segunda-feira, 19 de maio de 2014

Poesia de… Antero de Quental (II)


NA MÃO DE DEUS


Na mão de Deus, na sua mão direita,
Descansou afinal meu coração.
Do palácio encantado da Ilusão
Desci a passo e passo a escada estreita.

Como as flores mortais, com que se enfeita
A ignorância infantil, despojo vão,
Depus do Ideal e da Paixão
A forma transitória e imperfeita.

Como criança, em lôbrega jornada,
Que a mãe leva ao colo agasalhada
E atravessa, sorrindo vagamente,

Selvas, mares, areias do deserto...
Dorme o teu sono, coração liberto,
Dorme na mão de Deus eternamente!

(Antero de Quental – 1842-1891)





A poesia de Antero de Quental apresenta três faces distintas:
  • A das experiências juvenis, em que coexistem diversas tendências;
  • A da poesia militante, empenhada em agir como “voz da revolução”;
  • E a da poesia de tom metafísico, voltada para a expressão da angustia de quem busca um sentido para a existência.

A oscilação entre uma poesia de combate, dedicada ao elogio da acção e da capacidade humana, e uma poesia intimista, direcionada para a análise de uma individualidade angustiada, parece ter sido constante na obra madura de Antero, abandonando a posição que costumava enxergar uma sequência cronológica de três fases.

Antero atinge um maior grau de elaboração em seus sonetos, considerados por muitos críticos uns dos melhores da língua e comparados aos de Camões e aos de Bocage. Há, na verdade, alguns pontos de contato estilísticos e temáticos entre esses três poetas: os sonetos de Antero têm inegável sabor clássico, quer na adjetivação e na musicalidade equilibrada, quer na análise de questões universais que afligem o homem.

Fonte: Wikipédia – A enciclopédia livre


quinta-feira, 15 de maio de 2014

Silêncio! Porquê?




Só tem o direito de criticar aquele que pretende ajudar.”
Abraham Lincoln


Este silêncio deve-se a quê?

Um acontecimento que reputo de interesse para o autocaravanismo em Portugal teve lugar em Lisboa no passado dia 22 de abril de 2014. Refiro-me à Reunião da Comissão de Autocaravanismo da Federação Internacional de Campismo, Caravanismo e Autocaravanismo (FICC).

A Reunião decorreu na sede da Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal (FCMP) e contou com a presença de João Alves Pereira, presidente de la FICC, José Iglesias González, presidente da Comissão de Autocaravanismo da FICC e dos membros desta Comissão: Les Kendrick, Chris Wells, Gianni Picilli, Gerárd Couté e Stan Stolwerk. Também compareceram como observadores João Queiroz e Jaime Santana respetivamente Presidente e Vice-presidente FCMP, além de António Sousa, membro do Executivo da Comissão de Autocaravanismo da FCMP.

Entre outros pontos foi analisada a “Discriminação (negativa) no estacionamento que afeta os autocaravanistas (portugueses e estrangeiros) em Portugal”. Sobre esta matéria leia-se o que se escreveu AQUI, AQUI e AQUI.

A importância desta Reunião de Trabalho, em Portugal, inclusive abordando um tema que preocupa os autocaravanistas em Portugal, mereceria uma informação detalhada e atempada. Dizemos, “mereceria” porque, efetivamente, não mereceu até agora. E, o mais surpreendente é que também não mereceu, este silêncio, que saiba, qualquer comentário de nenhuma associação inscrita na FCMP.

Assim, a exemplo do passado, tive, infelizmente mais uma vez, que recorrer a fonte de informação sita em Espanha (ver AQUI) para me manter informado.

O diagnóstico acerca da discriminação negativa do autocaravanismo está feito. O que não está feito é definir e programar as medidas que obstem à continuação desta discriminação. Aliás, a Associação Autocaravanista de Portugal – CPA, há que reconhecê-lo, tem vindo, progressivamente e mesmo com a influência limitada que tem, a combater a discriminação negativa como o comprova o êxito obtido, neste campo, em Vila Praia de Âncora.

Espera-se, pois, que os observadores da FCMP presentes na reunião da Comissão de Autocaravanismo da FICC tenham dado a conhecer propostas de ação que pudessem ser analisadas e votadas na reunião e, posteriormente, levadas à prática. Não revela, a fonte de informação espanhola se foi apresentada alguma proposta pela FCMP e tomada qualquer deliberação nesta matéria.

Este silêncio da Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal deve-se a quê?

O direito à informação…
…passa pela obrigação de informar.


(O autor, todas as Quintas-feiras, no Blogue do Papa Léguas Portugal, emite uma opinião sobre assuntos relacionados com o autocaravanismo (e não só) –  AQUI)

terça-feira, 13 de maio de 2014

Recordar… “Autocaravanismo "clandestino"”


O Autocaravanismo “clandestino”
 (Texto escrito em 21 de Janeiro de 2010)

O autocaravanismo, entendido como uma modalidade de turismo itinerante, em Portugal, está ser, lenta, mas cirurgicamente, aniquilado. Infelizmente, mas também, por culpa(1) de proprietários de autocaravanas.

Ao Blogue do Papa Léguas chegam diariamente muitas mensagens sobre os mais variados temas relacionados com autocaravanismo ou, simplesmente, relacionados com autocaravanas.

A todos, dentro da disponibilidade do autor do Blogue do Papa Léguas, se responde e, quando, na nossa opinião sempre falível, se considera de interesse, tem sido solicitada autorização para publicitar o que nos remetem, só identificando o autor se expressamente o mesmo nos autorizar.

Vem, agora, um nosso Companheiro, com sentido de humor apurado, dar-nos a conhecer uma “Caixa para Dormir” que, na opinião, também humorada, do autor do Blogue do Papa Léguas, pode contribuir para que as “perseguições” aos autocaravanistas não continuem.

Coloquem a “Caixa para Dormir” sobre um veículo, de preferência de carga, e já podem estacionar e pernoitar em qualquer lugar, não proibido pelo Código da Estrada, sem receio de que o confundam com uma autocaravana tradicional.

Trata-se, como o nome indica, de uma pequena caixa de 2m x 1,40m x 2,30m para dormir com conforto e segurança. Oferece momentos de sono tranquilo e descanso numa cidade, sem perda de tempo à procura de um hotel. Foi idealizada para estar presente em estações de trem, aeroportos, locais públicos centrais, entre outros locais onde possa haver aglomerações de pessoas exaustas. Em países com um clima temperado a Sleepbox poderá ser utilizada também nas ruas.

Graças à Sleepbox qualquer pessoa tem a oportunidade de passar a noite em segurança e de forma barata, em caso de emergência. O espaço móvel inclui uma cama e está equipado com um sistema de mudança automática de lençóis, sistema de ventilação, alerta sonoro, televisão LCD incorporada, WiFi, plataforma para um computador portátil e phones recarregáveis. (…)

(1) Entenda-se a palavra “culpa” como uma expressão irónica 


As fotografias abaixo são elucidativas.











(Todas as Terças-feiras, neste espaço (Papa Léguas Portugal), estarei a “RECORDAR…” e a transcrever alguns escritos antigos que assinalam um período importante (pelo menos para mim) dos meus pensamentos e forma de estar na vida.)

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Poesia de… Antero de Quental (I)



O PALÁCIO DA VENTURA

Sonho que sou um cavaleiro andante.
Por desertos, por sóis, por noite escura,
Paladino do amor, busco anelante
O palácio encantado da Ventura!

Mas já desmaio, exausto e vacilante,
Quebrada a espada já, rota a armadura...
E eis que súbito o avisto, fulgurante
Na sua pompa e aérea formosura!

Com grandes golpes bato à porta e brado:
Eu sou o Vagabundo, o Deserdado...
Abri-vos, portas de ouro, ante meus ais!

Abrem-se as portas d'ouro com fragor...
Mas dentro encontro só, cheio de dor,
Silêncio e escuridão - e nada mais!

(Antero de Quenta – 1842-1891)




Antero Tarquínio de Quental (Ponta Delgada, 18 de abril de 1842 — Ponta Delgada, 11 de setembro de 1891 ) foi um escritor e poeta português que teve um papel importante no movimento da Geração de 70.

Nascido na Ilha de São Miguel, Açores, filho do combatente liberal Fernando de Quental (Solar do Ramalho - do qual mandou tirar a pedra de armas da família -, 10 de maio de 1814 - Ponta Delgada, Matriz, 7 de março de 1873) e de sua mulher Ana Guilhermina da Maia (Setúbal, 16 de julho de 1811 - Lisboa, 28 de novembro de 1876), durante a sua vida, Antero de Quental dedicou-se à poesia, à filosofia e à política. Iniciou seus estudos na cidade natal, mudando para Coimbra aos 16 anos, ali estudando Direito e manifestando as primeiras ideias socialistas. Fundou em Coimbra a Sociedade do Raio, que pretendia renovar o país pela literatura.

Em 1861, publicou seus primeiros sonetos. Quatro anos depois, publicou as Odes Modernas, influenciadas pelo socialismo experimental de Proudhon, enaltecendo a revolução. Nesse mesmo ano iniciou a Questão Coimbrã, em que Antero e outros poetas foram atacados por Antônio Feliciano de Castilho, por instigarem a revolução intelectual. Como resposta, Antero publicou os opúsculos Bom Senso e Bom Gosto, carta ao Exmo. Sr. Antônio Feliciano de Castilho, e A Dignidade das Letras e as Literaturas Oficiais.

Ainda em 1866 foi viver em Lisboa, onde experimentou a vida de operário, trabalhando como tipógrafo, profissão que exerceu também em Paris, entre janeiro e fevereiro de 1867.

Em 1868 regressou a Lisboa, onde formou o Cenáculo, de que fizeram parte, entre outros, Eça de Queirós, Abílio de Guerra Junqueiro e Ramalho Ortigão.

Foi um dos fundadores do Partido Socialista Português.

Em 1869, fundou o jornal A República, com Oliveira Martins.

Em 1871, encontramos-lo a reunir-se em Lisboa com delegados da Associação Internacional dos Trabalhadores (AIT) para apresentar as ideias anarquistas

Ele, juntamente com José Fontana, em 1872, passou a editar a revista O Pensamento Social.

Colaborou igualmente em diversas outras publicações periódicas, nomeadamente: Branco e Negro (1896-1898), Contemporânea (1915-1926), A imprensa (1885-1891) e O Thalassa (1913-1915).

Em 1873 herdou uma quantia considerável de dinheiro, o que lhe permitiu viver dos rendimentos dessa fortuna. Em 1874, com tuberculose, descansou por um ano, mas em 1875, fez a reedição das Odes Modernas.

Em 1879 mudou-se para o Porto, e em 1886 publicou aquela que é considerada pelos críticos como sua melhor obra poética, Sonetos Completos, com características autobiográficas e simbolistas.

Em 1880, adoptou as duas filhas do seu amigo, Germano Meireles, que falecera em 1877. Em Setembro de 1881 foi, por razões de saúde e a conselho do seu médico, viver em Vila do Conde, onde fixou residência até Maio de 1891, com pequenos intervalos nos Açores e em Lisboa. O período em Vila do Conde foi considerado pelo poeta o melhor período da sua vida: "Aqui as praias são amplas e belas, e por elas me passeio ou me estendo ao sol com a voluptuosidade que só conhecem os poetas e os lagartos adoradores da luz."

Em 1886 foram publicados os Sonetos Completos, coligidos e prefaciados por Oliveira Martins. Entre março e outubro de 1887, permaneceu nos Açores, voltando depois a Vila do Conde. Devido a essa sua estadia, foi criada nesta cidade, em 1995, o "Centro de Estudos Anterianos"

Em 1890, devido à reacção nacional contra o ultimato inglês, de 11 de janeiro, aceitou presidir à Liga Patriótica do Norte, mas a existência da Liga foi efémera. Quando regressou a Lisboa, em maio de 1891, instalou-se em casa da irmã, Ana de Quental. Portador de Distúrbio Bipolar, nesse momento o seu estado de depressão era permanente. Após um mês, em junho de 1891, regressou a Ponta Delgada, suicidando-se no dia 11 de setembro de 1891, com um ou dois tiros, num banco de jardim junto ao Convento da Esperança, onde está na parede a palavra "Esperança", no Campo de São Francisco, cerca das 20.00 horas.

Os seus restos mortais encontram-se sepultados no Cemitério de São Joaquim, em Ponta Delgada.

Fonte: Wikipédia – A enciclopédia livre

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Passeio ao Minho Litoral




Autocaravanismo

PASSEIO AO MINHO LITORAL

53º Encontro CPA
Foto Reportagem


Encontro autocaravanista organizado pela Associação Autocaravanista de Portugal – CPA que decorreu entre os dias 30 de abril e 4 de maio de 2014, tendo como destinatários sócios e não sócios do CPA 

As fotos, cuja ordem corresponde à sequência do encontro, podem ser vistas AQUI.

Para ver as fotos em “tela inteira” não se esqueça de pressionar a tecla “F11”. Para voltar ao formato inicial prima de novo “F11”.



VISITAS
(Visitas efetuadas no decorrer deste evento)

1 - O Santuário de Santa Luzia Erica, também referido como Santuário do Monte de Santa Luzia, Basílica de Santa Luzia, Templo de Santa Luzia e Templo do Sagrado Coração de Jesus, localiza-se no alto do monte de Santa Luzia, na freguesia de Santa Maria Maior, na cidade, concelho e distrito de Viana do Castelo, em Portugal. Um dos "ex libris" da cidade, do seu sítio descortina-se uma vista ímpar da região, que concilia o mar, o rio Lima com o seu vale, e todo o complexo montanhoso envolvente, panorama considerado um dos melhores do mundo segundo a National Geographic.

2 - Ponte Eiffel- Além da Ponte Maria Pia, Eiffel projetou e construiu um grande número de pontes e viadutos nas linhas de caminho-de-ferro que na segunda metade do século XIX se construíram por todo o país.

Eiffel sempre considerou a ponte rodoferroviária de Viana do Castelo como uma das suas obras-primas. Esta ponte é uma das que ainda se encontra em funcionamento e foi recentemente reforçada para melhor adaptação às exigências do tráfego atual.

3 - Museu do Traje de Viana do Castelo- Bem no centro da cidade de Viana do Castelo, na zona histórica, em plena Praça da República, situa-se o edifício do antigo Banco de Portugal que, desde 1997 alberga o Museu do Traje que dá a conhecer a riqueza etnográfica dos trajes tradicionais de Viana.

Neste museu os visitantes podem ver a exposição permanente "A Lã e o Linho no Traje do Alto Minho", sendo igualmente possível acompanhar a evolução histórica do traje, origem, confeção e características únicas.

O espólio exposto no Museu do Traje, foi enriquecido a partir julho de 2011 e na sequência da criação da Fundação Eduardo Freitas, com a nova Sala do Ouro, onde estão em exposição permanente peças doadas pelo ourives vianense Manuel Freitas e agora visitáveis no cofre do Museu.

4 - O Centro de Remadores do Lima é uma escola de treino onde se têm formado campeões nacionais e olímpicos

5 - Monte Calvário- Este monte sobranceiro a Vila Praia de Âncora sempre atraiu pelo domínio que exerce sobre o Vale do Âncora e pela deslumbrante paisagem que proporciona.

Há muitos séculos que a presença humana por lá deixa vestígios, sejam as minas de água, escavadas em rocha viva, sejam os trilhos dos caçadores e outros recolectores, sejam os caminhos que ligavam várias freguesias como Vile, Moledo ou Azevedo ou tão só pela monumentalidade religiosa construída em honra e louvor do Senhor do Calvário ou da desaparecida e enigmática Capela de Bulhente.

6 - No Áqua museu de Vila Nova de Cerveira está exposta, em aquários com volumes entre 1200 e 5000 litros, a vida aquática dos biótopos mais característicos do rio Minho, dividida numa zona de nascente, zona intermédia e zona de estuário. Os visitantes farão um percurso que simulará a descida do rio Minho, desde a nascente até à foz. Numa zona exterior do edifício existe um lontrário, espécie ainda presente na bacia hidrográfica.

7 - A fortificação de Valença é originária do século XII, tendo sido remodelada em 1640. Foi construída com o objetivo de fazer face às lutas pela independência. Atualmente, a fortificação conserva quatro portas – de Santiago, ou do Sol, de Gaviarra, da Fonte da Vila e da Coroada – e doze baluartes, construídos em diferentes épocas, mas onde ainda é possível vislumbrar vestígios do tempo de D. Dinis.

O dispositivo defensivo é constituído por dois polígonos irregulares comunicando entre si por um passadiço que, do lado sul, entra livremente no Terreiro da Coroada, onde se aquartelava a guarnição, e, do lado oposto, passa por uma porta abobadada conhecida por Porta do Meio, a qual dá acesso ao polígono da vila. Nos terraços podemos observar velhas peças de artilharia. Foi considerada a mais importante fortificação do Alto Minho e uma das mais cruciais da Europa.

8 - A Feira das Antiguidades em Valença, com a participação de mais de 70 expositores, decorre sempre no primeiro domingo de cada mês, nas traseiras do edifício Lepanto, na Cidade Nova. Milhares de objetos, com destaque para os mais diversos móveis, postais, discos, moedas, notas, linhos, utensílios de casa e agrícolas vão proporcionar as delícias de colecionadores e simples curiosos pelas coisas antigas.


9 – Visita ao Museu do Bombeiro em Valença

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Campismo e Autocaravanismo no Relatório da FCMP



DISTINGUIR CAMPISMO DE AUTOCARAVANISMO


O Relatório de Atividades e Contas de 2013 da Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal (FCMP) já está disponível no Portal da Federação (ver AQUI).

A apreciação das Contas fica para os dirigentes das associações federadas, contudo, não quero deixar de transcrever um trecho do Parecer do Revisor Oficial de Contas (Leopoldo Alves & Associados) que se encontra nas páginas 47, 48 e 49 do Relatório de Atividades e Contas.

Em nossa opinião, as referidas demonstrações financeiras apresentam de forma verdadeira e apropriada, em todos os aspetos materialmente relevantes, a posição financeira da FEDERAÇÃO DE CAMPISMO E MONTANHISMO DE PORTUGAL, em 31 de Dezembro de 2013 e o resultado das suas operações no exercício findo naquela data, em conformidade com os princípios contabilisticos geralmente aceites em Portugal.

E não menos importante é a forma como termina a opinião do Revisor Oficial de Contas:

É também nossa opinião que a informação constante do Relatório de Actividades é concordante com as demonstrações financeiras do período

Já sobre o Relatório de Atividades vou tecer algumas considerações no que ao Autocaravanismo se refere.

Principio por chamar a atenção, muito veementemente, para a página 9 do Relatório, onde na alínea 1) se lê “Campismo e Autocaravanismo”. É de realçar que a Direção da Federação considerou (e a Assembleia Geral aprovou) que o Campismo e o Autocaravanismo são modalidades distintas, continuando desta forma a Direção da Federação, talvez não tão rapidamente quanto desejaríamos, a promover politicamente esta distinção.

No texto que dá corpo ao título é referida a criação da Comissão de Autocaravanismo da FCMP e, como trabalho realizado por esta, o acompanhamento com os municípios e particulares na feitura de Áreas de Serviços. Neste particular discordo que este deva ser o trabalho primeiro de uma Comissão de uma Federação, na medida em que as associações já vêm fazendo esse acompanhamento com os municípios e particulares, até porque há matérias que as associações têm dificuldade em promover, logo, essas sim, deve ser a FCMP, através da Comissão de Autocaravanismo, a dinamizá-las

Permito-me recordar (apenas algumas) das matérias que os então candidatos a responsáveis pela FCMP se comprometeram na área do autocaravanismo:

Dinamizar a aplicação da Declaração de Princípios da Plataforma de Unidade subscrita pela FCMP em 31 de Maio de 2010.

Criar um órgão de apoio e informação Turística, Cultural e Legislativa, aos Campistas, Autocaravanistas e Caravanistas que se deslocam para fora do país e aos mesmos Praticantes Estrangeiros que se desloquem a Portugal.

Sensibilizar e envolver todos os operadores para este mercado de Campistas, Autocaravanistas, Caravanistas e Montanheiros que em si mesmo promove o desenvolvimento turístico (ACAP, PRP, Gasolineiras, Poder Publico e Local, equipamentos, etc)

Uma intervenção prioritariamente voltada para as matérias exemplificadas atrás é que justificam a necessidade do trabalho de uma Federação apoiante e defensora do Autocaravanismo, porque tem a força que as associações de per si não têm. O autocaravanismo não precisa de uma Federação ou de uma Comissão de uma Federação que APENAS acompanhe os municípios e os particulares a implementar Áreas de Serviço. As associações, para esse trabalho, chegam e sobram!

Após um ano de mandato não se conhece que nestas e noutras matérias, que constam do Programa de Candidatura dos atuais responsáveis, se tenha promovido qualquer ação. Ou houve e o Relatório de Atividades é omisso.

Mas o Relatório é também omisso em relação a outras atividades, no âmbito do Autocaravanismo, como, por exemplo, a presença da FCMP nas reuniões da Comissão de Autocaravanismo da Federação Internacional de Campismo, Caravanismo e Autocaravanismo (FICC) e o porquê da importância dessa presença. Aliás, se é referido que a FCMP marcou presença em Acampamentos e Aniversários, porque não referir os outros eventos relacionados com o Autocaravanismo em que também marcou presença?

Por último um importante alerta: Nas 20 páginas do Relatório de Atividades não existe um capítulo sobre Comunicação, cada vez mais necessário, direi mesmo imprescindível, pois que

 O direito à informação…
…passa pela obrigação de informar.


Em qualquer caso, embora ignore se foram ou não respondidas as “Apenas 12 perguntas” que fiz (ver AQUI), o Relatório de Atividades tem a particularidade de politicamente distinguir Campismo de Autocaravanismo.

Com calma, com bons ou maus feitios, passo a passo, com segurança, iremos avançando na consolidação do autocaravanismo como modalidade relevante no seio da Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal e com futuro assegurado.


(O autor, todas as Quintas-feiras, no Blogue do Papa Léguas Portugal, emite uma opinião sobre assuntos relacionados com o autocaravanismo (e não só) –  AQUI)  

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Pedestrianismo e Autocaravanismo



Pedestrianismo e Autocaravanismo

Está a passar um pouco despercebida a “Reunião Ibérica de Percursos Pedestres” que vai ter lugar em Lisboa já no próximo fim-de-semana (dia 10 de Maio de 2014), um evento em que é anfitriã a Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal. (ver AQUI)

O Encontro pretende discutir e implementar estratégias de desenvolvimento de ligações pedestres entre Portugal e Espanha. Os trabalhos ir-se-ão centrar nas Grandes Rotas (GR), designadamente os traçados transeuropeus definidos pela European Ramblers Association (ERA), mas as Pequenas Rotas também estarão sobre a mesa.

A participação do autocaravanismo neste objetivo de desenvolvimento pode ser relevante (não só porque existem autocaravanistas que são pedestrianistas) como pelo apoio logístico que poderiam prestar, interrelacionando, assim, duas modalidades filiadas na mesma Federação.

O desenvolvimento desta notícia deveria ser partilhado por todas as filiadas na FCMP e constar, também, do Portal da Federação.

Se no próximo Domingo virem um Grupo Ibérico percorrendo “Lisboa Antiga” já sabem: São eles!

terça-feira, 6 de maio de 2014

Recordar… “Figuras da História”


FIGURAS DA HISTÓRIA
(Texto escrito em 18 de Janeiro de 2010)

Aprenda a história de algumas dezenas de personalidades famosas da História Mundial.

Aceda ao Painel “Discutindo a Divina Comédia com Dante” (AQUI) e passe com o cursor pelas figuras e, após fazer a sua opção, faça um duplo “clique” sobre a personalidade pela qual tiver optado.

Será redireccionado para uma página da “Wikipedia - A Enciclopédia Livre” permitindo-lhe obter informações sobre a personalidade escolhida.

Fascinante e educativo.

NOTA: Na página electrónica da “Wikipedia”, (na coluna da esquerda) pode escolher o idioma em que deseje ler a informação.


(Todas as Terças-feiras, neste espaço (Papa Léguas Portugal), estarei a “RECORDAR…” e a transcrever alguns escritos antigos que assinalam um período importante (pelo menos para mim) dos meus pensamentos e forma de estar na vida.)

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Minho - três apontamentos



Passeio ao Minho Litoral
Três apontamentos


Regressado de um “Passeio ao Minho Litoral” organizado pelo CPA (ver AQUI) considero que é relevante para o Movimento Autocaravanista de Portugal dar a conhecer três aspetos importantes que ocorreram.


1ª Situação

O CPA tem, desde pelo menos 2010, vindo a opor-se à Discriminação Negativa do Autocaravanismo, conforme consta da Declaração de Princípios (ver AQUI) que subscreveu com outras entidades (em que se contam a Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal e a Federação Internacional de Campismo, Caravanismo e Autocaravanismo) pelo que foi com orgulho que tomei conhecimento que em Vila Praia de Âncora a Câmara Municipal de Caminha retirou todos os sinais de trânsito que impediam o estacionamento de apenas autocaravanas e, simultaneamente, implementou uma área de Serviço para autocaravanas.


2ª Situação

Como é do conhecimento geral o CPA desde que foi criado é filiado na Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal, pelo que nada mais natural que ter convidado a Federação a fazer-se representar no “Passeio ao Minho Litoral”, convite que foi aceite e a que compareceu o Presidente da FCMP.

Tanto no almoço como no jantar de confraternização, que tiveram lugar respetivamente em Vila Praia de Âncora e Valença, o Presidente da Federação usou da palavra para considerar o CPA como a organização mais relevante no âmbito do autocaravanismo.


3ª Situação

O Vereador José Monte da Câmara Municipal de Valença comprometeu-se a implementar uma Área de Serviço no decorrer de 2014, anuncio que foi efusivamente aplaudido pelos autocaravanistas presentes.


É também através dos eventos lúdicos que o CPA organiza, não esquecendo os aspetos culturais, que também desenvolve os valores autocaravanistas e uma política que beneficia TODOS os autocaravanistas.

Indiscutivelmente o CPA defende e promove um verdadeiro serviço público.  

Poesia de… João de Deus


A VIDA

A vida é o dia de hoje,
a vida é ai que mal soa,
a vida é sombra que foge,
a vida é nuvem que voa;
a vida é sonho tão leve
que se desfaz como a neve
e como o fumo se esvai:
A vida dura um momento,
mais leve que o pensamento,
a vida leva-a o vento,
a vida é folha que cai!

A vida é flor na corrente,
a vida é sopro suave,
a vida é estrela cadente,
voa mais leve que a ave:
Nuvem que o vento nos ares,
onda que o vento nos mares
uma após outra lançou,
a vida – pena caída
da asa de ave ferida –
de vale em vale impelida,
a vida o vento a levou!


(João de Deus – 1830-1896)




João de Deus de Nogueira Ramos (São Bartolomeu de Messines, 8 de Março de 1830 — Lisboa, 11 de Janeiro de 1896), mais conhecido por João de Deus, foi um eminente poeta lírico, considerado à época o primeiro do seu tempo, e o proponente de um método de ensino da leitura, assente numa Cartilha Maternal por ele escrita, que teve grande aceitação popular, sendo ainda utilizado. Gozou de extraordinária popularidade, foi quase um culto, sendo ainda em vida objecto das mais variadas homenagens. Foi considerado o poeta do amor e encontra-se sepultado no Panteão Nacional da Igreja de Santa Engrácia, em Lisboa.

Fonte: Wikipédia – A enciclopédia livre