismo não passará / Veio da mata um homem novo / do MPLA”, assim reza o explícito refrão de “Um Homem Novo Veio da Mata”. “É uma canção alegre africana”, descreve Godinho, “mas como é evidente também foi polémica na altura porque havia que não defendesse o MPLA como partido único. Só que o Zeca não tinha medo de se empenhar, eram as escolhas dele”.

(...)

Começava um outro tempo para a música portuguesa, que a doença impediria José Afonso de desfrutar plenamente. No entanto, com o acrescento de cada nova peça e cada novo disco, o grande mistério não se alteraria. Pelo contrário, só parecia adensar-se. Ou como o concebe e enuncia Carlos Zíngaro: o surgimento milagroso e inexplicável de Zeca Afonso só tem comparação na vida portuguesa com outras figuras como Camões ou Pessoa. “Sabemos as influências, sabemos o percurso, sabemos a cultura dele, mas de repente há uma voz que é única e se mantém única ao longo das décadas e dos séculos. Como é que aquilo aparece?”. Não sabemos. Não precisamos. Deve ser isso a fé”.

Gonçalo Frota, Março 2013

JORNALISTA

FONTE: Associação José Afonso (Ver AQUI)


Arcebispíada



sábado, 14 de outubro de 2023

COISAS DO… ZECA (26)


 

COISAS DO… ZECA


Com as minhas tamanquinhas (1976)

José Afonso dizia, num misto de provocação e de grande coerência, ser este o seu melhor disco. Gravado em 1976, reflecte as vivências ímpares «desse período maravilhoso que foi o PREC», as lutas das pequenas comunidades, as situações únicas e inesquecíveis da época a que, no discurso politicamente correcto dominante, se chama gonçalvista. Disco comprometido e datado é, no entanto, um trabalho capaz de sobreviver às situações que lhe deram origem.

Viriato Teles

JORNALISTA

FONTE: Associação José Afonso (Ver AQUI)


Os fantoches de Kissinger



sexta-feira, 13 de outubro de 2023

COISAS DO… ZECA (25)

 


COISAS DO… ZECA


Viva o poder popular (1975)

Já aí disse, num papel qualquer, que as canções não apontam o caminho às pessoas, embora por detrás das canções exista uma visão do mundo e uma ideologia política. O que as canções não podem é apontar essa ideologia.

José Afonso

FONTE: Associação José Afonso (Ver AQUI)


Viva o poder popular


quinta-feira, 12 de outubro de 2023

COISAS DO… ZECA (24)

 


COISAS DO… ZECA


Coro dos tribunais (1974)

E a sua cabeça, sempre activa, compondo. Numa viagem entre Santiago e Paris foi “O que faz falta”. "Eh, pá! Pára, pega na viola. Onde está o gravador? Assim com esse acorde". Ao chegarmos a Paris a canção já existia.

Benedicto Garcia Vilar

MÚSICO

FONTE: Associação José Afonso (Ver AQUI)


O que faz falta


DESVENTURAS DE UM AUTOCARAVANISTA - O buraco

 

Imagem obtida em “Inovação Tecnológica”


DESVENTURAS DE UM AUTOCARAVANISTA

(Peça em 3 Actos - Baseada em factos reais)


ACTO 3


O BURACO


No dia 24 de Julho, como descrito no 2º Acto das “Desventuras de um Autocaravanista” (ver AQUI), foi entregue na “FIAT” em Alfragide (Amadora)a autocaravana rebocada pela “Florival & Marreiros Reboques”.


O tipo de avaria que obrigou ao reboque para a “FIAT” em Alfragide (Amadora)encontra-se referenciada no 1º Acto desta história em 3 Actos (ver AQUI).


Ao constatar que a autocaravana estava a entrar na “FIAT” em Alfragide (Amadora), não porque me o tivessem comunicado, mas porque tenho um dispositivo instalado no veículo que me informa permanentemente da localização do mesmo, dirigi-me à oficina ainda a tempo de ver o veículo que procedeu transporte da autocaravana a sair das instalações.


Depois de nas instalações da FIAT me ter identificadodirigi-me ao local onde a autocaravana se encontrava, acompanhado de um trabalhador com funções de recepcionista, e deparei-me com duas perfurações na carroçaria, com dimensões equivalentes a duas moedas de 2€, situadas no lado esquerdo do veículo, mais ou menos junto da janela da cozinha do habitáculo e que não existiam à data da entrega do veículo à guarda da “Florival & Marreiros Reboques” no dia 17 de Julho em Vila Nova de milfontes.


Surpreendido contactei a Companhia de Seguros Tranquilidade, nesse mesmo dia 24 de Julho, tendo-me sido sugerido que, primeiramente, informasse a “Florival & Marreiros Reboques”, o que fiz de imediato explicando telefonicamente o sucedido.


Para dar andamento à minha reclamação, esclareceram-me na “Florival & Marreiros Reboques”, teria que fazer uma exposição por escrito e remetê-la via e-mail, o que fiz neste mesmo dia, e acompanhada de fotos da autocaravana, antes de 17 de Julho (data do reboque) e depois de 24 de Julho (data da entrega na oficina da FIAT).


Entre o dia 24 de Julho e o dia 1 de Agosto não recebo qualquer resposta  “Florival & Marreiros Reboques” pelo que insisti junto dessa firma, por e-mail, que me informasse o ponto da situação sobre a reclamação que tinha feito 7 dias antes. Continuando, mesmo assim, a não obter qualquer resposta, voltei, no dia 8 de Agosto, a solicitar à “Florival & Marreiros Reboques” uma resposta à minha reclamação.


No dia 14 de Agosto, concluí que a a “Florival & Marreiros Reboques” não pretendia responder à minha reclamação e, consequentemente, envio uma carta, por e-mail, à Companhia de Seguros Tranquilidade, expondo a situação, referindo o dano causado pela firma responsável pelo reboque e esclarecendo que não tinha obtido qualquer resposta dessa firma não obstante diversas insistências.


A 4 de Setembro, sem obter qualquer resposta, da “Florival & Marreiros Reboques”,  da Companhia de Seguros Tranquilidade, decidi informar a “Associação Autocaravanista de Portugal – CPA” e a “Castela & Veludo – Mediador de Seguros” devido a ambos serem parte integrante de um protocolo que existe com a Companhia de Seguros Tranquilidade.


A “Associação Autocaravanista de Portugal – CPA” respondeu-me de imediato, nesse mesmo dia, informando que iriam contactar o “Castela & Veludo – Mediador de Seguros”. A “Castela & Veludo – Mediador de Seguros” teve igual rapidez na resposta e informou-me que iriam contactar a Companhia de Seguros Tranquilidade e o prestador de assistência em viagem “Europ Assistance”.


No dia 13 de Setembro aEurop Assistence Portugal” contactou-me por e-mail esclarecendo que continuam a analisar o caso e que “de forma a acelerarmos a gestão do processo, ainda que sem qualquer garantia de responsabilidade imediata, solicitamos que nos seja facultado um orçamento de reparação”. Não obstante ter ficado surpreendido com a necessidade de um orçamento prévio ao reconhecimento ao meu direito a uma reparação, nada disse. Não deixei, no entanto, de informar a “Associação Autocaravanista de Portugal – CPA” e a “Castela & Veludo – Mediador de Seguros”. Note-se que a partir deste momento toda a correspondência trocada sobre esta matéria passou a ser também do conhecimento da “Associação Autocaravanista de Portugal – CPA” e da “Castela & Veludo – Mediador de Seguros”.


Solicitei à firma “TecnoCamper – Detalhes Nómadas, Lda” um orçamento verbal tendo sido esclarecido que a reparação não deveria ser superior a 100€, tendo disso dado conhecimento imediato à Europ Assistence Portugal”.


Ainda no dia 13 de Setembro a “Europ Assistence Portugal” voltou a contactar-me solicitando cópia do documento de transporte, tanto no acto de carga como de descarga da autocaravana o que fiz, mas só relativamente ao documento de transporte passado no acto de carregamento. O documento de transporte no acto da descarga não tinha ficado em meu poder.


E, “cale-se tudo o que a antiga musa canta”, porquanto, no dia 14 de Setembro. a “Europ Assistence Portugal” veio considerar que não podia imputar qualquer responsabilidade à “Florival & Marreiros Reboques”.


Escreveu a “Europ Assistence Portugal”:

Tivemos oportunidade de analisar o caso e solicitar esclarecimentos ao prestador visado, que nos transmitiu o seguinte:

A viatura apresentava bastantes danos ligeiro de carroceria, chapa, pintura e revestimentos plásticos e marcas de uso próprios da idade. No entanto no estado descritivo estão assinalados danos na lateral esquerda da viatura (ver anexo ED).” 

Solicitámos cópia do estado descritivo de carga, que lhe foi entregue no serviço inicial, por forma a compararmos o mesmo com o documento final (igualmente em anexo). 

Através do mesmo concluímos o registo de danos naquela zona, nomeadamente próximo à janela, pelo que tudo aponta tratar-se de um dano pré-existente. Para além disso, o dano em causa não tem nexo causal nas habituais manobras de carga/descarga. Por último, não existe registo de qualquer dano adicional na descarga na oficina. 

Pelo exposto, embora lamentando o sucedido, não estamos em posição de imputar responsabilidades ao prestador visado.


Perante esta desobrigação de responsabilidade requeri que reavaliassem o assunto enviando a seguinte carta:

Relativamente às Vossas considerações transmitidas por correio electrónico de 14 de Setembro de 2023 permito-me dizer:

1 – É estranho, preocupante e até alegadamente comprometedor que a transportadora se tenha remetido ao silêncio durante mais de 2 meses não obstante diversas insistências por uma resposta.

2 – É incompreensível que a transportadora não tenha apresentado fotos que foram tiradas pelo condutor do veículo no acto do carregamento pois constituiriam uma prova mais credível ao invés de se assinalar de forma indefinida alegados danos.

3 – Não compreendo que não levem em consideração as fotos que vos remeti e que mostram exactamente o estado do painel lateral esquerdo.

4 – Contrariamente ao que afirmam, o dano por mim denunciado não era pré-existente, como o comprovam as fotos e o podem comprovar testemunhas no local da carga, tanto no dia em que a autocaravana foi entregue ao cuidado da transportadora, como no dia seguinte em que a mesma só então foi efectivamente transportada.

Testemunhas:

(Seguia-se o nome de 5 testemunhas)

5 – Perante a Vossa resposta já não está em causa o valor do custo de reparação do dano (100,00€) mas a injustiça que se avizinha.

Pelo exposto agradeço que revejam a Vossa posição


Ignoro se foi esta carta que escrevi ou as eventuais intervenções da “Associação Autocaravanista de Portugal – CPA” e da “Castela & Veludo – Mediador de Seguros” que motivaram a alteração de posição da “Europ Assistence Portugal” que por e-mail de 21 de Setembro acabou por assumir a regularização do dano.


Quase 2 meses depois de iniciado este processo de regularização de um dano produzido no decorrer de um reboque, independentemente do valor do mesmo, foi, . finalmente, reconhecida a justeza da reclamação.


E se a “Europ Assistence Portugal” não tivesse assumido a responsabilidade? Teria eu parado? Não! Iria seguir por outros caminhos até à reposição dos danos.


Se decidi dar a conhecer toda esta história deve-se a que, no futuro, eventuais lesados não desistam facilmente de lutar por justiça. Como diria um amigo meu: “O NÃO, está garantido e Só perde quem desiste de lutar”


A história acaba aqui.

Talvez se justifique um “epílogo”...

talvez brevemente num Facebook próximo de si


quarta-feira, 11 de outubro de 2023

COISAS DO… ZECA (23)



COISAS DO… ZECA


Venham mais cinco (1973)

A música foi feitas nas Astúrias quando andava com o Benedicto. O texto não me recordo se foi em Caxias, se não.

José Afonso

FONTE: Associação José Afonso (Ver AQUI)


Venham mais cinco


terça-feira, 10 de outubro de 2023

COISAS DO… ZECA (22)


COISAS DO… ZECA


Eu vou ser como a toupeira (1972)

Continuação lógica de «Cantigas do Maio», este disco surge numa fase de grande empenhamento político de Zeca - que pouco tempo depois o levará novamente à prisão de Caxias. Apresentado como um trabalho de grupo, com colaborações de Benedicto García, Carlos Alberto Moniz, Carlos Medrano, Carlos Villa, Ernesto Duarte, José Dominguez, José Jorge Letria, José Niza, Maite, Maria do Amparo, Pedro Vicedo, Pepe Ébano e Teresa Silva Carvalho. Praticamente impedido de cantar em Portugal, Zeca apresenta-se ao vivo em Espanha e em França e tenta dar conta, em disco, do que por cá se passa. Prenúncios da mudança que se avizinhava são temas como «Ó ti Alves» ou «A caminho de Urga». Mas, enquanto o dia novo não chega, Zeca continua a cantar a cólera e o desespero colectivos, através de momentos musicais inesquecíveis como «A morte saiu à rua» (dedicado a José Dias Coelho, assassinado pela Pide em 1961) e «Por trás daquela janela» (escrito para Alfredo Matos, antifascista do Barreiro que se encontrava preso), ao mesmo tempo que ironiza com a cadavérica memória salazarista («O avô cavernoso»), faz novos apelos à luta («Fui à beira do mar», «Eu vou ser como a toupeira») e se diverte com o aparente non sense de Fernando Pessoa («No comboio descendente»), afinal a imagem perfeita de um certo "laissez faire" tão tipicamente lusitano.


Viriato Teles

JORNALISTA

FONTE: Associação José Afonso (Ver AQUI)


A morte saiu à rua