domingo, 20 de abril de 2014

Páscoa



PÁSCOA

Páscoa (do hebraico Pessach), significando passagem através do grego Πάσχα é um evento religioso cristão, normalmente considerado pelas igrejas ligadas a esta corrente religiosa como a maior e a mais importante festa do Cristianismo. Na Páscoa os cristãos celebram a Ressurreição de Jesus Cristo depois da sua morte por crucificação que teria ocorrido nesta época do ano em 30 ou 33 dC. A Páscoa pode cair em uma data, entre 22 de março e 25 de abril. O termo pode referir-se também ao período do ano canônico que dura cerca de dois meses, desde o domingo de Páscoa até ao Pentecostes.

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Os eventos da Páscoa teriam ocorrido durante o Pesa, data em que os judeus comemoram a libertação e fuga de seu povo escravizado no Egito

A palavra Páscoa advém, exatamente do nome em hebraico da festa judaica à qual a Páscoa cristã está intimamente ligada, não só pelo sentido simbólico de “passagem”, comum às celebrações pagãs (passagem do inverno para a primavera) e judaicas (da escravatura no Egito para a liberdade na Terra prometida), mas também pela posição da Páscoa no calendário, segundo os cálculos que se indicam a seguir.

No português, como em muitas outras línguas, a palavra Páscoa origina-se do hebraico Pesah. Os espanhóis chamam a festa de Pascua, os italianos de Pasqua , os franceses de Pâques, e também em outras línguas que provavelmente não saiu do hebraico: latim Pascha, azerbaijano Pasxa, basco Pazko, catalão é Pasqua, crioulo haitiano Pak, dinamarquês Påske, Pasko em esperanto, galês Pasg, Pasen em holandês, indonésio Paskah, Páskar em islandês, Paskah em malaio, em norueguês påske, Paști em romeno, Pasaka em suaíle, påsk em sueco e Paskalya em turco.

Os termos "Easter" (Ishtar) e "Ostern" (em inglês e alemão, respectivamente) parecem não ter qualquer relação etimológica com o Pessach (Páscoa). As hipóteses mais aceitas relacionam os termos com Eostremonat, nome de um antigo mês germânico, ou de Eostre, uma deusa germânica relacionada com a primavera que era homenageada todos os anos, no mês de Eostremonat, de acordo com o Venerável Beda, historiador inglês do século VII. Porém, é importante mencionar que Ishtar é cognata de Inanna e Astarte (Mitologia Suméria e Mitologia Fenícia), ambas ligadas a fertilidade, das quais provavelmente o mito de "Ostern", e consequentemente a Páscoa (direta e indiretamente), tiveram notórias influências.

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Páscoa judaica

Segundo a Bíblia (Livro do Êxodo), Deus mandou 10 pragas sobre o Egito. Na última delas (Êxodo cap 12), disse Moisés que todos os primogênitos seriam exterminados (com a passagem do anjo por sobre suas casas), mas aqueles (Israelitas ou Egípcios) que seguissem suas instruções seriam poupados. Para isso, deveria sacrificar um cordeiro, passar o sangue do cordeiro sobre as ombreiras das portas de suas casas e não deveriam sair de suas casas, assim, o anjo passaria por elas sem ferir seus primogênitos. Todos os demais primogênitos do Egito foram mortos, do filho do Faraó aos filhos dos prisioneiros. Isso causou intenso clamor dentre o povo egípcio, que culminou com a decisão do Faraó de libertar o povo de Israel, dando início ao Êxodo de Israel para a Terra Prometida.

A Bíblia judaica institui a celebração do Pessach em Êxodo 12, 14: Conservareis a memória daquele dia, celebrando-o como uma festa em honra de Adonai: Fareis isto de geração em geração, pois é uma instituição perpétua.

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Páscoa Cristã

Celebra a ressurreição de Jesus Cristo. Depois de morrer na cruz, seu corpo foi colocado em um sepulcro, onde ali permaneceu por três dias, até sua ressurreição.

Muitos costumes ligados ao período pascal originam-se dos festivais pagãos da primavera. Outros vêm da celebração do Pessach, ou Passover, a Páscoa judaica, que é uma das mais importantes festas do calendário judaico, celebrada por 8 dias e onde é comemorado o êxodo dos israelitas do Egito, da escravidão para a liberdade. Um ritual de passagem, assim como a "passagem" de Cristo, da morte para a vida.

A última ceia partilhada por Jesus Cristo e seus discípulos é narrada nos Evangelhos e é considerada, geralmente, um “sêder do pesach” – a refeição ritual que acompanha a festividade judaica, se nos ativermos à cronologia proposta pelos Evangelhos sinópticos. O Evangelho de João propõe uma cronologia distinta, ao situar a morte de Cristo por altura da hecatombe dos cordeiros do Pessach. Assim, a última ceia da qual participou Jesus Cristo (segundo o Evangelho de Lucas 22:16) teria ocorrido um pouco antes desta mesma festividade.

Fonte: Wikipédia – A enciclopédia livre

sábado, 19 de abril de 2014

ANMP e ANAFRE não querem dialogar?


Teimosia, desconhecimento ou incapacidade ?


Tenho vindo a defender que não se justifica a existência de legislação (Leis ou Decretos-Leis) para enquadrar o autocaravanismo por várias ordens de razão, nomeadamente porque já existe legislação que baste e porque tenho consciência que uma Lei sobre Autocaravanismo não se iria debruçar exclusivamente sobre os desejos dos autocaravanistas, mas consideraria que outros interesses instalados e de elevado poder económico iriam ser equacionados.

Nunca, no entanto, afirmei que não deveria existir regulamentação, ao nível de posturas municipais, tão uniformes quanto as características de cada concelho o permitissem e que obviassem à discriminação negativa das autocaravanas. Neste sentido tenho vindo a concordar com uma intervenção junto da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) e da Associação Nacional de Freguesias (ANAFRE) com o objetivo de advogar a causa do autocaravanismo enquadrada na não discriminação negativa e permitir que estas duas associações possam, junto das Câmaras Municipais e das Juntas de Freguesia, sugerir procedimentos.

Essa intervenção e contacto não me consta que até agora tenha sido conseguido, não obstante saber das diversas diligências que algumas instituições têm desenvolvido nesse sentido.

Mas, não me permito ficar pelas generalidades e aponto no sentido de serem, em cada Concelho, com as adaptações que se justifiquem, devido às características de cada um, aprovadas posturas municipais que contemplem o seguinte:

O direito dos autocaravanistas de estacionarem em toda a área do município ser reconhecido de acordo com as regras de trânsito, sem prejuízo do cumprimento das disposições dessas regras para as vias urbanas e do regime jurídico para áreas naturais, áreas florestais protegidas, terras classificadas como terrenos não urbanizados para a proteção especial para o planeamento urbano, áreas de domínio público e, geralmente, qualquer outra área especialmente protegido por legislação sectorial que estejam localizadas dentro do município.

Sem prejuízo do disposto no parágrafo anterior, o município poderá dispor de áreas de estacionamento exclusivo para as autocaravanas, que só podem ser ocupados por veículos desse tipo, dedicados a viagens, turismo e campismo. 

Sem prejuízo do cumprimento das disposições legais do Código da Estrada, sobre trânsito e tráfego de veículos, os motoristas de autocaravanas podem estacionar nas mesmas condições e com as mesmas limitações como qualquer outro veículo, desde que a autocaravana não constitua obstáculo ao movimento ou constituir um risco para os outros utentes da estrada, especialmente cuidando da colocação do veículo e impedi-lo de se mover na ausência do condutor. 

A título meramente indicativo e geral, uma autocaravana considera-se estacionada como qualquer outro veículo desde que enquadrado em qualquer das seguintes classificações: 

 - Apenas em contato com o solo através das rodas ou cunhas de nivelamento, favorecendo à noite o descanso dos ocupantes, e não com pés estabilizadores ou qualquer outro dispositivo manual ou mecânico. 

- Não ocupar mais espaço do que a autocaravana em movimento, ou seja, sem janelas projetáveis abertas que podem invadir mais espaço ou implantação de cadeiras, mesas, toldos estendidos ou outros bens para além do perímetro exterior da autocaravana .

- Qualquer emissão de qualquer tipo de fluido ou de contaminantes não pode ocorrer, salvo as que resultem das características do motor de combustão através do tubo de escape e ainda não realizados comportamentos anti sociais ou insalubres, tais como o esvaziamento de água na rua, como a seguir é referido. 

- Não emitir poluição sonora para o local em que se encontrem ou para outros usuários da área do local de estacionamento, como, por exemplo, através da utilização de um gerador próprio, perturbando o descanso em horário sob leis municipais ou outras normas aplicáveis. 

- Não ser relevante que os ocupantes permanecem no interior do veículo, desde que as atividades desenvolvidas no interior não transcendam para fora. 

O estacionamento dos veículos autocaravanas é regido pelas seguintes regras 

- Alguns veículos podem estacionar em conjunto e obliquamente, todos com a mesma orientação, na mesma direção, para facilitar uma evacuação de emergência. 

- O estacionamento será de forma a permitir a execução de manobras de entrada e saída e permitir uma melhor utilização do espaço restante para outros usuários.

Como é evidente, pelo menos para mim, o não cumprimento destas posturas municipais contrárias à discriminação negativa do veículo autocaravana teria que ser fortemente penalizado.

A existência destas posturas municipais seria uma mais-valia para o desenvolvimento do autocaravanismo enquanto turismo itinerante e para o desenvolvimento local e contribuiria ainda para um melhor ordenamento do trânsito automóvel. Mas, não só. As posturas municipais promoveriam, também, o equilíbrio económico necessário para os Parques de Campismo que seriam o destino dos autocaravanistas que quisessem, legitimamente, abrir toldos, fazer churrascos, descansar nas cadeiras e espreguiçadeiras, em resumo, fazer campismo.


NOTANão há que inventar nada, basta copiar algum dos exemplos, embora ténues, que nos chegam da nossa vizinha Espanha (ver AQUI) e que se coadunam com a nossa Declaração de Princípios (ver AQUI).


sexta-feira, 18 de abril de 2014

Supermercados na Europa - Lidl



SUPERMERCADOS NA EUROPA

O Autocaravanista que dispõe de um GPS tem vantagens em introduzir no mesmo POIs (Points of Interest), também conhecidos comp PDIs (Pontos de Interesse), que alegadamente facilitam a localização de apoios diversos aos autocaravanistas.

Uns dos apoios são os Supermercados onde, além de providenciarem abastecimento de mantimentos, também por vezes permitem o estacionamento nos respetivos Parques.


LIDL

A origem da empresa Lidl remonta aos anos 30. A empresa foi fundada nessa altura no sul da Alemanha e chamava-se Lebensmittel - Sortimentsgrosshandlung. Atualmente, o Lidl está entre os 10 primeiros da distribuição alimentar na Alemanha e encontra-se bem implementado a nível internacional em toda a Europa, tendo empresas autónomas em cada país.

Após a abertura das primeiras lojas Lidl na zona de Ludwigshafen nos anos 70, a expansão na Alemanha deu-se até aos finais dos anos 80, sendo que a internacionalização se iniciou nos anos 90. Atualmente, existem lojas em quase todos os países da Europa.

O Lidl possui à frente de todos os outros distribuidores a maior rede de lojas alimentares da linha Discount na Europa. Também no futuro, o Lidl continuará a desempenhar um papel importante na conquista de novos mercados oferecendo aos nossos clientes sempre a máxima qualidade ao melhor preço!


O Lidl que tem lojas em quase toda a Europa também disponibiliza AQUI os PDIs que podem ser inseridos nos GPS.


quinta-feira, 17 de abril de 2014

SINTO UMA GRANDE TRISTEZA



SINTO UMA GRANDE TRISTEZA


Através de um telefonema tive conhecimento da morte de Alfredo Veludo ocorrida hoje (17 de abril) de manhã.

Para quem não saiba Alfredo Veludo era sócio gerente da firma Castela & Veludo, Seguros que mantinha com a Associação Autocaravanista de Portugal – CPA, já antes de 2010, uma relação comercial relevante e cujos principais valores (profissionalismo, competência e seriedade) foram apanágio dessa relação.

Quando devido ao cargo que desempenhei na Direção do CPA conheci em 2010 Alfredo Veludo não tive dúvidas que estava junto de um homem que honrava a sua palavra e que tinha a consciência plena de que um acordo só era frutuoso quando fosse bom para todas as partes envolvidas. E os acordos entre o CPA e a Castela & Veludo foram, sem qualquer sombra de dúvida, benéficos para as seguradoras que a Castela & Veludo representava, para a própria Castela & Veludo, para o CPA enquanto associação e inegavelmente para os associados do CPA.

Ao longo do tempo em que estive na Direção do CPA nunca contratualizei em termos pessoais nenhum seguro com a Castela & Veludo, por razões que a razão desconhece e só após deixar a Direção do CPA o fiz. E foi só após ter deixado a Direção do CPA que Alfredo Veludo quis de alguma forma, digo eu, ter a amabilidade de me convidar para almoçar, talvez não ignorando que eu só aceitaria o convite se já não tivesse capacidade decisória no CPA.

Recordo, como se fosse hoje, o almoço ocorrido há menos de 3 meses, durante o qual Alfredo Veludo me revelou algumas situações que deram para compreender que estava perante alguém consciente da sociedade que o rodeava, que procurava ajudar o próximo incluindo os colaboradores da firma e alguns familiares e que tinha, o que nos tempos que correm é relevante, uma relação de verdade com quem com ele privava de igual forma.

Alfredo Veludo que adorava viajar, conforme me confidenciou algumas vezes, especialmente para a Tailândia onde pensava ainda voltar e cujo povo elogiava com entusiasmo, sentia-se muito próximo do espirito de liberdade típico dos autocaravanistas, razão pela qual (se é que tem que haver uma razão) apoiava o autocaravanismo.

A morte de Alfredo Veludo foi, para mim, uma surpresa por ser inesperada e, não obstante não ter um relacionamento intenso com este homem, sinto uma grande tristeza.

Para a família e para os seus amigos do peito vão as minhas sinceras condolências.

Para si, Senhor Alfredo Veludo, o meu reconhecimento e as minhas Saudações Autocaravanistas.


NOTA INFORMATIVA – Não haverá velório e o funeral realiza-se amanhã (dia 18 de abril), às 15 horas, no cemitério da Guia (Cascais)

Associações e princípios



As associações e a unidade nos princípios


A Declaração de Princípios (ver AQUI)  é o produto de uma análise de diferentes intervenções de autocaravanistas ou, simplesmente, de interessados no autocaravanismo. Foi com base na sintetização dessas intervenções feitas em colóquios, em artigos de opinião e em Fóruns, que nasceu a Declaração de Princípios subscrita por muitas associações, designadamente, como já o disse por várias vezes, pela Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal (FCMP) e pela Federação Internacional de Campismo, Caravanismo e Autocaravanismo (FICC).

Já tive oportunidade de analisar cada um dos princípios constantes da Declaração, análise que só a mim responsabiliza, análise que foi feita e divulgada devido aos “ataques” sem consistência que durante algum tempo sofreu a Declaração de Princípios. Os detratores da Declaração de Princípios acabaram por se auto silenciar devido, suponho, à falta de argumentação e, talvez, porque os pontos da Declaração são de tal forma evidentes que, por fim, já só contestavam a forma e não a substância.

Brevemente, a partir de Junho, as análises que fiz relativamente a cada um dos pontos da Declaração serão transcritas na rubrica “Recordar” que todas as Terças-feiras eu aqui coloco.

Mas, a Declaração de Princípios deverá ser um documento acabado? O Autocaravanismo deve considerar-se contido em todos os pontos desta Declaração?

O Autocaravanismo é uma atividade em constante evolução, até porque existe em função das pessoas e as pessoas projetam-se constantemente para objetivos progressivamente mais avançados e, muitas vezes, diferentes. Assim, a Declaração de Princípios é passível de poder vir a acolher novos pontos em que os autocaravanistas se revejam.

Dois exemplos, ou melhor dizendo, dois pontos que poderiam ser incluídos na Declaração de Princípios:
  • Cartão do Autocaravanista Europeu – Concedido às pessoas que, com habilitação legal para conduzir veículos, sejam consideradas conhecedoras (através de um teste) da ética autocaravanista;
  • Estacionamento em recintos hospitalares – Autorização para o estacionamento (com pernoita e apoio logístico) de autocaravanas quando os utentes comprovarem que existem familiares hospitalizados a que se pretende dar uma assistência de maior proximidade.

Serão estas e outras questões que transformarão o autocaravanismo numa atividade responsável e aceitável como uma mais-valia pela população, sem prejuízo de prosseguir vocacionado para o turismo.

Mas, para equacionar amplamente as questões que se colocam ao autocaravanismo, as associações devem refletir com seriedade e antes de mais, sobre duas questões primeiras

- Subscrição da Declaração de Princípios
- Criação (não orgânica) de uma Plataforma de Entendimento

Têm a palavra as associações.

(O autor, todas as Quintas-feiras, no Blogue do Papa Léguas Portugal, emite uma opinião sobre assuntos relacionados com o autocaravanismo (e não só) –  AQUI)


quarta-feira, 16 de abril de 2014

GNR orienta autocaravanas



GNR orienta estacionamento de autocaravanas

Segundo o Diário de Notícias (ver AQUI) está a ser desenvolvido um projeto de apoio ao turismo na Região do Douro dirigido às autoridades policiais, designadamente aos agentes da Guarda Nacional Republicana de Lamego.

"Queremos dar a melhor informação possível aos turistas que visitam a região e, nesse sentido, acho que é aliciante e muito interessante termos essa formação e dotarmo-nos dessas competências", afirmou à agência Lusa o guarda Daniel Taveira, que trabalha em Lamego.

O militar referiu que é frequente, principalmente na altura do verão, ser abordado por turistas que procuram orientações sobre locais para estacionar, por exemplo, as suas autocaravanas.

O projeto está a ser desenvolvido com a parceria da Escola de Hotelaria e Turismo do Douro, a Câmara de Lamego e a Entidade Regional de Turismo do Porto e Norte de Portugal.

A talhe de foice sugiro às associações autocaravanistas que façam chegar ao Comando da GNR de Lamego cópia do ofício do Comando Geral da GNR (ver AQUI) e da Declaração de Princípios subscrita por diversas instituições (ver AQUI).


terça-feira, 15 de abril de 2014

Recordar… “Tecnologia e sobrenatural”


AS NOVAS TECNOLOGIAS E O SOBRENATURAL
(Texto escrito em 20 de Setembro de 2009)

Aparentemente a tecnologia e o sobrenatural não são compatíveis. Aparentemente, realça-se, porque através de programas informáticos já é possível “ler” a mente de outro ser humano.

A telepatia, objecto de estudos científicos controlados, é já uma realidade como o demonstra um pequeno programa que disponibilizamos e que, de alguma forma, pode, se continuar a ser desenvolvido, pôr em risco o nosso direito à privacidade, naquilo que é mais essencial: a nossa mente.

Trata-se de um programa em formato “PowerPoint” que pode “abrir” AQUI para constatar como uma mente pode ser “lida”.

Siga escrupulosamente as instruções e espante-se e, sobretudo, divirta-se, com esta incursão tecnológica no ainda desconhecido mundo do sobrenatural.



OBSERVAÇÕES

1

"Afirmo que o que declara os fenómenos espíritas contrários à ciência, não sabe de que fala. Com efeito, na natureza não existe nada de sobrenatural, há o desconhecido, mas o desconhecido de hoje se torna a verdade de manhã."

Camille Flammarion: "1842 - 1925". (Astrónomo francês, fundador da sociedade Astronómica da França. Autor de obras espíritas.)

2

Existem alguns prémios para pessoas que apresentem um facto sobrenatural. Um dos mais famosos é desafio de um milhão de dólares pela fundação James Randi, a James Randi Educational Foundation. Ou seja, se alguém demonstrar algum acto que a fundação aceite considerar como sobrenatural, ganha o dinheiro. Até hoje não houve ninguém.


(Todas as Terças-feiras, neste espaço (Papa Léguas Portugal), estarei a “RECORDAR…” e a transcrever alguns escritos antigos que assinalam um período importante (pelo menos para mim) dos meus pensamentos e forma de estar na vida.)


segunda-feira, 14 de abril de 2014

Poesia de... Bocage (III)



Camões, Grande Camões, quão Semelhante
(A Camões, comparando com os dele os seus próprios infortúnios)


Camões, grande Camões, quão semelhante
Acho teu fado ao meu, quando os cotejo!
Igual causa nos fez, perdendo o Tejo,
Arrostar co'o sacrílego gigante;

Como tu, junto ao Ganges sussurrante,
Da penúria cruel no horror me vejo;
Como tu, gostos vãos, que em vão desejo,
Também carpindo estou, saudoso amante.

Ludíbrio, como tu, da Sorte dura
Meu fim demando ao Céu, pela certeza
De que só terei paz na sepultura.

Modelo meu tu és, mas... oh, tristeza!...
Se te imito nos transes da Ventura,
Não te imito nos dons da Natureza.

(Bocage – 1765-1805)




“Bocage é um dos mais importantes poetas de Portugal, formando com Luís Vaz de Camões e Antero de Quental a Santíssima Trindade da poesia lusitana. Se incluirmos Fernando Pessoa, seriam o Quarteto Fantástico da poesia portuguesa. Inclusive, não raro nos deparamos com comparações entre Bocage e Camões, tanto pela importância de ambos na literatura portuguesa quanto por semelhanças entre a vida dos dois poetas. Muitos dos acontecimentos da vida de Bocage guardam semelhanças com situações que ocorreram com Camões. Porém, é necessária alguma cautela ao examinarmos esses acontecimentos, já que na vida dos dois poetas fatos biográficos e mito não raro se confundem.
  
Bocage é um confesso admirador de Camões, com quem se compara nas desventuras da vida, mas reconhece-se um poeta “inferior” ao mestre, (…)”

Fonte: Vulgívaga


domingo, 13 de abril de 2014

COMPREENDER PORTUGAL (IX)




“Compreender o que se passa no mundo, num país, numa aldeia, numa família, numa pessoa, ou simplificando, para compreender os inter-relacionamentos da sociedade humana, é necessário, mesmo imprescindível, conhecer os acontecimentos do passado e interpretá-los à luz da época em que ocorreram com o conhecimento global do presente.

Ter esse conhecimento (ou qualquer outro) é ter poder. O poder de poder tomar as melhores decisões nos momentos apropriados.”

Em “Compreender Portugal (I)” (ver AQUI) encontra-se explicitadas as razões da divulgação deste tema. Todos os textos e vídeos anteriores sobre "Compreender Portugal" podem ser acedidos AQUI.

Aos autocaravanistas sugiro que visitem muitos dos locais históricos referidos nos vídeos.


Regeneração

A ideia de regeneração, expressa pelas palavras regeneração e regenerador, fizeram parte da matriz inicial do pensamento vintista português e andaram sempre no pensamento e no discurso dos liberais portugueses desde os anos de1817/1820. Atente-se que Gomes Freire de Andrade foi venerável de uma loja maçónica designada Regeneração e que o organismo secreto que encabeçava a conspiração de 1817 se designava o Conselho Supremo Regenerador de Portugal, Brasil e Algarves.

Também não foi por acaso que um dos patriarcas do vintismo, Manuel Borges Carneiro, escolheu o título de Portugal Regenerado para o seu principal manifesto político. Implantado o regime liberal, o objectivo quase mítico de se obter, finalmente, uma recuperação do prestígio e pujança perdidos por Portugal continuaria a dominar o pensamento e o discurso. Foi neste contexto que Manuel Fernandes Tomás celebrizou, em intervenção parlamentar, o conceito, sempre adiado da nossa feliz Regeneração.

Outra fonte inspiradora do movimento político da Regeneração, que preparou ideologicamente, foi Alexandre Herculano e o grupo de intelectuais, na maioria formados na Universidade de Coimbra, que inicialmente formaram o escol ideológico do liberalismo. Progressivamente alienados de uma governação que percebiam ser ineficaz e corrupta, sentindo-se traídos na pureza dos seus ideais, este grupo passou a aspirar por uma mudança profunda que libertasse Portugal do abatimento moral e do subdesenvolvimento em que se encontrava. Pouco a pouco, também eles passaram a aspirar por um movimento regenerador.

Não admira pois que face ao desprestígio dos órgãos constitucionais e ao apodrecimento da vida política portuguesa que resultou do esmagamento da Patuleia e das normas impostas pelos vencedores, o novo poder nascido do golpe de 1851 reclamasse a Regeneração para seu mote, apregoado que agora, finalmente, chegaria a tão decantada quanto elusiva nossa feliz Regeneração.

Fonte: Wikipédia – A enciclopédia livre


sábado, 12 de abril de 2014

Sabe-se lá porquê?


Sabe-se lá porquê?

Quando tentamos através de argumentação séria expor os nossos pontos de vista sobre qualquer matéria, mesmo admitindo que podemos não ser os donos da razão, mas esperançados que outros nos contradigam de forma civilizada e, com diferente argumentação e novos factos que aduzirem e nos demonstrem os nossos eventuais erros, somos, vezes demais, confrontados com epítetos reveladores de uma pobreza de espírito ou, também muitas vezes, com perguntas que não trazem ao assunto nada de novo e são, em si mesmas, demonstrativas de incapacidade e ignorância.

Hoje, porém, sabe-se lá porquê, até porque nada tem a ver com autocaravanistas e autocaravanismo, deu-me para partilhar algumas máximas sobre a “ignorância”:


Amos Alcott disse:

"Ignorar a própria ignorância é a doença do ignorante."

António Vieira disse:

"Pois, o que é ignorar invencivelmente senão ignorar e não conseguir saber? E o que é a ignorância invencível senão a ignorância acompanhada da incapacidade de saber aquilo que se ignora?"

Aristóteles disse:

"O ignorante afirma, o sábio duvida, o sensato reflecte."

Baltasar Gracián y Morales disse:

"O primeiro sinal de ignorância é presumirmos que sabemos."

Benjamin Disraeli disse:

"Ter-se a consciência de que se é ignorante, constitui um grande passo na direcção da sabedoria."

"A ignorância nunca resolve uma questão."

Cesare Cantú disse:

"O ignorante não é apenas um lastro, mas um perigo da embarcação social."

Eurípedes disse:

"Fala como sábio a um ignorante e este te dirá que tens pouco bom senso."

François Fénelon disse:

"Aquele pensa que sabe muito, mas não sabe de nada, e a sua ignorância é tanta que nem sequer está em condições de saber aquilo que lhe falta."

François Rabelais disse:

"A ignorância é a mãe de todos os males."

"É mais difícil esconder a ignorância do que adquirir conhecimentos."

Giordano Bruno disse:

"Ignorância e arrogância são duas irmãs inseparáveis, com um só corpo e alma."

Johann Goethe disse:

"Nada mais assustador que a ignorância em acção."

Marcus Cícero disse:

"A ignorância é a noite do espírito, noite sem lua nem estrelas."

Marquês Maricá disse:

"Os que falam em matérias que não entendem parecem fazer gala da sua própria ignorância."

"O que se qualifica em alguns homens como firmeza de carácter não é ordinariamente senão emperramento de opinião, incapacidade de progresso, ou imutabilidade da ignorância."

Napoleão Bonaparte disse:

"As verdadeiras conquistas, as únicas de que nunca nos arrependemos, são aquelas que fazemos contra a ignorância."

Nicolas Boileau disse:

"A ignorância está sempre pronta a admirar-se a si própria."

Paolo Mantegazza disse:

"Alguma coisa há mais perigosa do que a ignorância, é não a conhecer; porque todas as ignorâncias humanas, que são mais inumeráveis do que as estrelas do céu, a pior de todas, a mais fatal, a mais fecunda de infinitos desastres, é a ignorância da própria ignorância."

Robert Browning disse:

"A ignorância não é inocência, mas pecado."

Sófocles disse:

"A ignorância é um mal invencível."


E, para terminar com um pouco de humor partilho também este vídeo