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quinta-feira, 30 de novembro de 2017

FAZER A DIFERENÇA, FAZER A MUDANÇA



Imagem do Blog “sucessomental”




O homem que segue a multidão provavelmente não irá além da multidão. O homem que anda sozinho provavelmente chegará a lugares onde ninguém nunca esteve”
Alan Ashley-Pitt



FAZER A DIFERENÇA, FAZER A MUDANÇA

Tenho para mim que um homem sozinho pode fazer a diferença, mas não faz a mudança.

Também a “Associação Autocaravanista de Portugal – CPA”, sozinha, faz a diferença, mas não faz, por si só, a mudança. E é de mudança responsável que o movimento autocaravanista de Portugal necessita. É também por isso que aplaudo as iniciativas do CPA viradas para o exterior da própria associação, como, por exemplo, a recente adesão à “ANIMAR”. São estas acções associativas , viradas para o exterior, que contribuem para a mudança e para a maior dinâmica do autocaravanismo enquanto modalidade turística.

Em Outubro deste ano escrevi sobre a “rESPONSABILIDADE sOCIAL” das empresas (ver AQUI) alertando para os compromissos acordados em Dezembro de 2010 com ACAP (“Comissão Especializada de Caravanas e Autocaravanas da Associação de Comércio Automóvel de Portugal”). Estes compromissos têm que ser reassumidos, renovados e levados à prática não só para benefício dos autocaravanistas, como, igualmente, de todos os que fazem desta modalidade a profissão de que vivem.

Equacionemos o que se pretende.

É conhecido que os autocaravanistas (que são os que cumprem o espírito e letra da Declaração de Princípios (ver AQUI)) estão a ser objecto de discriminação negativa, muito devido às consequências dos procedimentos incorrectos e irresponsáveis dos proprietários de autocaravanas. Muitos dirão que esses procedimentos incorrectos têm origem maioritária nos proprietários de autocaravanas estrangeiros. Mesmo que assim seja há que começar a alterar o estado das coisas por algum lado, logo, porque não principiar pelos portugueses.

É voz corrente que os proprietários portugueses de autocaravanas estão convencidos, no acto da compra de uma autocaravana, que tudo lhes é permitido e que os espaços públicos podem ser apropriados por quem chegar primeiro. É para impedir essa apropriação indevida que a lei proíbe que uma viatura fique estacionada no mesmo local por um período superior a 30 dias. As Câmaras Municipais podem, no entanto, reduzir esse período para, inclusive, horas.

Embora não creia nessa ignorância dos proprietários de autocaravanas que acampam em autocaravana por largos períodos, em espaços públicos, nas falésias, junto ao mar, nas margens de rios ou em outros lugares apetecíveis há que dar o benefício da dúvida e, na origem, prestar-lhes os esclarecimentos necessários, mesmo que os não solicitem.

A origem, o momento apropriado, é o acto de adquirir uma autocaravana.

Não conheço um vendedor de autocaravanas, mas talvez haja algum, que informe no acto de aquisição de uma autocaravana os direitos e deveres inerentes à prática do autocaravanismo. Porquê? Porque, é a lógica que o diz, ninguém quer colocar qualquer “grão de areia” no conceito abstracto de que ter uma autocaravana corresponde a ter uma total liberdade de movimentos. Ninguém quer porque, fazê-lo, poderia ser um obstáculo à concretização do negócio. E, quer se queira quer não, os vendedores de autocaravanas (cujo objectivo é vendê-las) têm que lidar, cada um por si, com a concorrência e necessitam, o que é evidente, de sustentar-se e às respectivas famílias. Já não falando da responsabilidade de manter os empregos dos trabalhadores que têm ao serviço.

Para obstar às dificuldades referidas no parágrafo anterior, seria desejável que fosse, caso ainda exista, a “Comissão Especializada de Caravanas e Autocaravanas da Associação de Comércio Automóvel de Portugal” ou qualquer outra plataforma agregadora das firmas vendedoras de autocaravanas, a preparar um documento (baseado, por exemplo, na “Declaração de Princípios” e/ou na “Cartilha do Autocaravanismo”? (ver AQUI)) para ser entregue aos compradores , conjuntamente com os documentos da autocaravana e no momento da aquisição. Esta atitude realçaria a responsabilidade social das empresas ligadas ao comércio de autocaravanas e promoveria um autocaravanismo mais responsável.

Como contrapartida desta iniciativa (a verificar-se) as associações autocaravanistas de base apoiariam e divulgariam as firmas que comercializando autocaravanas adiram à iniciativa.

Um sonho!? Uma utopia?!

A concretização desta e de outras medidas é directamente proporcional à força de vontade de implementar uma plataforma inorgânica de associações autocaravanistas de base que sustentem uma política de unidade na acção com vista a objectivos concretos.



(O autor, todas as Quintas-feiras, no Blogue do Papa Léguas Portugal, emite uma opinião sobre assuntos relacionados com o autocaravanismo (e não só) - AQUI)




quinta-feira, 19 de outubro de 2017

rESPONSABILIDADE sOCIAL



Imagem do Blogue "Escola Villare"







rESPONSABILIDADE sOCIAL


A responsabilidade social das empresas tem vindo a ser alardeada porque também é uma forma de as grandes mais valias que as empresas obtêm serem menos criticadas, procurando-se desviar-se as atenções para o cada vez maior fosso entre os grandes beneficiários do capital e os que vivem com salários mínimos (ou pouco mais) provenientes exclusivamente dos rendimentos do trabalho.

(Não se duvide que uma parte considerável da mais valia das empresas é obtida à custa do trabalho mal pago. Recordo que o custo de um produto corresponde, essencialmente, ao valor que é incorporado através do trabalho de transformação da matéria prima que o constitui. Não obstante já outros terem teorizado, muito bem e melhor sobre esta questão, permita-se-me uma clarificação com um exemplo: Um martelo é constituído por um pedaço de ferro e um pedaço de madeira, no entanto, para que aquele ferro e aquela madeira se transformem num martelo, alguém teve de o produzir utilizando a força do seu trabalho. Sem trabalho aquelas matérias primas não teriam qualquer valor acrescido. Pode dizer-se que foi devido ao trabalho que se incorporou uma mais valia naquele produto (ou seja, no martelo, do meu exemplo). Daqui poderíamos partir para analisar não só a percentagem de mais valia que deveria caber ao executante do trabalho, como a detenção dos meios de produção e a propriedade das matérias primas, mas isso afastar-me-ia dos objectivos deste escrito).

Admito, contudo, que algumas empresas, com gestores com um apurado sentido de justiça e de fortes raízes humanistas, tenham reais preocupações sociais e procurem levar à práctica iniciativas que de algum modo correspondam a essas preocupações.

Intervir socialmente foi o que as empresas de materiais e de veículos recreativos (autocaravanas) decidiram em Dezembro de 2010 através do compromisso assumido pela ACAP - “Comissão Especializada de Caravanas e Autocaravanas da Associação de Comércio Automóvel de Portugal” - (ver AQUI)

O primeiro compromisso reportou-se a “Apoios no âmbito da informação turística a prestar a autocaravanistas e a concretizar eventualmente através da emissão de um mapa de Portugal contendo informações diversas, designadamente sobre a localização de Estações de Serviço para Autocaravanas, monumentos e gastronomia;

Este ponto foi entretanto ultrapassado pela circunstância de muitas associações autocaravanistas, de forma muito expedita, proporcionarem à generalidade dos autocaravanistas não só informações sobre Áreas de Serviço para autocaravanas (ver AQUI) como sugestões gastronómicas, monumentais e outras (ver AQUI).

O segundo compromisso estabeleceu a “Dinamização de Mostras e Feiras relacionadas com o Autocaravanismo designadamente através da participação activa no Dia do Autocaravanismo a promover sob a égide da Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal;

Não tenho conhecimento que a ACAP tenha contactado as associações autocaravanistas no sentido de dinamizar Mostras e Feiras relacionadas com o autocaravanismo. Já no que se refere ao DIA do AUTOCARAVANISMO a promover sob a égide da Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal recordo que a recente alteração de política autocaravanista desta federação (ver AQUI) não é de molde a manter a criação desse Dia sob tal orientação.

O terceiro compromisso dispensa muitas explicações: “Declaração de Princípios, constante da Plataforma de Unidade, documento que, após análise, a “Comissão Especializada de Caravanas e Autocaravanas” deliberou subscrever. “

Sobre este último compromisso, a que as empresas representadas pela ACAP se vincularam, urge reflectir, não só pela oportunidade do tema (Discriminação Negativa dos Veículos Autocaravanas), como também pela responsabilidade social a que me venho referindo. A óbvia conclusão da reflexão, considerando que são muitos (?) os autocaravanistas que não conhecem os princípios básicos e legais em que deve basear-se a práctica do autocaravanismo, acentua a necessidade da distribuição da “Declaração de Princípios” (ver AQUI) pelas empresas no momento da aquisição de material, pois contribuiria para proporcionar um melhor e maior conhecimento ao Movimento Autocaravanista de Portugal e seria uma demonstração clara do assumir de responsabilidades sociais.

Só há que recordar às empresas o compromisso que assumiram através da ACAP.




(O autor, todas as Quintas-feiras, no Blogue do Papa Léguas Portugal, emite uma opinião sobre assuntos relacionados com o autocaravanismo (e não só) - AQUI)