sexta-feira, 24 de abril de 2015

Arouca (Cliques ao acaso)




APONTAMENTOS DE VIAGEM

Portugal
Concelho de Arouca



Aqui podem ser encontradas fotos que a sensibilidade do autor, naquele momento, quis guardar sabe-se lá porquê.

Alguns dos álbuns contêm apenas uma única foto, outros umas dezenas, mas em nenhum dos álbuns houve a preocupação de estabelecer qualquer critério de ordenação das fotos.

Faço votos para que apreciem estes “cliques ao acaso” e, sobretudo, que sirvam de incentivo a uma visita.


Arouca
2015
(Fotos de um autor diferente que pode ter um enquadramento diferente)


Para ver as fotos em “tela inteira” prima a tecla “F11”. Para voltar ao formato inicial prima de novo “F11”.


Para ver as fotos prima AQUI

quinta-feira, 23 de abril de 2015

AUTOCARAVANISMO COM DIREITOS na FCMP




AUTOCARAVANISMO COM DIREITOS


O Colóquio / Encontro organizado pela Comissão de Autocaravanismo da Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal (FCMP) em Salvaterra de Magos, no período compreendido entre 16 e 19 de Abril de 2015, para além de ter alcançado todos os objectivos a que se propôs foi uma clara demonstração de vitalidade dos autocaravanistas que nas diferentes vertentes desta modalidade assumem a defesa dos respectivos direitos, liberdades e garantias.




O ENCONTRO E OS INGREDIENTES

O Encontro, propriamente dito, que incluiu os ingredientes inerentes ao autocaravanismo, possibilitou o usufruto de actividades turísticas caracterizadas por intervenções históricas, lúdicas e gastronómicas e a que não faltou o convívio.

Desde uma acção solidária, um convívio com Barretes na Cabana ao som de acordeão, um jantar convívio com animação, uma informação verbal abordando a história de Salvaterra de Magos e dos Concheiros de Muge, passeios de barco pelo Tejo, visitas à Coudelaria da Cavaleira Tauromáquica Ana Batista, à Falcoaria Real, à Igreja Matriz, ao Cais da Vala, ao Museu do Rio, à Igreja da Misericórdia (a da “Vila Faia”) e à Aldeia do Escaroupim foram razões bastantes para a adesão de muitos autocaravanistas que de outro modo talvez não tivessem possibilidades de conhecer Salvaterra de Magos de forma tão aprofundada.

Realce-se que não obstante todo o programa do Encontro ser bastante denso ainda houve tempo disponível para actividades de natureza mais individualizada, conforme os gostos mais restritos de cada participante.




O “PRATO FORTE”

O “prato forte” deste Colóquio / Encontro da FCMP estava virado essencialmente para o colóquio “O Autocaravanismo e a Sociedade” que se realizou no Núcleo Museológico “Celeiro do Cais da Vala” no dia 18 de Abril de 2015.

O tema geral do Colóquio (O Autocaravanismo e a Sociedade) evidenciou também a preocupação da Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal em transmitir à população os valores pelos quais se deve reger o autocaravanismo.




SESSÃO DE ABERTURA

O Colóquio iniciou-se com algum atraso relativamente à hora prevista para o ínicio, vendo-se na Mesa da Sessão de Abertura o Presidente da Câmara Municipal de Salvaterra de Magos (Hélder Esménio), o Presidente da Mesa da Assembleia Geral da FCMP (Armando Gonçalves) e o Coordenador da Comissão de Autocaravanismo da FCMP (Jaime Santana).

Principiou por intervir o Presidente da Câmara Municipal de Salvaterra de Magos que numa curta saudação desejou as Boas Vindas, votos de bom trabalho e admitiu como importante para o desenvolvimento local o autocaravanismo.

O Presidente da Mesa da Assembleia Geral da FCMP agradeceu o acolhimento do município anfitrião do Colóquio / Encontro e realçou a mais-valia do autocaravanismo no seio da FCMP.

A Sessão de Abertura terminou com algumas palavras do Coordenador da Comissão de Autocaravanismo da FCMP agradecendo a presença de todos e a disponibilidade dos meios da autarquia para que o Colóquio / Encontro fosse um êxito.




1º PAINEL
O estacionamento do veículo autocaravana, 
o Código da Estrada e as Posturas Municipais

A Mesa que presidiu ao tema do primeiro painel do colóquio (O estacionamento do veículo autocaravana, o Código da Estrada e as Posturas Municipais) que foi moderado pela Presidente do Conselho de Disciplina da FCMP (Eduarda Castro) e contou com as participações do membro do Executivo da Comissão de Autocaravanismo da FCMP (Rui Narciso), do Presidente da Direcção do Automóvel Clube de Portugal (Carlos Barbosa) e do Presidente da Câmara Municipal de Coruche (Francisco Silvestre Oliveira).

A moderadora do painel introduziu o tema após o que deu a palavra aos restantes membros que constituíam a Mesa.

Rui Narciso (Membro do Executivo da Comissão de Autocaravanismo da FCMP) fez uma intervenção evidenciando a política autocaravanista da Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal e criticando a discriminação negativa do veículo autocaravana praticada por algumas autarquias. (O texto com a intervenção pode ser acedido AQUI).

Carlos Barbosa (Presidente da Direcção do Automóvel Clube de Portugal) revelou a sua preocupação com as alegadas violações do Código da Estrada e comentou que não obstante o Código ter sido revisto recentemente continuava a necessitar de alterações.

Francisco Silvestre Oliveira (Presidente da Câmara Municipal de Coruche) fez a destrinça entre municípios do litoral (em princípio mais turísticos e mais atractivos para os autocaravanistas) e municípios do interior (que necessitavam ainda de continuar a desenvolver políticas turísticas em que o autocaravanismo também devia ser equacionado), dando como exemplo o seu próprio concelho ter compreendido a importância do autocaravanismo no desenvolvimento local e consequentemente ter implementado uma Área de Serviço para Autocaravanas.

Após a intervenção de alguns presentes (globalmente coincidentes com as ideias transmitidas pelos oradores) há que registar e valorizar o seguinte:
  • O Presidente da Direcção do Automóvel Clube de Portugal assumiu o compromisso de desenvolver esforços, em consonância com a Federação de Campismo de Portugal (e com a respectiva Comissão de Autocaravanismo), junto dos poderes públicos para que se não continuassem a verificar em algumas partes de Portugal a discriminação negativa e infundada dos veículos autocaravanas;
  • O Presidente da Câmara Municipal de Coruche assumiu o compromisso de desenvolver esforços para que no seio da Associação Nacional de Municípios o tema do autocaravanismo fosse abordado e analisadas as politicas autocaravanistas da FCMP para obstar, de forma concertada, a interpretações distintas entre municípios que pudessem conduzir à discriminação negativa dos veículos autocaravanas.
A moderadora do painel (Eduarda Castro) deu o mesmo por encerrado agradecendo o convite que lhe tinha sido feito pelo Presidente da FCMP para nele participar e estendeu o agradecimento pela colaboração aos intervenientes no painel.




2º PAINEL
Que necessidade de legislação e que ética autocaravanista?

Após o período de almoço o colóquio reiniciou-se cerca das 15 horas com a Mesa que presidiu ao tema do segundo painel do colóquio (Que necessidade de legislação e que ética autocaravanista?) moderada pela Assessor Jurídico da FCMP (Vítor Ferreira) e contou com as participações do membro do Executivo da Comissão de Autocaravanismo da FCMP (António Sousa e Silva), do Deputado pelo Círculo Eleitoral de Santarém (António Gameiro) e do Deputado pelo Círculo Eleitoral de Santarém (Duarte Marques).

O moderador do painel introduziu o tema com algumas considerações jurídicas, constatando (grosso modo) que as questões que preocupavam os autocaravanistas e que eram objecto do colóquio versavam essencialmente o estacionamento (diurno e/ou nocturno) dos veículos autocaravanas, após o que deu a palavra aos restantes membros que constituíam a Mesa.

António Sousa e Silva (Membro do Executivo da Comissão de Autocaravanismo da FCMP) fez uma intervenção evidenciando a política autocaravanista da Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal e não obstante entender que não se justificava a existência de mais legislação, também não deixou de afirmar que a falta de ética de alguns autocaravanistas não poderia ser o pretexto para a implementação de legislação mais redutora em que os erros dos autocaravanistas prevaricadores viessem a punir injustamente os restantes. (O texto com a intervenção pode ser acedido AQUI).

As intervenções de António Gameiro e de Duarte Marques (Deputados pelo Círculo Eleitoral de Santarém) revelaram, inicialmente, algum desconhecimento das preocupações principais dos autocaravanistas que os presentes na assistência não deixaram de efusivamente elucidar, após o que os Deputados se mostraram disponíveis para aprofundar o assunto, com a colaboração da FCMP, em sede da Assembleia da República.

No decorrer do debate, sobre este painel, as ideias transmitidas pelos oradores não mereceram contestação dos presentes, mesmo da parte de um Director do Clube de Autocaravanismo itinerante (CAI) que, na intervenção que fez, considerou que o pagamento de coimas relacionadas com a aplicação de posturas municipais era discriminatória nos efeitos práticos, pois que os autocaravanistas de nacionalidade portuguesa eram coagidos a pagá-las, muitas vezes no imediato, enquanto os autocaravanistas de outras nacionalidades, não existindo acordos, não eram nem se sentiam obrigados a pagar as coimas, regressando libertos de preocupações aos respectivos países. Esta situação, embora importante, não se enquadrava no tema, pois o que era equacionado pelo interveniente reportava-se apenas a cobrança de coimas.

Outra questão, também levantada pelo Director do CAI, relacionava-se com os sinais complementares que podem ser incluídos em sinais de trânsito a que se acople um sinal com a palavra “Autocaravana”, o que, segundo o interveniente, é legal. Esta situação, que efectivamente se enquadra no tema do painel, não foi analisada no colóquio, embora, tudo o leva a crer e será bom que o seja, analisado posteriormente, nomeadamente no âmbito da fundamentação a que as autarquias são legalmente obrigadas quando aprovam a colocação de um sinal na via pública.




SESSÃO DE ENCERRAMENTO

A Sessão de Encerramento era previsto ter a participação de um Representante da Associação Nacional de Municípios (ANMP), do Presidente da Federação Internacional de Campismo, Caravanismo e Autocaravanismo (João Pereira) e do Presidente da Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal (João Queiroz), mas, devido a imprevistos de última hora, nem o Representante da Associação Nacional de Municípios, nem o Presidente da FICC puderam comparecer.

João Queiroz (Presidente da FCMP) transmitiu, nas palavras com que encerrou o Colóquio, o regozijo pela forma responsável como o evento tinha decorrido, pela excelência das intervenções e, sobretudo, pelos compromissos públicos que tinham sido assumidos pelos Presidentes do Automóvel Clube de Portugal e da Câmara Municipal de Coruche e pela oferta de colaboração que os Deputados do Circulo Eleitoral de Santarém disponibilizaram.

Ficaram ainda a repercutir-se cadenciadamente as palavras do Presidente da Federação que podem constituir em si mesmas um compromisso:

Ao almoço alguém me dizia que a Federação devia fazer um evento destes pelo menos uma vez por ano…




OUTROS AGRADECIMENTOS

Uma especial chamada de atenção, porque são representantes de entidades associativas, para as presenças no colóquio do Presidente (que interveio) do Conselho Directivo do Clube de Campismo de Lisboa, do Presidente (que interveio) da Direcção do Clube de Campismo e Caravanismo de Coimbra, da Presidente e de um Director (que interveio) do Clube Autocaravanista Itinerante, do Presidente (que interveio) e de dois Directores da Associação Autocaravanista de Portugal – CPA, do Presidente (que interveio) do Clube de Campismo de Estarreja e de um membro (que interveio) da Mesa da Assembleia Geral do Clube Português de Caravanismo.

Um especial aplauso para os participantes no Colóquio / Encontro organizado pela Comissão de Autocaravanismo da Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal que demonstraram à saciedade o seu interesse na temática autocaravanista ao comparecerem massivamente num colóquio realizado no interior de uma sala, durante todo um dia de um Sábado, um dia de sol, mais convidativo para actividades de exterior.

O reconhecimento também muito sentido aos que se deslocaram com a intenção de apenas assistirem a um colóquio cuja importância para o autocaravanismo ninguém pode deixar de reconhecer.

Agora há que por mãos à obra. Juntos levarmos à prática os princípios, para que o que foi dito seja mais do que palavras.

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NOTA: A reportagem fotográfica pode ser acedida AQUI


(O autor, todas as Quintas-feiras, no Blogue do Papa Léguas Portugal, emite uma opinião sobre assuntos relacionados com o autocaravanismo (e não só) –  AQUI).


Dia Mundial do Livro


Imagens do Blogue “DN Angola



Dia Mundial do Livro

23 de abril celebra-se o Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor.

A data tem como objetivo reconhecer a importância e a utilidade dos livros, assim comoincentivar hábitos de leitura na população.

A UNESCO instituiu em 1995 o Dia Mundial do Livro. A data foi escolhida por ser um dia importante para a literatura mundial - foi a 23 de Abril de 1616 que faleceu Miguel de Cervantes e a 23 de Abril de 1899 que nasceu Vladimir Nabokov. O dia 23 de abril é também recordado como o dia em que nasceu e morreu o escritor inglês William Shakespeare.

Fonte: Calendar r Portugal

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Dia Mundial da Terra


Imagens do Blogue “Guardiões da Terra


Dia Mundial da Terra

Todos os anos, a 22 de abril celebra-se o Dia Mundial da Terra.

A data foi criada em 1970, pelo senador norte-americano Gaylord Nelson que resolveu realizar um protesto contra a poluição da Terra, depois de verificar as consequências do desastre petrolífero de Santa Barbara, na Califórnia, ocorrido em 1969.

Investigadores e associações ambientalistas alertam para o perigo e consequências do aquecimento global da Terra, nomeadamente:

  • Aumento da temperatura global da Terra
  • Extinção de espécies animais
  • Aumento do nível dos oceanos
  • Escassez de água potável


Maior número de catástrofes naturais, como tempestades, secas e ondas de calor


Fonte: Calendar r Portugal

terça-feira, 21 de abril de 2015

Serra do Caldeirão (Tavira)




APONTAMENTOS DE VIAGEM

Portugal
Concelho de Tavira


Aqui podem ser encontradas fotos que a sensibilidade do autor, naquele momento, quis guardar sabe-se lá porquê.

Alguns dos álbuns contêm apenas uma única foto, outros umas dezenas, mas em nenhum dos álbuns houve a preocupação de estabelecer qualquer critério de ordenação das fotos.

Faço votos para que apreciem e, sobretudo, que sirvam de incentivo a uma visita.


Serra do Caldeirão
2002


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Para ver as fotos prima AQUI


segunda-feira, 20 de abril de 2015

FCMP em Salvaterra de Magos




I COLÓQUIO / ENCONTRO
FCMP
Salvaterra de Magos

FOTO REPORTAGEM

O Colóquio / Encontro organizado pela Comissão de Autocaravanismo da Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal em Salvaterra de Magos, no período compreendido entre 16 e 19 de Abril de 2015, alcançou todos os objectivos a que se propôs e contou com a colaboração de diversas individualidades, designadamente dos Presidentes da Câmara Municipal de Salvaterra de Magos e de Coruche, do Presidente do Automóvel Clube de Portugal, de dois deputados do círculo eleitoral de Santarém.

No colóquio estiveram presentes o Presidente (que interveio) da Comissão Directiva do Clube de Campismo de Lisboa, o Presidente (que interveio) da Direcção do Clube de Campismo e Caravanismo de Coimbra, a Presidente e um Director (que interveio) do Clube Autocaravanista Itinerante, o Presidente (que interveio) e dois Directores da Associação Autocaravanista de Portugal – CPA, o Presidente (que interveio) do Clube de Campismo de Estarreja e um membro (que interveio) da Mesa da Assembleia Geral do Clube Português de Caravanismo.

Muito brevemente será dado a conhecer mais pormenorizadamente os aspectos mais relevantes do colóquio.

Entretanto convidam-se os interessados a visualizarem as fotos captadas no decorrer deste Colóquio / Encontro


Para ver as fotos prima AQUI


Para ver as fotos em “tela inteira” não se esqueça de pressionar a tecla “F11”. Para voltar ao formato inicial prima de novo “F11”.


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Salvaterra de Magos

Salvaterra de Magos é uma vila portuguesa pertencente ao Distrito de Santarém, e à antiga província do Ribatejo, com cerca de 6 200 habitantes.

É sede de um município com 243,93 km² de área e 22 159 habitantes (2011), subdividido em 4 freguesias.5 O município é limitado a norte pelo município de Almeirim, a leste e sul por Coruche, a sudoeste por Benavente e a noroeste pela Azambuja e pelo Cartaxo.

As origens de Salvaterra de Magos são bem antigas, não fosse esta uma região fértil e com diversos cursos de água, como se pode confirmar na vizinha Muge que prima pelos muitos vestígios pré-históricos, e também Romanos. Em Abril de 1383 foi assinado em Salvaterra de Magos o Tratado de casamento entre D. Beatriz de Portugal e D.João I, rei de Castela e Leão.

Em 1542 Salvaterra de Magos é cedida ao Infante D. Luís, que ali mandou construir o famoso palácio real, em cujas tapadas se realizaram grandes caçadas ao javali e se tornaram célebres as corridas de Toiros, tendo aqui ocorrido um episódio histórico: o 7º Conde de Arcos pereceu na arena do Teatro de Salvaterra de Magos, inaugurado por D. José, e seu pai, o Marquês de Marialva vingou a morte do seu filho descendo à arena e matando o touro.

O Paço Real, os esplendorosos Jardins, o Teatro de ópera e a Arena de Touradas foram destruídos num grande incêndio em 1824, restando hoje em dia apenas a Capela Real e as instalações da Falcoaria.

Nesta vila cercada por férteis lezírias povoadas por Cavalos, um dos maiores bens da região, vale a pena conhecer o que ainda resta do Paço Real, nomeadamente a Capela e a Falcoaria, e também a Igreja Paroquial de S. Paulo, datada de 1296, a Igreja da Misericórdia do século XVII, a bonita Fonte do Arneiro de 1711, a grandiosa Ponte Ferroviária Rainha Dona Amélia, segundo projecto de Gustave Eiffel, datada de 1903, e um dos locais mais célebres da localidade, a Praça de Touros de Salvaterra de Magos, inaugurada em 1920 e ainda hoje uma das Praças com mais espectáculos tauromáquicos ao longo do ano.

De destacar é também a é a barragem e albufeira de Magos, localizada na ribeira de Magos, na bacia hidrográfica do rio Tejo, projectada em 1936 com excelentes condições para a prática das mais variadas actividades de lazer e turismo.

A vila de Salvaterra de Magos é conhecida pela criação de cavalos e toiros para o quente espectáculo Tauromáquico que aqui encontra as condições perfeitas, de verdejantes férteis campos planos a perder de vista.

Fonte: Wikipédia – A Enciclopédia Livre

Poesia de… José Afonso (Zeca Afonso)




Grândola Vila Morena

Grândola, vila morena
Terra da fraternidade
O povo é quem mais ordena
Dentro de ti, ó cidade

Dentro de ti, ó cidade
O povo é quem mais ordena
Terra da fraternidade
Grândola, vila morena

Em cada esquina, um amigo
Em cada rosto, igualdade
Grândola, vila morena
Terra da fraternidade

Terra da fraternidade
Grândola, vila morena
Em cada rosto, igualdade
O povo é quem mais ordena

À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade
Jurei ter por companheira
Grândola, a tua vontade

Grândola a tua vontade
Jurei ter por companheira
À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade




José Manuel Cerqueira Afonso dos Santos (Aveiro, 2 de Agosto de 1929 — Setúbal, 23 de Fevereiro de 1987), foi um cantor e compositor português. É também conhecido pelo diminutivo familiar de Zeca Afonso, apesar de nunca ter utilizado este nome artístico.


Vida pessoal e formação

Nasceu no dia 2 de Agosto de 1929, na Freguesia de Glória, em Aveiro, filho de José Nepomuceno Afonso dos Santos, juiz, natural do Fundão, e de sua mulher Maria das Dores Dantas Cerqueira, Professora, de Ponte de Lima. Viveu naquela localidade até aos três anos, numa casa do Largo das Cinco Bicas, com a tia Gé e o tio Chico, bem como com seu irmão João Cerqueira Afonso dos Santos (1927), Advogado, pai de dois dos seus sobrinhos. Com aquela idade foi levado para Angola, onde o pai havia sido colocado como delegado do Procurador da República, em 1930, e onde nasceria em Silva Porto a sua irmã Maria Cerqueira Afonso dos Santos, mãe de seus sobrinhos, também músicos, João Afonso Lima e António Afonso Lima.

A relação física com a natureza causou-lhe uma profunda ligação ao continente africano, que se reflectirá pela sua vida fora. As trovoadas, as florestas e os grandes rios atravessados em jangadas escondiam-lhe a realidade colonial.

Em 1937 regressa a Aveiro, mas parte no mesmo ano para Moçambique, onde se reencontra com os pais e os irmãos em Lourenço Marques.

No ano seguinte, volta para Portugal, indo viver em Belmonte , com o tio Filomeno, que ocupava o cargo de presidente da Câmara. Completa a instrução primária nesta localidade, e convive com o mais profundo ambiente do Salazarismo, de que seu tio era fervoroso admirador, sendo obrigado a envergar o traje da Mocidade Portuguesa.

Em 1939 os seus pais foram viver para Timor, onde seriam cativos dos ocupantes japoneses durante três anos, entre 1942 e 1945. Durante esse período, Zeca Afonso não teve notícias dos pais.

Frequentou o Liceu Nacional D. João III e a Faculdade de Letras de Coimbra, e integrou o Orfeão Académico de Coimbra e a Tuna Académica da Universidade de Coimbra; já nesta altura, revelou-se um intérprete especialmente dotado no Fado de Coimbra, tendo assimilado o ambiente de mudança que, naquela altura, se estava a começar a manifestar naquela localidade.

Em 1948 completa o Curso Geral dos Liceus, após dois chumbos.

Conhece Maria Amália de Oliveira, uma costureira de origem humilde, com quem vem a casar em segredo, por oposição da família. Continua na vida associativa, fazendo viagens com o Orfeão Académico de Coimbra e com a Tuna Académica da Universidade de Coimbra2 , ao mesmo tempo que integra a equipa de futebol da Académica. Em 1949 inscreve-se no curso de Ciências Histórico-Filosóficas, na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Volta a Angola e Moçambique, integrado numa comitiva do Orfeon  Académico de Coimbra.

Faleceu em 23 de Fevereiro de 1987 , no Hospital de Setúbal, às três horas da madrugada, vítima de esclerose lateral amiotrófica.


Carreira profissional, artística e política

Do início da carreira docente até à Década de 1960

Em Janeiro de 1953 nasce-lhe o primeiro filho, José Manuel. Para sustentar a sua família, Zeca Afonso dá explicações e faz revisão de textos no Diário de Coimbra. Pela mesma altura grava o seu primeiro disco, Fados de Coimbra. Tem grandes dificuldades económicas, como refere em carta enviada aos pais em Moçambique. Ainda antes de terminar o curso, é lhe permitido leccionar no Ensino Técnico.

Cumpriu, de 1953 a 1955, em Mafra e Coimbra, o Serviço Militar Obrigatório; pouco depois, começa a leccionar, passando, sucessivamente, por Mangualde, Alcobaça, Aljustrel, Lagos, eFaro.2 Iniciou as suas funções como professor em Lagos no dia 29 de Outubro de 1957, na Escola Comercial e Industrial Vitorino Damásio.

Em 1956 é colocado em Aljustrel e divorcia-se de Maria Amália. Em 1958 envia os filhos para Moçambique, que ficam ao cuidado dos avós. Entre 1958 e 1959 é professor de Francês e de História, na Escola Comercial e Industrial de Alcobaça.

Apesar das exigências da sua profissão, não esqueceu as suas ligações a Coimbra, onde gravou o seu primeiro disco, em 1958. Foi influenciado pelas correntes de mudança que se faziam sentir naquela localidade, e pelo convívio com figuras como António Portugal, Flávio Rodrigues da Silva, Manuel Alegre, Louzâ Henriques, e Adriano Correia de Oliveira, que marcou especialmente a sua obra Coimbrã.


Do período de intervenção social até à expulsão do ensino

Participa, frequentemente em festas populares e canta em colectividades, lançando, em 1960, o seu quarto disco, Balada do Outono. Em 1962 segue atentamente a crise académica de Lisboa, convive, em Faro, com Luiza Neto Jorge, António Barahona, António Ramos Rosa. Começa a namorar com Zélia, natural da Fuzeta, com quem virá a casar. Segue-se uma nova digressão em Angola, com a Tuna Académica da Universidade de Coimbra, no mesmo ano em que vê editado o álbum Coimbra Orfeon of Portugal. Nesse disco José Afonso rompe com o acompanhamento das guitarras de Coimbra, fazendo-se acompanhar, nas canções Minha Mãe e Balada Aleixo, pelas violas de José Niza e Durval Moreirinhas.

Em 1963 termina a licenciatura em Ciências Histórico-Filosóficas, com uma tese sobre Jean-Paul Sartre, intitulada Implicações substancialistas na filosofia sartriana.

No mesmo ano são editados os primeiros temas de carácter vincadamente político, Os Vampiros e Menino do Bairro Negro — o primeiro contra a opressão do capitalismo, o segundo, inspirado na miséria do Bairro do Barredo, no Porto — integravam o disco Baladas de Coimbra, que viria a ser proibido pela Censura. Os Vampiros, juntamente com Trova do Vento que Passa (um poema de Manuel Alegre, musicado por António Portugal e cantado por Adriano Correia de Oliveira) viriam a tornar-se símbolos de resistência anti-Salazarista da época.

Realiza digressões pela Suíça, Alemanha e Suécia, integrado num grupo de fados e guitarras, na companhia de Adriano Correia de Oliveira, José Niza, Jorge Godinho, Durval Moreirinhas e ainda da fadista lisboeta Esmeralda Amoedo.

Em Maio de 1964 José Afonso actua na Sociedade Musical Fraternidade Operária Grandolense, onde se inspira para fazer a canção Grândola, Vila Morena. A música viria a ser a senha do Movimento das Forças Armadas no golpe de 25 de Abril de 1974, permanecendo como uma das músicas mais significativas do período revolucionário. Ainda naquele ano são lançados os álbuns Cantares de José Afonso e Baladas e Canções.

Ainda em 1964, José Afonso estabelece-se em Lourenço Marques, com Zélia , reencontrando os filhos do anterior casamento. Entre 1965 e 1967 é professor no Liceu Pêro de Anaia, na cidade da Beira, e em Lourenço Marques . Colabora com um grupo de teatro local, musicando uma peça de Bertolt Brecht, A Excepção e a Regra. Manifesta-se contra o colonialismo, o que lhe causa problemas com a PIDE, a polícia política do Estado Novo.

Em Moçambique nasce a sua filha Joana, em 1965.

Residiu, entre 1964 e 1967, em Moçambique, acompanhado pelos dois filhos e pela sua companheira, Zélia, tendo ensinado na Beira, e em Lourenço Marques . Nesta altura, começa a sua carreira política, em defesa dos ideais de independência, o que lhe valeu a atenção dos agentes do governo colonial.


Intervenção política até à Revolução de 25 de Abril

Quando regressa a Portugal, em 1967, é colocado como professor em Setúbal; no entanto, fica a leccionar pouco tempo, pois acaba por ser expulso do ensino oficial, depois de um período de doença. Para sobreviver, começa a dar explicações. A partir desse ano, torna-se definitivamente um símbolo da resistência democrática. Mantém contactos com a Liga de Unidade e Acção Revolucionária e o Partido Comunista Português — ainda que se mantenha independente de partidos — e é preso pela PIDE. Continua a cantar e participa no I Encontro da Chanson Portugaise de Combat, em Paris, em 1969. Grava também Cantares do Andarilho, recebendo o prémio da Casa da Imprensa pelo Melhor Disco do Ano, e o prémio da Melhor Interpretação. Para que o seu nome não seja censurado, Zeca Afonso passa a ser tratado nos jornais pelo anagrama Esoj Osnofa.

Em 1971 edita Cantigas do Maio, no qual surge Grândola, Vila Morena. Zeca participa em vários festivais, sendo também publicado um livro sobre ele e lança o LP Eu vou ser como a toupeira. Em 1973 canta no III Congresso da Oposição Democrática e grava o álbum Venham mais Cinco. Ao mesmo tempo, começa a dedicar-se ao canto, e apoia várias instituições populares, enquanto que continua a sua carreira política na Liga de Unidade e Acção Revolucionária.

Entre abril e maio de 1973 esteve detido no Forte-prisão de Caxias pela PIDE/DGS.


Período após a Revolução dos Cravos

Após a Revolução de 25 de Abril de 1974, acentua a sua defesa da liberdade, tendo realizado várias sessões de apoio a diversos movimentos, em Portugal e no estrangeiro; retoma, igualmente, a sua função de professor. Continuou a cantar, gravando o LP Coro dos Tribunais, ao mesmo tempo que se envolve em numerosas sessões do Canto Livre Perseguido, bem como nas campanhas de alfabetização do MFA. A sua intervenção política não pára, tornando-se um admirador do período do PREC. Em 1976 declara o seu apoio à campanha presidencial de Otelo Saraiva de Carvalho.

Os seus últimos espectáculos terão lugar nos coliseus de Lisboa e do Porto, em 1983, numa fase avançada da sua doença. No final desse mesmo ano é-lhe atribuída a Ordem da Liberdade, mas o cantor recusa a distinção.

Em 1985, é editado o seu último álbum de originais, Galinhas do Mato, no qual, devido estado da doença, Zeca não consegue interpretar todas as músicas previstas. O álbum acaba por ser completado por José Mário Branco, Sérgio Godinho, Helena Vieira, Fausto e Luís Represas. Em 1986 apoia a candidatura de Maria de Lourdes Pintasilgo a Presidente da República.


Prémios e homenagens

Foi laureado pela Casa da Imprensa, como o melhor compositor e intérprete de música ligeira, nos anos de 1969, 1970 e 1971.

Foi, igualmente, homenageado pela Câmara Municipal de Lagos, que colocou o seu nome numa rua da Freguesia de Santa Maria.

Foi igualmente homenageado pela Câmara Municipal do Porto, que colocou o seu nome em Rua que faz a ligação entre a Rua António Cândido e a Rua da Constituição.

Foi homenageado pela Câmara Municipal da Moita, freguesia de Alhos Vedros abrindo uma escola com o seu nome.

Em 2007, foi homenageado na IX Grande Noite do Fado Académico, na Casa da Música (Porto), numa organização do Grupo de Fados do ISEP e da Associação de Estudantes do ISEP (Instituto Superior de Engenharia do Porto).


Legado

Oriundo do fado de Coimbra, foi uma figura central do movimento de renovação da música portuguesa que se desenvolveu na década de 1960 do século XX e se prolongou na década de 70, sendo dele originárias as famosas canções de intervenção, de conteúdo de esquerda, contra o Regime. Zeca Afonso ficou indelevelmente associado ao derrube do Estado Novo, regime de ditadura Salazarista vigente em Portugal entre 1933 e 1974, uma vez que uma das suas composições, "Grândola, Vila Morena", foi utilizada como senha pelo Movimento das Forças Armadas (MFA), comandados pelos Capitães de Abril, que instaurou a democracia, em 25 de Abril de 1974.

Em 1994 seria editado Filhos da Madrugada Cantam José Afonso , um CD duplo em homenagem a Zeca Afonso. No final de Junho seguinte, muitas das bandas portuguesas que integraram o projecto, participaram num concerto que teve lugar no então Estádio José de Alvalade.

Em 24 de Abril de 1994 a CeDeCe estreia no Teatro S. Luiz o bailado Dançar Zeca Afonso, com música de Zeca Afonso e coreografia de António Rodrigues, uma encomenda do Município, a propósito da Capital Europeia da Cultura.

Muitas das suas canções continuam a ser gravadas por numerosos artistas portugueses e estrangeiros. Calcula-se que existam actualmente mais de 300 versões de canções suas gravadas por mais de uma centena de intérpretes, o que faz de Zeca Afonso um dos compositores portugueses mais divulgados a nível mundial. O seu trabalho é reconhecido e apreciado pelo país inteiro e Zeca Afonso, com a sua incidência política que as suas canções ganharam, indiscutivelmente representa uma parte muito importante da cultura poética portuguesa.


Discografia

Álbuns de estúdio

  • Baladas e canções (1964)
  • Cantares de andarilho (1968)
  • Contos velhos rumos novos (1969)
  • Traz outro amigo também (1970)
  • Cantigas do Maio (1971)
  • Eu vou ser como a toupeira (1972)
  • Venham mais cinco (1973)
  • Coro dos tribunais (1974)
  • Com as minhas tamanquinhas (1976)
  • Enquanto há força (1978)
  • Fura fura (1979)
  • Fados de Coimbra e Outras Canções (1981)
  • Como se fora seu filho (1983)
  • Galinhas do mato (1985)


Álbuns ao Vivo

  • José Afonso in Hamburg (1982)
  • Ao vivo no Coliseu (1983, álbum duplo)


Bibliografia activa

  • Cantares (1968)
  • Cantar de Novo (1969)
  • Quadras Populares (1980)
  • Textos e Canções (1986)


Bibliografia passiva

  • José Afonso - por José Viale Moutinho (1972, ed. espanhola 1975)
  • Zeca Afonso: As Voltas de um Andarilho - por Viriato Teles (1983)
  • Livra-te do Medo - Histórias e Andanças do Zeca Afonso - por José António Salvador (1984, reeditado, em versão revista e aumentada, em 2014)
  • Zeca Afonso - Poeta, Andarilho e Cantor - edição Associação José Afonso (1994)
  • José Afonso - O Rosto da Utopia - por José António Salvador (1994)
  • José Afonso, Poeta - por Elfriede Engelmeyer (1999)
  • As Voltas de um Andarilho - por Viriato Teles (1999, ed. aumentada; 2009, reedição actualizada)
  • Zeca Afonso antes do mito - por António dos Santos e Silva (2000)
  • José Afonso - Um olhar fraterno - por João Afonso dos Santos (2002)
  • José Afonso - Todas as Canções - por Guilhermino Monteiro, João Lóio, José Mário Branco e Octávio Fonseca (2010), Assírio & Alvim - ISBN 9789723715675

  
Fonte: Wikipédia – A Enciclopédia Livre

domingo, 19 de abril de 2015

CPA - Unidade para a sinergia




Conheça o CPA…
Unidade para a Sinergia




Sabe que o CPA acordou um Protocolo de “Unidade para a Sinergia” para aproveitamento de meios e assim evitar a duplicação de esforços?

Desde 1 de Junho de 2010 que o CPA encerrou a respetiva Base de Dados sobre infraestruturas de suporte ao autocaravanismo em Portugal, a favor da Base de Dados de Áreas de Serviço alojadas no Portal do CampingCar Portugal, pelas razões e pelos objetivos constantes do Protocolo de Unidade para a Sinergia .

 (Todos os Domingos será divulgada AQUI informação sobre o CPA)