quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Países Bálticos (Capítulo 7 de 7)


Castro de Santa Trega

PAÍSES BÁLTICOS

Viagem turística (iniciada em Sintra a 30 de Maio e terminada também em Sintra a 18 de Julho de 2014) aos Países Bálticos (Estónia, Letónia e Lituânia) com (re) passagem e/ou (re) visita a algumas localidades Portuguesas, Espanholas, Francesas, Alemãs e Polacas.

Foram percorridos cerca de 13.500 quilómetros em que foram consumidos 1470 litros de gasóleo e despendido em toda a viagem pouco mais 3500 euros.

Por motivos técnicos as 2125 fotos são distribuídas por 7 capítulos distintos

As fotos que foram obtidas correspondem à sequência do decorrer da viagem, estão devidamente legendadas e referem todos os locais de pernoita.

Para ver as fotos em “tela inteira” prima a tecla “F11”. Para voltar ao formato inicial prima de novo “F11”.


Países Bálticos - Portugal
(Parte 7 de 7)

Para ver prima AQUI


Castro de Santa Trega

O Castro de Santa Trega é um castro e um sítio arqueológico que se encontra no contorno do monte de Santa Trega, no concelho da Guarda província de Pontevedra. Pertencente à cultura castreja e o mais emblemático e visitado dos castros galegos. Foi declarado Monumento Histórico Artístico Nacional em 19312 e também tem a consideração de Bem de Interesse Cultural.

O castro, segundo a tese mantida por de la Peña Santos, diretor das últimas campanhas de escavações arqueológicas na década de 1980, teve uma ocupação continuada entre o século I a.C., ao pouco de começar o processo de romanização da Galiza, e o século I d.C., e que a partir desse momento começou um lento processo de abandono, que bem pôde ter sido interrompido por reocupações esporádicas temporárias em época tardo-romana. Foram encontrados também petróglifos, em várias das pedras do monte, elaborados por volta de 2000 anos antes da ocupação do castro.

Situa-se no monte de Santa Trega, de 341 m de altitude, no extremo mais a Sudoeste da Galiza, no concelho da Guarda, num lugar privilegiado desde o que domina a desembocadura dorio Minho. O monte tem umas ladeiras muito pronunciadas, com um domínio visual do contorno que fez dele, possivelmente, um lugar estratégico destacado desde muito antes do levantamento do castro.

Seguindo os autores clássicos como Plínio o Velho, Pompônio Mela, Appiano, Ptolomeu… o extremo sudoeste da atual Galiza estaria povoado pela comunidade dos Grovii ou Gróvios, cuja cidade mais importante seria o Castellum Tyde o Tude, a atual Tui. Seguindo a teoria de Antonio de la Peña Santos:

Os castros galaicos não foram, pois, habitados por celtas no estrito sentido senão por galaicos só muito remotamente aparentados com o que se leva entendendo como culturas célticas continentais, com as quais talvez compartilhassem um fundo lingüístico comum dentro do grupo indo-europeu

Interpretando os achados arqueológicos tratar-se-ia de um povo com uma estrutura igualitária (construções de tamanhos semelhantes), com um caráter pacífico pouco belicoso (sistemas defensivos mais simbólicos que efetivos) e com uma economia agrária (proximidade às terras férteis, aproximadamente a 1 ou 2 km de distância), mas com certa capacidade aquisitiva e comercial (abundosos produtos forâneos).

Com o tempo e produto das reformas dos imperadores da dinastia Flaviana e a progressiva implantação do sistema romano de exploração, os habitantes do povoado começaram um lento abandono para assentar-se nas novas villae e vici, situadas nos vales e próximas às terras de maior valor produtivo.

Na mesma zona onde se levantou o povoado tem-se comprovada a presença humana cerca de 2000 anos atrás. Testemunhas desta presença são as gravuras rupestres que deixaram em várias localizações do posterior castro. Muitos destes petróglifos foram tapados pelas estruturas levantadas no momento da construção do castro.

Entre as diferentes representações que ainda hoje são perceptíveis, representações geométricas, destaca-se a conhecida como Laje Sagrada ou Laje do Mapa que, situada na parte alta do monte, está composta por várias espirais, círculos concêntricos e traços lineais mais ou menos paralelos. Os seus descobridores interpretaram que se tratava de um mapa da desembocadura do Minho, hipótese que carece de fundamento cientista. Próxima a esta, entre dois muros que a tapam parcialmente, encontra-se outra rocha com gravuras similares.

Estas gravuras não têm nenhuma relação com o castro, já que são produto de uma sociedade que se desenvolveu 2000 anos antes, na etapa final do neolítico galego.

Nos anos em que Ignácio Calvo escavou em Santa Trega (1914-1923), os achados destes trabalhos começam a ser expostos num local da Guarda, gérmen do museu que anos mais tarde se abriu na cima do monte.

Em 1943 a Sociedad Pro-Monte adquiriu um edifício na parte alta do monte que fora desenhado pelo arquiteto Antonio Palacios para uso como restaurante. A este edifício transladaram as peças encontradas nas escavações, as quais configuraram o atual museu, sendo inaugurado em 23 de Julho de 1953 com a presença dos arqueólogos assistentes ao III Congreso Nacional de Arqueoloxía.



terça-feira, 12 de agosto de 2014

A primeira colina de Lisboa (I)




LISBOA - A PRIMEIRA COLINA DE LISBOA

O roteiro promovido por “Conta-me histórias, Lisboa” (ver AQUI) consistiu numa visita guiada ao perímetro do Castelo de S. Jorge no dia 9 de Agosto de 2014.

O Roteiro iniciou-se no Chão da Feira (em frente à entrada do Palácio Belmonte) e terminou no Largo das Portas do Sol, percorrendo o Pátio de D. Fradique, a Rua dos Cegos, o Largo do Menino Deus, o Largo Rodrigues de Freitas, a Costa do Castelo, a Rua Milagre de Sto. António, o Largo dos Loios, a Rua das Damas, o Largo do Contador Mor e a Travessa de Santa Luzia.

As fotos foram obtidas sequencialmente no percurso e representam duas visões deste roteiro.

Para ver as fotos em “tela inteira” prima a tecla “F11”. Para voltar ao formato inicial prima de novo “F11”.


A primeira colina de Lisboa
(Parte 1 de 2)

Para ver as fotos prima AQUI



Castelo de S. Jorge

O Castelo de S. Jorge – Monumento Nacional integra a zona nobre da antiga cidadela medieval (alcáçova), constituída pelo castelo, os vestígios do antigo paço real e parte de uma área residencial para elites.

A fortificação, construída pelos muçulmanos em meados do século XI, era o último reduto de defesa para as elites que viviam na cidadela: o alcaide mouro, cujo palácio ficava nas proximidades, e as elites da administração da cidade, cujas casas são ainda hoje visíveis no Sítio Arqueológico.

Após a conquista de Lisboa, em 25 de Outubro de 1147, por D. Afonso Henriques, primeiro rei de Portugal, até ao início do século XVI, o Castelo de S. Jorge conheceu o seu período áureo enquanto espaço cortesão. Os antigos edifícios de época islâmica foram adaptados e ampliados para acolher o Rei, a Corte, o Bispo e instalar o arquivo real numa das torres do castelo. Transformado em paço real pelos reis de Portugal no século XIII, o Castelo de S. Jorge foi o local escolhido para se receberem personagens ilustres nacionais e estrangeiras, para se realizarem festas e aclamarem-se Reis ao longo dos séculos XIV, XV e XVI.

Com a integração de Portugal na Coroa de Espanha, em 1580, o Castelo de S. Jorge adquire um carácter funcional mais militar, que se manterá até ao início do século XX. Os espaços são reconvertidos, outros novos surgem. Mas, é sobretudo após o terramoto de Lisboa de 1755 que se dita uma renovação mais substantiva com o aparecimento de muitas construções novas que vão escondendo as ruínas mais antigas. No século XIX, toda a área do monumento nacional está ocupada por quartéis.

Com as grandes obras de restauro de 1938-40, redescobre-se o castelo e os vestígios do antigo paço real. No meio das demolições então levadas a cabo, as antigas construções são resgatadas. O castelo readquire a sua imponência de outrora e é devolvido ao usufruto dos cidadãos.

Já no final do século XX, as investigações arqueológicas promovidas em várias zonas contribuíram, de forma singular, para constatar a antiguidade da ocupação no topo da colina e confirmar o inestimável valor histórico que fundamentou a classificação do Castelo de S. Jorge como Monumento Nacional, por Decreto Régio de 1910.




segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Poesia de… Fernando Pessoa (II)


Mar Português

     Ó mar salgado, quanto do teu sal
     São lágrimas de Portugal!
     Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
     Quantos filhos em vão rezaram!
     Quantas noivas ficaram por casar
     Para que fosses nosso, ó mar!

     Valeu a pena? Tudo vale a pena
     Se a alma não é pequena.
     Quem quer passar além do Bojador
     Tem que passar além da dor.
     Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
     Mas nele é que espelhou o céu.

(Fernando Pessoa – 1888-1935)




Considera-se que a grande criação estética de Fernando Pessoa foi a invenção heteronímica que atravessa toda a sua obra. Os heterónimos, diferentemente dos pseudónimos, são personalidades poéticas completas: identidades que, em princípio falsas, se tornam verdadeiras através da sua manifestação artística própria e diversa do autor original. Entre os heterónimos, o próprio Fernando Pessoa passou a ser chamado ortónimo, porquanto era a personalidade original. Entretanto, com o amadurecimento de cada uma das outras personalidades, o próprio ortónimo tornou-se apenas mais um heterónimo entre os outros. Os três heterónimos mais conhecidos (e também aqueles com maior obra poética) foram Álvaro de Campos, Ricardo Reis e Alberto Caeiro. Um quarto heterónimo de grande importância na obra de Pessoa é Bernardo Soares, autor do Livro do Desassossego, importante obra literária do século XX. Bernardo é considerado um semi-heterónimo por ter muitas semelhanças com Fernando Pessoa e não possuir uma personalidade muito característica, ao contrário dos três primeiros, que possuem até mesmo data de nascimento e morte (excepção para Ricardo Reis, que não possui data de falecimento). Por essa razão, José Saramago, laureado com o Prémio Nobel, escreveu o livro O ano da morte de Ricardo Reis.

Através dos heterónimos, Pessoa conduziu uma profunda reflexão sobre a relação entre verdade, existência e identidade. Este último fator possui grande notabilidade na famosa misteriosidade do poeta.

“Com uma tal falta de gente coexistível, como há hoje, que pode um homem de sensibilidade fazer senão inventar os seus amigos, ou quando menos, os seus companheiros de espírito?”


Diversos estudiosos de Pessoa procuraram enumerar seus pseudónimos, heterónimos, semi-heterónimos, personagens fictícias e poetas mediúnicos. Em 1966 a portuguesa Teresa Rita Lopes fez um primeiro levantamento, com 18 nomes. Antonio Pina Coelho, também português, elevou em seguida a relação para 21. A mesma Teresa Rita Lopes apresentou um levantamento mais detalhado em 1990, chegando a 72 nomes. Em 2009 o holandês Michaël Stoker chegou a 83 heterónimos. Mais recentemente, o brasileiro José Paulo Cavalcanti Filho, utilizando critério mais amplo, apresentou uma lista com 127 nomes.

Fonte: Wikipédia – A enciclopédia livre

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Países Bálticos (Capítulo 6 de 7)


Caen


PAÍSES BÁLTICOS

Viagem turística (iniciada em Sintra a 30 de Maio e terminada também em Sintra a 18 de Julho de 2014) aos Países Bálticos (Estónia, Letónia e Lituânia) com (re) passagem e/ou (re) visita a algumas localidades Portuguesas, Espanholas, Francesas, Alemãs e Polacas.

Foram percorridos cerca de 13.500 quilómetros em que foram consumidos 1470 litros de gasóleo e despendido em toda a viagem pouco mais 3500 euros.

Por motivos técnicos as 2125 fotos são distribuídas por 7 capítulos distintos

As fotos que foram obtidas correspondem à sequência do decorrer da viagem, estão devidamente legendadas e referem todos os locais de pernoita.

Para ver as fotos em “tela inteira” prima a tecla “F11”. Para voltar ao formato inicial prima de novo “F11”.


Países Bálticos - Portugal
(Parte 6 de 7)

Para ver prima AQUI


Caen

Caen (pronúncia AFI: /kɑ̃/) é uma comuna francesa na região administrativa da Baixa-Normandia, no departamento Calvados. Estende-se por uma área de 25,7 km². Em 2010 a comuna tinha 108 954 habitantes (densidade: 4 239,5 hab./km²).1 391 hab/km².

Caen é bastante conhecida por suas construções erguidas durante o reinado de Guilherme o Conquistador (Guillaume le Conquérant), onde o mesmo está enterrado, e também devido às batalhas da Segunda Guerra Mundial (tomada de Caen, desembarque da Normandia), as quais deixaram a cidade praticamente destruída.

Seus habitantes se chamam Caennais.

As construções mais antigas de Caen são principalmente igrejas.

A Igreja Saint-Pierre (São Pedro) se localiza no ponto central da cidade, em frente ao castelo. A torre foi levantada em 1308, a ala da direita em 1410 e a ala da esquerda logo depois e o grande portal em 1384. Essa igreja está passando por uma limpeza externa devido aos danos das bombas na Segunda Guerra Mundial.

O memorial de Caen é um museu dedicado principalmente à história da Segunda Guerra Mundial (mas também contém informações de guerras subsequentes, como a Guerra Fria), a ideia de sua construção veio de Maria Girault em 1969.

O desembarque aliado, a destruição de Caen bombardeada em julho de 1944 e o sofrimento da população inspiraram esse museu, o qual aumentou em 2002 com a abertura de uma nova ala dedicada principalmente à cultura da paz e à Guerra Fria. Os percursos no museu permitem cobrir os anos de 1918 até 1989, do Tratado de Versalhes à queda do muro de Berlim.


Fonte: Wikipédia – A Enciclopédia Livre

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Opinião suspensa



OPINIÃO DAS QUINTAS-FEIRAS


A rubrica “Opinião das Quintas-feiras” fica suspensa até, pelo menos, ao próximo dia 23 de Outubro.

Motivos de natureza privada reduzem substancialmente a disponibilidade do tempo necessário imprescindível a um mínimo de reflexão sobre os temas que abordo.

Apenas a rubrica “Poesia” se manterá com caracter periódico e algumas Fotorreportagens serão disponibilizadas ocasionalmente.

Também, pelo mesmo motivo, as minhas intervenções nas redes sociais são suspensas.

Até breve!


(O autor, todas as Quintas-feiras, no Blogue do Papa Léguas Portugal, emite uma opinião sobre assuntos relacionados com o autocaravanismo (e não só) –  AQUI)


quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Países Bálticos (Capítulo 5 de 7)

Amiens


PAÍSES BÁLTICOS

Viagem turística (iniciada em Sintra a 30 de Maio e terminada também em Sintra a 18 de Julho de 2014) aos Países Bálticos (Estónia, Letónia e Lituânia) com (re) passagem e/ou (re) visita a algumas localidades Portuguesas, Espanholas, Francesas, Alemãs e Polacas.

Foram percorridos cerca de 13.500 quilómetros em que foram consumidos 1470 litros de gasóleo e despendido em toda a viagem pouco mais 3500 euros.

Por motivos técnicos as 2125 fotos são distribuídas por 7 capítulos distintos

As fotos que foram obtidas correspondem à sequência do decorrer da viagem, estão devidamente legendadas e referem todos os locais de pernoita.

Para ver as fotos em “tela inteira” prima a tecla “F11”. Para voltar ao formato inicial prima de novo “F11”.


Países Bálticos - Portugal
(Parte 5 de 7)

Para ver prima AQUI


Amiens

Amiens é uma cidade no norte da França, localizada a 120 km ao norte de Paris. Ela é a capital do Departamento de Somme e da Região da Picardia. Ela era chamada de Samarobriva durante o período romano.

Amiens possuía 135.501 habitantes no censo de 1999 e densidade demográfica de 2,740 habitantes/km².
A Catedral de Nossa Senhora de Amiens (La Cathédrale de Notre Dame d'Amiens é a mais alta igreja gótica do século XIII e a maior da França deste tipo. Após um incêndio ter destruído a antiga catedral, a nova nave foi construída entre 1220 e 1247.

Amiens é também conhecida pelos hortillons, jardins nos pântanos localizados ao longo do Rio Somme.
Lá nasceu o criador do jogo matemático Torre de Hanoi, Edouard Lucas, e onde faleceu o famoso escritor Júlio Verne.

Curiosidades sobre a cidade:

Em 1802 foi firmada a Paz de Amiens, entre Inglaterra e França

Durante a Segunda Guerra Mundial, a prisão de Amiens foi bombardeada pela RAF (Royal Air Force - a Força Aérea Britânica), na chamada "Operação Jericó", pois descobriu-se que os alemães pretendiam executar mais de 100 prisioneiros que faziam parte da Resistência Francesa. O objetivo da operação britânica era abrir fendas nos muros para que eles pudessem fugir, antes da invasão da Normandia. Dos 717 presos, 102 morreram, 94 ficaram feridos, 258 escaparam, entre eles 79 membros da resistência.

Em Amiens foi realizado o primeiro transplante de rosto do mundo, no ano de 2005. A paciente foi a francesa Isabelle Dinoire, 38 anos, que teve o rosto desfigurado por seu cachorro da raça labrador.

No ano de 2006, o dramaturgo francês Norbert Abourdaham, então com 57 anos, "trancou-se" em uma das jaulas do zoológico da cidade para "buscar inspiração" para uma de suas peças de teatro, conforme noticiaram os jornais, na época.

Fonte: Wikipédia – A Enciclopédia Livre


terça-feira, 5 de agosto de 2014

Recordar… “CPA e CCL no bom caminho”



CPA e CCL no bom caminho
(Texto escrito em 06 de Maio de 2012)


No dia 5 de Maio de 2012 o Clube Português de Autocaravanas /CPA) e o Clube Campismo de Lisboa (CCL) assinaram um protocolo de cooperação.

Não foi um protocolo qualquer. Estamos perante um protocolo com um alcance extraordinariamente profundo que se consubstancia na Clausula segunda desse texto:

Cada um dos outorgantes concede aos Associados do outro Outorgante, portadores de cartão de associado devidamente atualizado, pela utilização dos meios de lazer ou outros de que disponha para utilização dos respetivos associados, bem como para a inscrição e participação nos eventos que realize, os mesmos direitos e obrigações estabelecidos para os seus próprios associados.”

Mas o alcance deste protocolo não se fica pela Clausula segunda.

Este protocolo é assinado entre um dos maiores (senão o maior) Clube essencialmente vocacionado para o campismo e o maior Clube essencialmente vocacionado para o autocaravanismo e a elevada diferença do número de sócios entre estas duas associações não constituiu um óbice ao acordo firmado.

Mas a análise pode ir mais longe se constatarmos que nem o CPA (Clube essencialmente vocacionado para o autocaravanismo) deixa de considerar o campismo como uma modalidade em que também intervém, nem o CCL (Clube essencialmente vocacionado para o campismo) relega a atividade autocaravanista como uma modalidade de turismo itinerante como, aliás, o provam as já duas Áreas de Serviço em cuja implementação e inauguração participou, promoveu e organizou.

O CPA e o CCL estão no bom caminho.


(Todas as Terças-feiras, neste espaço (Papa Léguas Portugal), estarei a “RECORDAR…” e a transcrever alguns escritos antigos que assinalam um período importante (pelo menos para mim) dos meus pensamentos e forma de estar na vida.)

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Poesia de… Fernando Pessoa (I)


O Infante

Deus quer, o homem sonha, a obra nasce.
Deus quis que a terra fosse toda uma,
Que o mar unisse, já não separasse.
Sagrou-te, e foste desvendando a espuma,

E a orla branca foi de ilha em continente,
Clareou, correndo, até ao fim do mundo,
E viu-se a terra inteira, de repente,
Surgir, redonda, do azul profundo.

Quem te sagrou criou-te português.
Do mar e nós em ti nos deu sinal.
Cumpriu-se o Mar, e o Império se desfez.
Senhor, falta cumprir-se Portugal!

(Fernando Pessoa – 1888-1935)





Fernando António Nogueira Pessoa (Lisboa, 13 de Junho de 1888 — Lisboa, 30 de Novembro de 1935), mais conhecido como Fernando Pessoa, foi um poeta, filósofo e escritor português.

Fernando Pessoa é o mais universal poeta português. Por ter sido educado na África do Sul, numa escola católica irlandesa, chegou a ter maior familiaridade com o idioma inglês do que com o português ao escrever seus primeiros poemas nesse idioma. O crítico literário Harold Bloom considerou Pessoa como "Whitman renascido", e o incluiu no seu cânone entre os 26 melhores escritores da civilização ocidental, não apenas da literatura portuguesa mas também da inglesa.

Das quatro obras que publicou em vida, três são na língua inglesa. Fernando Pessoa traduziu várias obras em inglês (e.g., de Shakespeare e Edgar Poe) para o português, e obras portuguesas (nomeadamente de António Botto e Almada Negreiros) para o inglês.

Enquanto poeta, escreveu sob múltiplas personalidades – heterónimos, como Ricardo Reis, Álvaro de Campos e Alberto Caeiro –, sendo estes últimos objeto da maior parte dos estudos sobre a sua vida e obra. Robert Hass, poeta americano, diz: "outros modernistas como Yeats, Pound, Elliot inventaram máscaras pelas quais falavam ocasionalmente... Pessoa inventava poetas inteiros."
  
Fonte: Wikipédia – A enciclopédia livre

sábado, 2 de agosto de 2014

A questão Palestina




PALESTINA - ISRAEL


CONVIDO-VOS A DISPOREM DE 35 MINUTOS DO VOSSO TEMPO
E
ASSISTIREM AO VÍDEO





sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Países Bálticos (Capítulo 4 de 7)

Vilnius


PAÍSES BÁLTICOS

Viagem turística (iniciada em Sintra a 30 de Maio e terminada também em Sintra a 18 de Julho de 2014) aos Países Bálticos (Estónia, Letónia e Lituânia) com (re) passagem e/ou (re) visita a algumas localidades Portuguesas, Espanholas, Francesas, Alemãs e Polacas.

Foram percorridos cerca de 13.500 quilómetros em que foram consumidos 1470 litros de gasóleo e despendido em toda a viagem pouco mais 3500 euros.

Por motivos técnicos as 2125 fotos são distribuídas por 7 capítulos distintos

As fotos que foram obtidas correspondem à sequência do decorrer da viagem, estão devidamente legendadas e referem todos os locais de pernoita.

Para ver as fotos em “tela inteira” prima a tecla “F11”. Para voltar ao formato inicial prima de novo “F11”.


Países Bálticos
(Parte 4 de 7)

Para ver prima AQUI


Vilnius

Vilnius, Vílnius ou Vilna é a capital da República da Lituânia. É a cidade mais populosa do país, com cerca de 600 mil habitantes.

Sendo uma cidade multicultural, Vilnius é conhecida por diversos nomes em diferentes línguas. A cidade é conhecida em polaco como Wilno, em bielorrusso como Vilnia, em alemão como Wilna e em letão como Viļņa. Uma antiga denominação em russo é Vilna/Vilno, embora Vil'njus é atualmente mais habitualmente usada. Os nomes Wilno e Vilna também foram usados em publicações mais antigas em várias línguas, incluído o português.

Alguns historiadores identificam a cidade Vilnus com Voruta, a lendária capital de Mindaugas, que foi coroado rei da Lituânia em 1253. A cidade foi mencionada pela primeira vez em escritos de 1323, nas cartas do Grão-duque Gediminas, que foram enviadas a cidades alemãs e convidavam judeus e alemães para se estabelecerem na cidade. Em 1387 a cidade recebeu de Jogaila, um dos sucessores de Gediminas, os Direitos de Magdeburgo.

Entre 1503 e 1522 a cidade foi cercada por muralhas, que tinham nove pórticos e três torres. Vilnius atingiu o pico do seu desenvolvimento sob o reinado de Segismundo II Augusto, que estabeleceu sua corte ali em 1544. Nos séculos seguintes, a cidade cresceu e se desenvolveu, em parte devido à criação de sua universidade pelo rei Stefan Batory em 1579. A universidade logo tornou-se um dos mais importantes centros científicos e culturais da região, e o mais notável centro científico da Comunidade Polaco-Lituana. Atividades políticas, econômicas e sociais se desenvolviam na cidade. Em 1769 foi fundado o cemitério de Rasos, um dos mais antigos da cidade.

Durante o rápido crescimento de Vilnius, a cidade se abriu à imigração e também a migrantes de vários pontos do Grão-Ducado da Lituânia. Durante a Guerra Russo-Polonesa (1654-1667) a cidade esteve sob ocupação russa por vários anos. Neste período foi pilhada e incendiada, e sua população massacrada. Depois de um período de estagnação, atingiu os 200 mil habitantes no início do século XIX, tornando-a a maior do norte da Europa.

Em 1795, a cidade foi anexada pela Rússia. Durante a ocupação russa a cidade foi destruída e, por volta de 1805, apenas um dos pórticos da muralha ainda resistia. A cidade foi sitiada por Napoleão Bonaparte em 1812 durante a Campanha da Rússia.

Após o Levante de Novembro, em 1831, a universidade foi fechada e a repressão russa interrompeu o desenvolvimento da cidade. Durante o Levante de Janeiro em 1863 uma luta intensa ocorreu na cidade, mas foi brutalmente reprimida por Mikhail Muravyov, apelidado pela população de "o enforcador". Depois deste levante, o uso das línguas polonesa e lituana foi banido.

Durante a Primeira Guerra Mundial a cidade, como o resto da Lituânia, foi ocupada por tropas alemãs entre 1915 e 1918. O "Ato de Restauração da Independência da Lituânia" foi proclamado a 16 de Fevereiro de 1918. Depois da retirada alemã, batalhões de lituanos foram formados para resistir à ocupação russa. Vilnius mudou de mãos diversas vezes: durante certo tempo, esteve nas mãos de forças de auto-defesa polonesas que resistiram aos bolcheviques. Depois, retornou ao controle do exército polonês, para logo cair em mãos dos soviéticos. Logo após a batalha de Varsóvia, em 1920, o Exército Vermelho, em retirada, devolveu a cidade ao controle lituano, assinando um tratado de paz em 12 de julho de 1920.

A Polônia também reconheceu a cidade como parte da Lituânia através do Tratado de Suwalki, assinado a7 de outubro do mesmo ano. Entretanto, no dia 9 do mesmo mês, o Exército polonês sob o comando do general Lucjan Żeligowski rompeu o tratado e sitiou a cidade, proclamando-a um estado separado, a República da Lituânia Central (Vidurio Lietuvos Respublika). A 20 de fevereiro de 1922, toda a região foi anexada à Polônia, tendo Vilnius como capital do voivodato de Wilno. O governo lituano deslocou-se provisoriamente para Kaunas, afirmando que a Polônia ilegalmente anexara parte de seu território. As relações diplomáticas entre os dois países permaneceram cortadas até 1938. Durante este período, a maioria de sua população era composta por poloneses e judeus, sendo os lituanos apenas 0,8% dos habitantes.

Sob o domínio polonês, a cidade retomou seu desenvolvimento. A universidade foi reaberta e sua infraestrutura foi bastante melhorada. Por volta de 1931 a cidade tinha 195 mil habitantes, tornando-a a quinta da Polônia. Entretanto, muitos lituanos contestam este cenário de desenvolvimento, ao afirmar que o padrão de vida em Vilnius na época era muito inferior ao de outras regiões lituanas no mesmo período.

Em 19 de setembro de 1939, como consequência do Pacto Ribbentrop-Molotov, Vilnius foi sitiada e anexada pela União Soviética. A 10 de outubro do mesmo ano, após um ultimato soviético, o governo lituano aceitou a presença de bases militares soviéticas em vários pontos do país em troca da devolução da cidade à Lituânia. Apesar da mudança da capital lituana de Kaunas para Vilnius ter se iniciado logo em seguida, o país foi ocupado em Junho de 1940 por tropas soviéticas, antes que este processo fosse concluído. A Lituânia tornou-se uma república soviética, e cerca de 40 mil de seus habitantes foram presos e deportados para gulags no extremo leste da URSS.

Em Junho de 1941 a cidade foi sitiada pelos alemães. Dois guetos foram estabelecidos no centro da cidade, o menor deles foi liquidado em outubro do mesmo ano e o maior em 1943. Um levante neste último foi sufocado em 1 de setembro de 1943. Cerca de 95% dos 265 mil judeus lituanos foi morta pelas unidades alemãs.

Em julho de 1944 Vilnius foi retomada pelas tropas soviéticas, tornando-se novamente capital da República Socialista Soviética da Lituânia. Com o fim da Segunda Guerra Mundial um grande número de poloneses foi expulso de toda a Lituânia, incluindo Vilnius, e enviado para os novos territórios poloneses. A migração de lituanos para a cidade mudou seu perfil demográfico.

A Cadeia Báltica, que ocorreu em 23 de Agosto de 1989 nos três países bálticos, chamou a atenção do mundo para o desejo de retomar as independências perdidas, e teve um dos seus extremos em Vilnius. A 11 de março de 1990, o Conselho Supremo da República Socialista Soviética da Lituânia anunciou sua independência da URSS e a restauração da República da Lituânia como país independente. Os soviéticos responderam a 9 de janeiro de 1991 com o envio de tropas. A 13 de janeiro do mesmo ano, 14 civis foram mortos e mais de 700 severamente feridos. A URSS finalmente reconheceu a independência lituana em agosto de 1991. A partir daí, a cidade rapidamente transformou-se, buscando apagar seu passado soviético e tornar-se uma moderna capital da Europa. Muitos de seus antigos edifícios foram renovados, e um novo centro comercial e de negócios foi criado ao norte do rio Neris. A Torre Europa, de 129 metros de altura, faz parte deste projeto de renovação.

Em 2009 Vilnius foi, conjuntamente com Linz, a Capital Europeia da Cultura.

Fonte: Wikipédia – A Enciclopédia Livre