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quarta-feira, 1 de março de 2023

FIM DOS ALAPADOS EM CORUCHE


 

FIM DOS ALAPADOS EM CORUCHE

Segundo informação do companheiro autocaravanista Luís Matos, publicada no Grupo Ricardo Azenha, a Câmara Municipal de Coruche tomou uma decisão sobre a Área de Serviço (ASA) a que me reportei no artigo de opinião “AUTOCARAVANISTAS ALAPADOS À PORTA DO CAI” e pode ser acedida AQUI.

Ainda segundo a notícia a lotação da ASA passa a ser de 40 autocaravanas, o prazo de permanência consecutiva de 72 horas e o cumprimento destas disposições competirá à polícia municipal em parceria com a autoridade de polícia local.

Os Autocaravanistas em geral e a Câmara Municipal de Coruche estão de parabéns porquanto a rotatividade na utilização desta óptima ASA foi reposta.


quinta-feira, 9 de fevereiro de 2023

AUTOCARAVANISTAS ALAPADOS À PORTA DO CAI

 


AUTOCARAVANISTAS ALAPADOS À PORTA DO CAI


A sede do CAI (Clube Autocaravanista Itinerante) foi inaugurada há quase 10 anos, mais precisamente em 24 de Novembro de 2013, numa cerimónia muito simples, mas plena de significado para os associados do CAI.


Nesse local, sito em Coruche, fica igualmente uma Área de Serviço de Autocaravanas (ASA) que está muito bem situada e além da Estação de Serviço de Ajutocaravanas (ESA), disponibiliza energia eléctrica através de diversos pontos espalhados pelo terreno da ASA que é enorme e permite o estacionamento de PELO MENOS 50 autocaravanas. Tem também vários pontos de abastecimento de água potável que permite às autocaravanas abastecerem-se sem sair do local onde se encontram estacionadas.


Imagem muito parcial da ASA de Coruche

Pois é nesta ASA que encontramos alapadas à porta do CAI e ocupando todo o espaço (excepto dois ou três) mais de 50 autocaravanas usufruindo de água potável e energia eléctrica.


É uma situação semelhante à que encontrei em outras ASAs e, por razões já amplamente explicadas, merece censura.


O que me deixa perplexo é o alegado silêncio do CAI perante esta situação merecedora de censura e que tem lugar à sua (dele CAI) porta. Perplexo porque nas Regras do Autocaravanismo que o CAI defende e que pode ser lido na página oficial do clube (ver AQUI) e que diz logo no seu número 1: “O prazo máximo de permanência no mesmo local em visita deve ser de 48 horas.” Para já não referir a exposição de cadeiras, mesas, etc. que, de acordo com as já referidas Regras do Autocaravanismo defendidas pelo CAI, devem ser limitadas ao Parque de campismo.


Cada dia que passa sem que associações autocaravanistas, em REUNIÕES INFORMAIS, não acordem uma estratégia comum que contribua para acabar ou, pelo menos, diminuir este alapamento do autocaravanismo é uma batalha perdida pela dignificação do autocaravanismo.


quinta-feira, 12 de abril de 2018

A NAUTICAMPO 2018 E O AUTOCARAVANISMO



Imagem obtida no Fórum do CPA




A NAUTICAMPO 2018 E O AUTOCARAVANISMO


Criada em 1967 a NAUTICAMPO é o salão de eleição dos nautas e autocaravanistas portugueses e o mais antigo salão de lazer em Portugal, estando inclusive entre os dez mais antigos da Europa, marco que só foi possível alcançar com grande dinâmica e respostas à altura das conjunturas difíceis por que a NAUTICAMPO passou ao longo dos últimos 51 anos.

Há uns 15 dias um amigo perguntou-me se ia à NAUTICAMPO. Respondi-lhe que não, por razões várias, entre as quais, por não me parecer que me viesse a deparar com novidades, por não me encontrar motivado ($$$) e porque o CPA (Associação Autocaravanista de Portugal – CPA) não programou qualquer tipo de actividade nesta Feira. Daí, o meu desinteresse. Recordo que desde pelo menos 2009, sozinho ou em parceria, o CPA não deixou de fazer a diferença neste evento (ver AQUI).

Alguns dias depois acedi, na Internet, às actividades previstas pela NAUTICAMPO para 2018 e constatei que se anunciava a realização, no dia 7 de Abril, de um Colóquio promovido pela FPA (ver AQUI):

1º Colóquio | O Autocaravanismo em Portugal e na Europa

- Presidente da Federação Internacional de Clubes de Autocaravanas (FICM – Fédération Internationale des Clubs de Motorhomes)

- Presidente da Câmara Municipal de Condeixa-a-Nova

- Presidente da Câmara Municipal de Mafra



BEM!… Um colóquio com a presença do Presidente da FICM já era uma circunstância que me faria mudar de opinião e comparecer na NAUTICAMPO.
Mas, um pouco mais tarde verifiquei que a FPA anunciava esse mesmo dito Colóquio, mas, já com outros participantes, conforme o quadro seguinte:


Ou seja, para se falar de “O Autocaravanismo em Portugal e na Europa” (repito: … e na Europa) a FPA convidou o Presidente da Câmara Municipal de Mafra (onde se localiza a sede do Clube Autocaravanista Saloio - CAS), a Vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Coruche (onde se localiza a Sede do Clube de Autocaravanista Itinerante – CAI) e a Vice-presidente da Câmara Municipal de Condeixa-A-Nova (onde se localiza a sede da Associação de Autocaravanismo Portuguesa – AAP e da FPA). Não ponho em causa (nunca me atreveria a tal) que os convidados não estavam aptos a intervir sobre o Autocaravanismo em Portugal.
Não sei, nem estou particularmente interessado em saber, de que falaram os palestrantes, mas estou particularmente curioso no tipo de perguntas sobre o autocaravanismo na Europa que foram, espero, feitas. Mais importante ainda seria saber se os representantes destas autarquias estariam dispostos a levar à Associação Nacional de Municípios, para serem analisadas em plenário, as preocupações dos autocaravanistas acerca da discriminação negativa dos veículos autocaravanas que é praticada por muitos municípios. Se isso for feito, já valeu a pena convidá-los para intervirem no colóquio.
É indiscutível que a participação na NAUTICAMPO pode servir para alcançar diversos objectivos: os expositores divulgam as respectivas marcas e promovem as vendas; os visitantes tomam conhecimento com as novidades e têem oportunidade de fazer aquisições com descontos; as associações auto-promovem-se, “vendem” as ideias relacionadas com o autocaravanismo e constroem um relacionamento associativo consoante os objectivos que pretendam alcançar primordialmente.
A FPA (e bem) terá tido um ou todos os objectivos que referi, ou ainda outros, ao organizar dois colóquios: “O Autocaravanismo em Portugal e na Europa” e um outro intitulado “Um sonho de viagem em itinerância” (ver AQUI):

2º Colóquio | Um sonho de viagem em itinerância.

- Drº Henrique Fernandes – Presidente do Clube Gardingo de Autocaravanas (um sonho de viagem à Itália)

- Sócio de cada clube CAI + CAS + AAP (desde a Península Ibérica ao Cabo Norte)


E talvez terminasse aqui a minha opinião sobre “A NAUTICAMPO” 2018 E O AUTOCARAVNISMO” não fora entretanto e de novo a FPA alterar o programa deste colóquio conforme o seguinte quadro:



A estas mudanças já a FPA nos vem habituando, pelo que não deveria estranhar. Não estou a afirmar que a alteração dos programas se fez para pior ou para melhor. Estou a firmar que a FPA continua, como o já fez no passado, a não ter um rumo certo. Melhor seria que a FPA tivesse organizado um único Colóquio para colher ensinamentos que lhe pudessem permitir, internamente primeiro, definir um rumo e objectivos para os próximos 5 anos.
É do conhecimento geral (ver AQUI e AQUI) que o Presidente da FPA (Manuel Bragança) disse na Rádio Regional do Centro no dia 3 de Fevereiro do corrente ano, que não é por não haver legislação que os autocaravanistas são descredibilizados (discriminados, interpreto eu), mas, sim, por as leis existentes não serem correctamente aplicadas, o que na practica significa que a FPA arrepia o caminho que a levou a exigir uma lei específica para o autocaravanismo ao ponto de até propor uma Petição para o efeito. As declarações na rádio e o discurso de tomada de posse do Presidente da Direcção da FPA fizeram vir à tona as divergências sobre esta matéria, pois, como é sabido, se entretanto não vierem a dar dito por não dito, até alguns membros da Direcção da FPA têm pontos de vista diferentes. Verifique-se que um membro da anterior Direcção da FPA e actual Presidente da Direcção do Clube Gardingo de Autocaravanas não deixou de afirmar, publicamente, que é contra esta nova política autocaravanista da FPA . Um colóquio na NAUTICAMPO sobre esta matéria seria realmente importante motivador, mas, a FPA e os respectivos dirigentes não têm coragem para o fazerem. Como explicariam às 800 pessoas que assinaram uma Petição, exigindo uma lei específica para o autocaravanismo, que essa mesma Petição é para pôr no lixo?
Para o ano há mais NAUTICAMPO. Pode ser que a FPA, até lá, volte a mudar para o rumo errado que então seguia, o que não seria de admirar.


(O autor, todas as Quintas-feiras, no Blogue do Papa Léguas Portugal, emite uma opinião sobre assuntos relacionados com o autocaravanismo (e não só) - AQUI)


quinta-feira, 27 de abril de 2017

PARTICIPAR PARA MUDAR: PRESENTE!




PARTICIPAR PARA MUDAR


Desde há muitos anos, desde 2010/2011, que venho preconizando que as associações de base, essencialmente vocacionadas para o autocaravanismo, adiram a uma plataforma de unidade, inorgânica, com o objectivo de construirem, através de acções concretas, a unidade.

Este meu pensamento reflecte a preocupação de que a luta contra a discriminação negativa dos veículos autocaravanistas (em primeiro lugar) e a divulgação programada de normas e acções de cidadania, só são sustentadas quando, emergentes da base, correspondem a convicções comuns.

Ignoro se será o princípio de algo mais profundo, mas a notícia recente de que o CAI, o CAS, o CPA e o Gardingo se uniram, numa acção concreta, que é um exemplo a favor da defesa do ambiente, é motivo de regozijo. (ver AQUI).

Infelizmente (por razões que desconheço) há associações que ter-se-ão auto-marginalizado de participar nesta acção cívica. Não obstante as pessoas serem importantes na condução de uma associação, há que ultrapassar eventuais divergências pessoais e promover a unidade em torno de questões concretas, oportunidade para o qual este evento pode contribuir.

Há que reconhecer que a importância deste evento pode ultrapassar, em muito, “A limpeza das praias de Mafra” e é imprescindível que os dirigentes associativos o compreendam e aproveitem para abordar, embora pela rama, temas como:

Declaração de Princípios;
Discriminação Negativa Campista;
Não Limitação de Objectivos;
FICM;
Binómio Estatutário Quota/Voto;
Legislação Autocaravanista;
Limitação de Mandatos e Transparência Associativa. (ver AQUI)

Neste evento, os autocaravanistas poderão ter um papel decisivo, para a Unidade na Acção do Movimento Autocaravanista de Portugal, através de uma participação massiva.

Se a quantidade de autocaravanistas (e respectivos familiares), que aderirem, for elevada, estarão a passar, aos dirigentes das associações (mesmo das que não constam do programa), o desejo de se prosseguir este caminho e desenvolvidos esforços racionais para que haja resultados positivos.

O futuro do autocaravanismo em Portugal passa pela participação dos autocaravanistas.


A 27 de Maio, está PRESENTE

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

E agora?


Imagem obtida em “Gazafatonario IT”


E agora?


Há determinados períodos em se me deparam, em simultâneo, múltiplos assuntos relacionados com o autocaravanismo, de tal forma que se torna difícil optar sobre qual me devo pronunciar.

Não obstante essa dificuldade considero que o acontecimento que pode vir a ser o mais importante para o Movimento Autocaravanista de Portugal, no momento, se reporta à recente notícia da reunião entre a “Associação Autocaravanista de Portugal - CPA”, o “Clube Autocaravanista Itinerante”, o “Clube Autocaravanista Saloio” e o “Clube Gardingo de Autocaravanas” que teve lugar no passado dia 23 de Janeiro, na sede do CPA, em Lisboa.

Com a divulgação da Declaração de Princípios da Plataforma de Unidade, em 31 de Maio de 2010, subscrita por diversas entidades relacionadas com o autocaravanismo, foram assumidos, agora por escrito, valores que já eram consensuais. Ou seja, como é óbvio, a Declaração de Princípios não veio criar nada de novo. O mérito desta Declaração foi, através da passagem a escrito, consagrar valores e conceitos já existentes no espírito de muitos, mas dispersos, constituíndo motivação suficiente para um trabalho conjunto, sem perdas de identidade, em todos os que se revissem nesses valores e conceitos.

Quis a inabilidade de uns, a vaidade de outros, o egocentrismo, a ambição de poder e, sobretudo o individualismo exacerbado, além de tudo o mais que se queira acrescentar, que fossem iniciados percursos autocaravanistas divisionistas, através da criação de associações, inclusive com alegados propósitos comerciais. Esta realidade obrigou muitos dos que reflectem sobre estas matérias a delinear uma estratégia, com tácticas diversas.

Não obstante as entidades autocaravanistas sem personalidade jurídica poderem ser importantes para a formação de uma consciência autocaravanista, assim não tem acontecido. Nascidas exclusivamente com propósitos lúdicos e gastronómicos, não têm demonstrado ter capacidade aglutinadora em relação a causas. Na realidade os autocaravanistas juntam-se por vezes em torno de entidades e personalidades que não são obrigadas a responder pelos seus actos, assim como os participantes nesses eventos acabam por não se sentirem parte integrante de um projecto, abandonando esses grupos às primeiras contrariedades. Poderemos dizer que a filosofia desses grupos ad hoc, sem personalidade jurídica, assenta essencialmente no seguinte ditado popular: “Merenda comida, companhia desfeita?

Não é minha intenção denegrir as actividades autocaravanistas organizadas dessa forma exclusivamente lúdica, por entidades sem personalidade jurídica, até porque os organizadores das mesmas são, na sua área de intervenção, normalmente competentes, mas vêm a sua actividade facilitada, porquanto não têm que prestar contas a ninguém, nem sequer respeitar as regras (estatutárias ou éticas) a que as associações com personalidade jurídica são obrigadas.

É uma evidência que os autocaravanistas não associados quando se confrontam com alegadas injustiças clamam contra a inércia de associações nas quais não estão inscritos nem, na esmagadora maioria das vezes, se querem vir a inscrever. Nestes casos o egoísmo e o individualismo prevalecem.

Por tudo isto é de aplaudir o esforço das Direcções destas associações de base em se reunirem, não obstante os resultados obtidos ainda serem diminutos e estarem ausentes, por razões que não são públicas, outras associações autocaravanistas. Este esforço tem que prosseguir, de forma mais alargada, incluindo a participação da “Associação de Autocaravanismo Portuguesa”, do “Clube Autocaravanista do Centro – Cultura e Lazer” e do “Clube Flaviense de Autocaravanismo” e eventualmente outras, com personalidade jurídica, cuja existência desconheço.

Nos encontros futuros que se possam vir a verificar devem começar a ser analisadas iniciativas sobre três grandes questões que preocupam essencialmente os autocaravanistas: 
  • Promover todas as diligências necessárias e possíveis, designadamente junto da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária, para que seja divulgada uma interpretação do Código da Estrada que uniformize a aplicação do Código em todo o território português e que impeça a discriminação negativa do veículo autocaravana que se vem verificando em algumas partes de Portugal;
  • Promover e divulgar a implementação de Áreas de Serviço para Autocaravanas, em pelo menos uma por Concelho, preferencialmente de iniciativa autárquica, com a presença de todos os autocaravanistas e dirigentes associativos de todas as associações autocaravanistas de base;
  • Acordar, divulgar e promover uma data fixa para instituir o DIA NACIONAL DO AUTOCARAVANISMO a ser anualmente comemorado e organizado rotativamente por cada uma das associações autocaravanistas de base.
Tudo desejos simples a que nenhuma associação que se reivindique de autocaravanista se pode opor.

Os autocaravanistas portugueses não compreenderão que das reuniões entre associações não emane um esforço e uma dinâmica que contribua para a resolução das questões que os preocupam.


(O autor, todas as Quintas-feiras, no Blogue do Papa Léguas Portugal, emite uma opinião sobre assuntos relacionados com o autocaravanismo (e não só) - AQUI)

sábado, 4 de abril de 2015

Memórias CPA - Na inauguração da Sede do CAI



MEMÓRIAS
do
CPA


INAUGURAÇÃO SEDE CAI




Uma foto obtida em 2013 para mais tarde recordar.

Caso recorde as circunstâncias em que foram feitas não hesite em partilhar essa recordação nos comentários abaixo.


As fotos podem ser acedidas AQUI

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

CONFUNDIR A REALIDADE


Imagem do Blogue “Carrega +


CONFUNDIR A REALIDADE



Para a mentira ser segura
e atingir profundidade,
deve trazer à mistura
qualquer coisa de verdade…

António Aleixo


A realidade que não é muitas e muitas vezes consonante com os desejos e ambições que se almejam, além de provocar desespero e angustia, obriga algumas pessoas, tantas e tantas vezes, a um esforço de imaginação que altere, tanto quanto baste, a dura realidade. Nem todos, felizmente, assim procedem, contudo, alguns, em desespero de causa, através de um incrível poder de imaginação, alteram a descrição dos dados factuais para que correspondam às narrativas que gostariam que fossem reais.

Vejamos dois pequenos exemplos relacionados com a interpretação da realidade a que, infelizmente, o Presidente da Mesa da Assembleia Geral da FPA nos vem habituando com a sua prodigiosa imaginação.

De facto a FPA não defende que se limite, como regra geral, o tempo de permanência, a não ser que essa seja a regra para todas as viaturas do mesmo gabarito e simultaneamente a fórmula para combater e anular as proibições totais atualmente existentes nesses locais” afirma o Presidente da Mesa da Assembleia Geral da FPA no Fórum do CampingCar Portugal, a 8 de dezembro de 2014, no tal espaço virtual de onde fui banido num procedimento censório dos respectivos donos. (ver AQUI).

Como se pode constatar, através da leitura dos meus artigos de opinião, quando faço referência a qualquer ideia de outrem, menciono o endereço onde essa ideia ou facto são referidos. Procurei, no Portal oficial da FPA, esta declaração de intenções que o Presidente da Mesa da Assembleia Geral atribui à FPA e… não a encontrei! O que encontro é precisamente o contrário. (ver AQUI e AQUI).

O mais grave é a mentira desenvolvida no texto que o Presidente da Mesa da Assembleia Geral da FPA colocou também no Fórum do CampingCar Portugal (tinha que ser!) a 6 de Dezembro de 2014 (ver AQUI):

É de facto verdade que o CPA "lançou o repto a várias organizações e clubes ligados diretamente ao autocaravanismo para reunirem e analisarem os vários pontos que a todos interessam com uma agenda aberta e sem conclusões que não fossem geradas por consenso", pois disso eu próprio sou testemunha, o que não quer dizer que o CPA o tenha, na minha opinião, feito então pelas "melhores" razões. E sabe o companheiro por que motivo "estas reuniões nunca se realizaram"? Porque alguém do CPA exigiu na altura que antes de qualquer reunião (!!) os clubes "convidados" (no caso em apreço o CGA, o CAS e o CAI) subscrevessem desde logo uma coisa denominada "declaração de princípios". E aí começou tudo a correr mal.” (sublinhados meus).


Os objectivos da confusão

Não vou analisar as considerações e juízos de valor de todo o texto que está colocado no Fórum do CampingCar Portugal porque na sua quase totalidade não contem mais que afirmações que pretendem justificar o injustificável e que apenas se destinam a propaganda política com três objectivos: 
  • Isolar o anterior Presidente da Direcção do CPA para que um maior número de pessoas interiorize que as políticas autocaravanistas do CPA apenas eram fruto de uma única e autoritária pessoa;
  • Adoçar a “boca” do actual Presidente da Direcção do CPA para que a FPA não encontre resistências (como se isso fosse possível!) e possa prosseguir com uma política autocaravanista divisionista e incompetente e (o não menos importante!):
  • Arregimentar os associados do CPA para se revoltarem e exigirem a filiação do CPA na FPA, conforme está escrito no 5º Comunicado de 26 de Maio de 2014 da FPA onde se apela, designadamente no trecho que transcrevo, ao seguinte: “ (…)  pertencendo a clubes de autocaravanismo que não são federados na FPA” exerçam a “ sua força de voto para, nas respetivas Assembleias Gerais, os conduzirem para a Federação que representa em exclusivo o autocaravanismo em Portugal” (ver AQUI) 
Portanto, não aprofundando estas considerações e juízos que têm objectivos bem definidos e fazem parte da estratégia da FPA como comprovo com documentos da própria FPA, há que denunciar que a menção feita pelo Presidente da Mesa da Assembleia Geral da FPA relativamente à alegada exigência do então Presidente do CPA de terem obrigatoriamente o CGA (Clube Cardingo de Autocaravanas), o CAS (Clube Autocaravanista Saloio) e o CAI (Clube Autocaravanista Itinerante) de subscrever a “Declaração de Princípios” (ver AQUI), como contrapartida à realização de uma reunião, direi que é, para não utilizar uma expressão mais forte, simplesmente IRREALISTA. 

A verdade dos factos, que ou de forma intelectualmente desonesta ou devido a amnésia, o Presidente da Mesa da Assembleia Geral da FPA deturpa, é a seguinte:

Em 26 de Março de 2011, por ocasião da Assembleia Geral do CPA, em conversa com o representante do CGA (actual Presidente da Mesa da Assembleia Geral da FPA) e com a presença de um ainda actual Director do CPA (Vítor Andrade) fiz saber, em nome da Direcção do CPA, que estaríamos disponíveis para reunir com o CGA, o CAS e o CAI para que se encontrassem e analisassem eventuais formas de colaboração e de decisão, com base em princípios que não aceitassem a discriminação negativa do autocaravanismo.

Não escondo que no decorrer dessa conversa foi abordada a questão da “Declaração de Princípios” mas não fizemos (não fez o CPA) depender a reunião com as associações acima referidas da subscrição de qualquer documento.

Nessa conversa, de que fui obrigado a retirar-me antes de estar terminada, por motivos relacionados com a Assembleia Geral do CPA que estava a decorrer e com o cargo que então exercia, ficou o Director do CPA que me acompanhava de a finalizar e acordar pormenores para uma eventual reunião com os já referidos Clubes.

Algum tempo depois, em data que não posso precisar, fui informado pelo meu companheiro de Direcção que o representante do CGA, telefonicamente, lhe tinha transmitido a recusa de todas as associações em se reunirem com o CPA.


Proposta com dupla intenção

Em Junho desse mesmo ano, menos de 3 meses depois da proposta que o CPA fez em 26 de Março, (e este pormenor é importante para que se possa compreender a recusa da reunião das associações) tivemos conhecimento da constituição da FPA e, perante esta coincidência (?), não posso deixar de talvez injustamente considerar que a resposta negativa teve como principal razão estar em preparação a constituição da FPA já à data de 26 de Março.

Curiosamente, em Agosto desse mesmo ano veio por escrito a FPA (constituída há menos de dois meses) propor uma reunião com o CPA.

Vejamos estes factos à luz de uma estratégia para “aprisionar” o CPA:

A constituição da FPA foi motivada pela necessidade sentida por alguns ex-associados do CPA em se manterem ligados à FICM (Federation Internationale des Clubs de Motorhomes) de que o CPA se tinha desvinculado em Assembleia Geral onde os sócios consideraram que a FICM não servia nem os interesses do autocaravanismo, nem os interesses do CPA.

A proposta da FPA de se reunir com o CPA evidenciava uma estratégia com duplo objectivo; 
  • Se o CPA aceitasse a reunião com a FPA estava a reconhecer publicamente a necessidade da existência desta Federação (criada artificialmente), a aceitá-la como interlocutora e representante das associações que antes se tinham, segundo informação na altura do Presidente da Mesa da Assembleia Geral da FPA, furtado ao diálogo; 
  • Se o CPA não aceitasse a reunião com a FPA seria acusada de fugir ao diálogo e consequentemente pôr em causa a defesa dos valores do autocaravanismo.



A RESPOSTA DO CPA
(Desmente o Presidente da Mesa da Assembleia Geral da FPA)

No entanto o Presidente da Direcção da FPA teve a resposta coerente do CPA, uma resposta, por escrito, em que havia disponibilidade total para dialogar com as associações que no passado se tinham recusado a fazê-lo e nas mesmíssimas condições que em 26 de Março tínhamos proposto verbalmente.

Não se trata pois de um “diz que disse”, mas de afirmações consubstanciadas em documentos escritos à data dos acontecimentos, que provam que as afirmações do Presidente da Mesa da Assembleia Geral da FPA não correspondem á realidade dos factos. E, ao invés de o admitir o Presidente da Mesa da Assembleia Geral da FPA prossegue na deturpação da realidade, sem qualquer suporte credível. “NÃO ESTÁ ESCRITO, MAS FOI ASSIM QUE ACONTECEU”, é a única justificação avançada pelo Presidente da Mesa da Assembleia Geral da FPA.


SEM INTERMEDIÁRIOS

Confrontado com uma realidade bem diferente daquela que apregoava o Presidente da Mesa da Assembleia Geral da FPA avança com uma nova estratégia. Vem, sebastianicamente, como “salvador” do Movimento Autocaravanista de Portugal, manifestar a sua “disposição para contribuir para a tal "encontro de clubes e para a análise de eventuais formas de colaboração e de decisão".

Porquê só agora? A resposta já foi dada quando atrás são analisadas as estratégias da FPA em 2011. Vem o Presidente da Mesa da Assembleia Geral da FPA ensaiar um novo caminho que permita à FPA aparecer como a entidade que contribui para a unidade, quando o que é evidente é que desde a sua criação a FPA promove o divisionismo.

Aceitar a intermediação do Presidente da Mesa da Assembleia Geral da FPA é aceitar e reconhecer a alegada mais-valia da FPA e simultaneamente aceitar e reconhecer como boas as teses do Presidente da Mesa da Assembleia Geral da FPA, não obstante se verificar precisamente o contrário.

Reafirmo que, tal como em 2011, continua a ser do interesse do Movimento Autocaravanista de Portugal que o CAI (Clube Autocaravanista Itinerante), o CAS (Clube Autocaravanista Saloio), o CGA (Clube Cardingo de Autocaravanas) e o CPA (Associação Autocaravanista de Portugal - CPA) se encontrem e analisem eventuais formas de colaboração e de decisão, com base em princípios que não aceitem a discriminação negativa do autocaravanismo.

Se cada uma destas associações assumir esse interesse colectivo, SEM INTERMEDIÁRIOS, será um sinal de maioridade, para o qual o CPA deve continuar a estar disponível, como o vem fazendo de forma coerente e responsável desde 2011.


NOTA:

Já depois deste texto de opinião estar escrito tomei conhecimento da posição assumida pelo Presidente da Direcção do CPA (ver AQUI):

A posição do CPA não se alterou. Embora as nossas duas anteriores iniciativas não tivessem sido aceites, mantemo-nos na disposição para reunir com os outros Clubes desde que solicitados para tal pelas respetivas Direções.

ENTENDA-SE: O CPA é uma associação responsável que continua a manter inalterável a posição que assumiu em 2011 e continua disponível para se reunir, sem intermediários, com o CAI, o CAS e o CGA.

CONCLUA-SE: Mudam os dirigentes, mas as políticas do CPA, enquanto o quiserem os sócios, mantêm-se.




(O autor, todas as Quintas-feiras, no Blogue do Papa Léguas Portugal, emite uma opinião sobre assuntos relacionados com o autocaravanismo (e não só) –  AQUI)


(A opinião das Quintas-feiras não é emitida nas próximas duas quintas-feiras,
 por ser respectivamente Dia de Natal e Dia de Ano Novo)