quinta-feira, 12 de outubro de 2023

DESVENTURAS DE UM AUTOCARAVANISTA - O buraco

 

Imagem obtida em “Inovação Tecnológica”


DESVENTURAS DE UM AUTOCARAVANISTA

(Peça em 3 Actos - Baseada em factos reais)


ACTO 3


O BURACO


No dia 24 de Julho, como descrito no 2º Acto das “Desventuras de um Autocaravanista” (ver AQUI), foi entregue na “FIAT” em Alfragide (Amadora)a autocaravana rebocada pela “Florival & Marreiros Reboques”.


O tipo de avaria que obrigou ao reboque para a “FIAT” em Alfragide (Amadora)encontra-se referenciada no 1º Acto desta história em 3 Actos (ver AQUI).


Ao constatar que a autocaravana estava a entrar na “FIAT” em Alfragide (Amadora), não porque me o tivessem comunicado, mas porque tenho um dispositivo instalado no veículo que me informa permanentemente da localização do mesmo, dirigi-me à oficina ainda a tempo de ver o veículo que procedeu transporte da autocaravana a sair das instalações.


Depois de nas instalações da FIAT me ter identificadodirigi-me ao local onde a autocaravana se encontrava, acompanhado de um trabalhador com funções de recepcionista, e deparei-me com duas perfurações na carroçaria, com dimensões equivalentes a duas moedas de 2€, situadas no lado esquerdo do veículo, mais ou menos junto da janela da cozinha do habitáculo e que não existiam à data da entrega do veículo à guarda da “Florival & Marreiros Reboques” no dia 17 de Julho em Vila Nova de milfontes.


Surpreendido contactei a Companhia de Seguros Tranquilidade, nesse mesmo dia 24 de Julho, tendo-me sido sugerido que, primeiramente, informasse a “Florival & Marreiros Reboques”, o que fiz de imediato explicando telefonicamente o sucedido.


Para dar andamento à minha reclamação, esclareceram-me na “Florival & Marreiros Reboques”, teria que fazer uma exposição por escrito e remetê-la via e-mail, o que fiz neste mesmo dia, e acompanhada de fotos da autocaravana, antes de 17 de Julho (data do reboque) e depois de 24 de Julho (data da entrega na oficina da FIAT).


Entre o dia 24 de Julho e o dia 1 de Agosto não recebo qualquer resposta  “Florival & Marreiros Reboques” pelo que insisti junto dessa firma, por e-mail, que me informasse o ponto da situação sobre a reclamação que tinha feito 7 dias antes. Continuando, mesmo assim, a não obter qualquer resposta, voltei, no dia 8 de Agosto, a solicitar à “Florival & Marreiros Reboques” uma resposta à minha reclamação.


No dia 14 de Agosto, concluí que a a “Florival & Marreiros Reboques” não pretendia responder à minha reclamação e, consequentemente, envio uma carta, por e-mail, à Companhia de Seguros Tranquilidade, expondo a situação, referindo o dano causado pela firma responsável pelo reboque e esclarecendo que não tinha obtido qualquer resposta dessa firma não obstante diversas insistências.


A 4 de Setembro, sem obter qualquer resposta, da “Florival & Marreiros Reboques”,  da Companhia de Seguros Tranquilidade, decidi informar a “Associação Autocaravanista de Portugal – CPA” e a “Castela & Veludo – Mediador de Seguros” devido a ambos serem parte integrante de um protocolo que existe com a Companhia de Seguros Tranquilidade.


A “Associação Autocaravanista de Portugal – CPA” respondeu-me de imediato, nesse mesmo dia, informando que iriam contactar o “Castela & Veludo – Mediador de Seguros”. A “Castela & Veludo – Mediador de Seguros” teve igual rapidez na resposta e informou-me que iriam contactar a Companhia de Seguros Tranquilidade e o prestador de assistência em viagem “Europ Assistance”.


No dia 13 de Setembro aEurop Assistence Portugal” contactou-me por e-mail esclarecendo que continuam a analisar o caso e que “de forma a acelerarmos a gestão do processo, ainda que sem qualquer garantia de responsabilidade imediata, solicitamos que nos seja facultado um orçamento de reparação”. Não obstante ter ficado surpreendido com a necessidade de um orçamento prévio ao reconhecimento ao meu direito a uma reparação, nada disse. Não deixei, no entanto, de informar a “Associação Autocaravanista de Portugal – CPA” e a “Castela & Veludo – Mediador de Seguros”. Note-se que a partir deste momento toda a correspondência trocada sobre esta matéria passou a ser também do conhecimento da “Associação Autocaravanista de Portugal – CPA” e da “Castela & Veludo – Mediador de Seguros”.


Solicitei à firma “TecnoCamper – Detalhes Nómadas, Lda” um orçamento verbal tendo sido esclarecido que a reparação não deveria ser superior a 100€, tendo disso dado conhecimento imediato à Europ Assistence Portugal”.


Ainda no dia 13 de Setembro a “Europ Assistence Portugal” voltou a contactar-me solicitando cópia do documento de transporte, tanto no acto de carga como de descarga da autocaravana o que fiz, mas só relativamente ao documento de transporte passado no acto de carregamento. O documento de transporte no acto da descarga não tinha ficado em meu poder.


E, “cale-se tudo o que a antiga musa canta”, porquanto, no dia 14 de Setembro. a “Europ Assistence Portugal” veio considerar que não podia imputar qualquer responsabilidade à “Florival & Marreiros Reboques”.


Escreveu a “Europ Assistence Portugal”:

Tivemos oportunidade de analisar o caso e solicitar esclarecimentos ao prestador visado, que nos transmitiu o seguinte:

A viatura apresentava bastantes danos ligeiro de carroceria, chapa, pintura e revestimentos plásticos e marcas de uso próprios da idade. No entanto no estado descritivo estão assinalados danos na lateral esquerda da viatura (ver anexo ED).” 

Solicitámos cópia do estado descritivo de carga, que lhe foi entregue no serviço inicial, por forma a compararmos o mesmo com o documento final (igualmente em anexo). 

Através do mesmo concluímos o registo de danos naquela zona, nomeadamente próximo à janela, pelo que tudo aponta tratar-se de um dano pré-existente. Para além disso, o dano em causa não tem nexo causal nas habituais manobras de carga/descarga. Por último, não existe registo de qualquer dano adicional na descarga na oficina. 

Pelo exposto, embora lamentando o sucedido, não estamos em posição de imputar responsabilidades ao prestador visado.


Perante esta desobrigação de responsabilidade requeri que reavaliassem o assunto enviando a seguinte carta:

Relativamente às Vossas considerações transmitidas por correio electrónico de 14 de Setembro de 2023 permito-me dizer:

1 – É estranho, preocupante e até alegadamente comprometedor que a transportadora se tenha remetido ao silêncio durante mais de 2 meses não obstante diversas insistências por uma resposta.

2 – É incompreensível que a transportadora não tenha apresentado fotos que foram tiradas pelo condutor do veículo no acto do carregamento pois constituiriam uma prova mais credível ao invés de se assinalar de forma indefinida alegados danos.

3 – Não compreendo que não levem em consideração as fotos que vos remeti e que mostram exactamente o estado do painel lateral esquerdo.

4 – Contrariamente ao que afirmam, o dano por mim denunciado não era pré-existente, como o comprovam as fotos e o podem comprovar testemunhas no local da carga, tanto no dia em que a autocaravana foi entregue ao cuidado da transportadora, como no dia seguinte em que a mesma só então foi efectivamente transportada.

Testemunhas:

(Seguia-se o nome de 5 testemunhas)

5 – Perante a Vossa resposta já não está em causa o valor do custo de reparação do dano (100,00€) mas a injustiça que se avizinha.

Pelo exposto agradeço que revejam a Vossa posição


Ignoro se foi esta carta que escrevi ou as eventuais intervenções da “Associação Autocaravanista de Portugal – CPA” e da “Castela & Veludo – Mediador de Seguros” que motivaram a alteração de posição da “Europ Assistence Portugal” que por e-mail de 21 de Setembro acabou por assumir a regularização do dano.


Quase 2 meses depois de iniciado este processo de regularização de um dano produzido no decorrer de um reboque, independentemente do valor do mesmo, foi, . finalmente, reconhecida a justeza da reclamação.


E se a “Europ Assistence Portugal” não tivesse assumido a responsabilidade? Teria eu parado? Não! Iria seguir por outros caminhos até à reposição dos danos.


Se decidi dar a conhecer toda esta história deve-se a que, no futuro, eventuais lesados não desistam facilmente de lutar por justiça. Como diria um amigo meu: “O NÃO, está garantido e Só perde quem desiste de lutar”


A história acaba aqui.

Talvez se justifique um “epílogo”...

talvez brevemente num Facebook próximo de si


quarta-feira, 11 de outubro de 2023

COISAS DO… ZECA (23)



COISAS DO… ZECA


Venham mais cinco (1973)

A música foi feitas nas Astúrias quando andava com o Benedicto. O texto não me recordo se foi em Caxias, se não.

José Afonso

FONTE: Associação José Afonso (Ver AQUI)


Venham mais cinco


terça-feira, 10 de outubro de 2023

COISAS DO… ZECA (22)


COISAS DO… ZECA


Eu vou ser como a toupeira (1972)

Continuação lógica de «Cantigas do Maio», este disco surge numa fase de grande empenhamento político de Zeca - que pouco tempo depois o levará novamente à prisão de Caxias. Apresentado como um trabalho de grupo, com colaborações de Benedicto García, Carlos Alberto Moniz, Carlos Medrano, Carlos Villa, Ernesto Duarte, José Dominguez, José Jorge Letria, José Niza, Maite, Maria do Amparo, Pedro Vicedo, Pepe Ébano e Teresa Silva Carvalho. Praticamente impedido de cantar em Portugal, Zeca apresenta-se ao vivo em Espanha e em França e tenta dar conta, em disco, do que por cá se passa. Prenúncios da mudança que se avizinhava são temas como «Ó ti Alves» ou «A caminho de Urga». Mas, enquanto o dia novo não chega, Zeca continua a cantar a cólera e o desespero colectivos, através de momentos musicais inesquecíveis como «A morte saiu à rua» (dedicado a José Dias Coelho, assassinado pela Pide em 1961) e «Por trás daquela janela» (escrito para Alfredo Matos, antifascista do Barreiro que se encontrava preso), ao mesmo tempo que ironiza com a cadavérica memória salazarista («O avô cavernoso»), faz novos apelos à luta («Fui à beira do mar», «Eu vou ser como a toupeira») e se diverte com o aparente non sense de Fernando Pessoa («No comboio descendente»), afinal a imagem perfeita de um certo "laissez faire" tão tipicamente lusitano.


Viriato Teles

JORNALISTA

FONTE: Associação José Afonso (Ver AQUI)


A morte saiu à rua



segunda-feira, 9 de outubro de 2023

COISAS DO… ZECA (21)


COISAS DO… ZECA


Cantigas de Maio (1971)

Das duas vezes que foi a Paris gravar comigo, em 1971 («Cantigas do Maio») e 1973 («Venham mais cinco»), nunca ele escondeu quanto lhe desagradava e o indispunha a necessidade de ficar fechado no estúdio durante horas, e quanto ele não gostava nada de Paris nem do ambiente dos portugueses de Paris - hoje entendo como tinha razão.

(...)

O regime de gravações - tardes e noites - fez que, nesse principio de tarde, fosse a altura de gravar o «Cantar Alentejano», “Vamos a isto, Zeca?”, ia eu dizendo, naturalmente preocupado com a factura do estúdio. “Não tens nada para ir metendo?”, desconversava ele. Via-se que não estava pronto. “Queres ir metendo outras coisas? Faltam vozes no «Milho Verde» e no «Senhor Arcanjo»... E assim ia passando a tarde. “Está bem, vamos metendo outras vozes”. Mas não se conseguia grande coisa. A alma dele - percebi depois - estava toda no Alentejo, nos olhos de Catarina Eufémia. E, como tantas vezes acontecia, andava no estúdio para cá e para lá, em passos nervosos, como o jovem leão na sua jaula. Até que, já pela tardinha: “Eu vou até lá fora, olhar para as vacas” - o estúdio era numa quinta apalaçada, no meio dos campos. Desapareceu, uma hora ou duas. Quando voltou já era quase noite. “Vamos gravar a Catarina”. O Bóris meteu-se na pequena cabina, para o som da viola ficar isolado da voz. O Zeca, no meio do estúdio, sozinho e às escuras, cantou. Uma só vez. É essa que está no disco. Nós, os outros, os privilegiados espectadores, estávamos na central técnica, quase todos a chorar incluindo o técnico francês. “Acham que é melhor eu cantar isto outra vez?” “Não, Zeca, não. Está muito bem assim...


José Mário Branco

COMPOSITOR E MÚSICO

FONTE: Associação José Afonso (Ver AQUI)


Cantar Alentejano



domingo, 8 de outubro de 2023

COISAS DO… ZECA (20)

 


COISAS DO… ZECA


Traz outro amigo também (1970)

Se a canção de protesto pretende directa e concretamente atingir uma dada estrutura político-social num dado momento histórico com referência a factos, indivíduos e lugares, então eu não sou um cantor de protesto. De resto, as minhas canções são predominantemente líricas. Mas elas pretendem opor-se (quer as Iíricas quer as intencionais) a padrões de vida, gostos e predilecções vigentes entre nós. São a minha contrapartida, a minha revanche. Chamemos-Ihes canções de réplica. Reproduzem um meio, mas colaboram (ou pretendem colaborar) na sua reconstituição. Se, neste sentido, eu próprio as não considerasse uma forma de protesto não me sentiria justificado como cantor pela simples razão de não me sentir justificado como homem.

José Afonso em entrevista a José Armando Carvalho, in Comércio do Funchal, 01/06/1969

FONTE: Associação José Afonso (Ver AQUI)


Traz outro amigo também

sábado, 7 de outubro de 2023

COISAS DO… ZECA (19)

 


COISAS DO… ZECA


Menina dos olhos tristes (1969)

Os seus discos não passavam na rádio nem na televisão, nem sequer no Zip-Zip, que no ténue degelo da Primavera marcelista rompia vagamente na RTP o bloqueio da herança salazarista para nos deixar pela primeira vez ouvir as vozes de Fanhais e de Manuel Freire. Mas cada novo disco seu que saía chegava-nos através dos irmãos e dos amigos mais velhos, por vezes com recomendações de cuidado, porque – diziam-nos – "está proibido". Ouvi-lo era para nós a sensação de entrar numa aventura fascinante, que nos unia num gesto necessariamente juvenil e ingénuo mas nem por isso menos convicto de ruptura, de rejeição da estupidez da ordem vigente, de certeza de que era possível outra realidade em que os nossos sonhos e os nossos ideais poderiam tomar corpo. O Zeca, mesmo sendo da idade dos nossos pais, era um de nós, era a nossa voz, como uma espécie de Peter Pan que se recusara a envelhecer e que conquistara pelo seu génio de criador e pela coragem da sua postura cívica a juventude eterna dos grandes ideais. Aprendíamos de cor as letras e as músicas. A menina dos olhos tristes que chorava porque «o soldadinho não volta do outro lado do mar» era a imagem perfeita da nossa própria angústia naquele universo de jovens que víamos partirem todos os dias para a guerra e não regressarem, num destino que sabíamos poder em breve vir também a ser o nosso. A brutalidade estúpida dos filmes cortados e dos livros proibidos, de que nos apercebíamos como a imagem quotidiana mais imediata da censura, despertava-nos anseios de liberdade de pensamento que o Zeca mais uma vez expressava como ninguém: "Vejam bem que não há só gaivotas em terra quando um homem se põe a pensar".”

Rui Vieira Nery

MUSICÓLOGO

FONTE: Associação José Afonso (Ver AQUI)


Menina dos olhos tristes


sexta-feira, 6 de outubro de 2023

COISAS DO… ZECA (18)


COISAS DO… ZECA


Contos velhos, rumos novos (1969)

O Zeca punha sempre dificuldades nas gravações. Às vezes dizia que não fazia a digestão. Um dia propus-lhe uma refeição leve. Comemos um ovo estrelado. Estávamos prontos para gravar e ele disse que não conseguia cantar. Respondi-Ihe que não podia ser do almoço, não fora pesado. Então ele ripostou: "Ó pá, sinto o ovo estrelado no cimo da cabeça"”.

Rui Pato

MÉDICO E GUITARRISTA

FONTE: Associação José Afonso (Ver AQUI)


Já o tempo se habitua


quinta-feira, 5 de outubro de 2023

COISAS DO… ZECA (17)

 


COISAS DO… ZECA


Cantares do Andarilho (1968)

Presentemente vivo do que canto. Amanhã, por exemplo, sigo para Caminha com o Paredes e com o Rui Pato. Segundo me disse o organizador do festival, o cachê que me foi atribuído é razoavelmente compensador. Outros biscates me esperam. Caldas, Alcobaça, Nazaré, talvez Portimão. Em Outubro darei um espectáculo no Monumental e tentarei gravar em França dois “long-playing”.

Excerto de carta enviada por José Afonso ao seu irmão João Afonso dos Santos, 02/08/1968

FONTE: Associação José Afonso (Ver AQUI)


Vejam bem


QUEM VAI COMBATER A UNIDADE?

 

Imagem meramente ilustrativa obtida no espaço “CML


QUEM VAI COMBATER A UNIDADE?


Foi publicamente divulgado há uns dias que as comemorações dos 50 anos do 25 de Abril pretendiam, também, promover a unidade entre os portugueses recordando, essencialmente, as datas que fossem aplaudidas por todos ou, pelo menos, por uma esmagadora maioria.

Entre essas datas estariam, obviamente, a de 25 de Abril, a de aprovação da Constituição, as das 1ªs eleições e, se a memória me não falha, a da primeira eleição do Presidente da República.

Ou seja, pretendia-se UM CAMINHO comemorativo, EM UNIDADE.

Vem agora, Sua Excelência, O PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE LISBOA, em contramão, ao anunciar que vai comemorar o 25 de Novembro, demonstrar que VAI COMBATER A UNIDADE DO POVO ao propor-se festejar uma data que, como é reconhecido, divide os portugueses.

Façamos votos para que outros Presidentes de Câmara lhe não sigam o (mau) exemplo, trilhando o caminho da desunião.



DESVENTURAS DE UM AUTOCARAVANISTA - O reboque

Imagem meramente ilustrativa obtida no espaço “Macingo”


DESVENTURAS DE UM AUTOCARAVANISTA

(Peça em 3 Actos - Baseada em factos reais)


ACTO 2


O REBOQUE


Sem hipóteses de resolver no local a avaria, conforme descrito no 1º Acto das “Desventuras de um Autocaravanista” (ver AQUI), a solução foi recorrer à “Assistência em Viagem” para rebocar a autocaravana para a “FIAT” em Alfragide (Amadora).


Contactada telefonicamente a “Assistência em Viagem”, depois de um interrogatório telefónico sobre todos os meus dados pessoais, as dimensões e peso da autocaravana, o local em que estava e o tipo de avaria, fui informado que iria ser enviado um reboque.


No decorrer da conversa telefónica dei a conhecer os meus dados pessoais e esclareci, ainda, embora sem certezas (não sou especialista) que a avaria podia resultar do código das chaves não chegar à Centralina do Motor e que desconfiava que a origem da avaria poderia estar ou no canhão da fechadura ou nalgum fio danificado, interrompendo, consequentemente, a comunicação entre a chave e a Centralina do Motor


Nesse mesmo dia, 17 de Julho, da parte da tarde, apresentou-se no local (Vila Nova de Milfontes) onde a autocaravana estava estacionada, um reboque da “Florival & Marreiros Reboques”, com sede em Portimão, conduzido por pessoa atenciosa e profissional que depois de tentar resolver a avaria no local ou perto, acabou por entender, com a minha concordância, que a autocaravana tinha que ser rebocada para uma oficina apropriada.


O condutor do reboque inspecionou o exterior da autocaravana, tirou algumas fotos (tendo eu já feito o mesmo com a minha máquina fotográfica) e entregou-me uma cópia da “Guia de Transporte” onde se assinalava de forma indefinida e superficial os “riscos” do veículo.


Retirei da autocaravana os meus pertences pessoais, entreguei a chave da autocaravana ao condutor do reboque e fui, só então, informado que aquele reboque não era o mais apropriado para o transporte da autocaravana e que viria mais tarde um outro reboque.


A “Assistência em Viagem” disponibilizou-me um táxi que me transportou de Vila Nova de Milfontes para Sines onde, na “Europcar”, me esperava uma viatura de aluguer, sem condutor, que eu conduziria até à minha residência e devolveria a viatura na delegação da “Europcar” em Mem Martins (Concelho de Sintra) no espaço de 24 horas, com o depósito de combustível cheio, o que me veio a custar 21,54€, a que se juntaram as despesas com a portagem na Ponte 25 de Abril (2€) e com a viagem de táxi entre a Delegação da “Europcar” e a minha residência (cerca de 15€), porquanto não havia transportes públicos por perto


E a autocaravana?


Bem! A autocaravana continuou imobilizada no local onde a avaria tinha tido lugar (Vila Nova de Milfontes), só se iniciando o reboque, propriamente dito, no dia seguinte (18 de Julho) com destino a Sines, onde ficou até ao dia 19 de Julho, data em que seguiu com destino a Sacavém (Lisboa). E por Sacavém (Lisboa) lá ficou desde o dia 19 até ao dia 24 de Julho.


No dia 20 de Julho, com a autocaravana parada em Sacavém (Lisboa), estranhando o facto, contactei a sede da “Florival & Marreiros Reboques” tendo sido informado que a autocaravana se encontrava em Lisboa (o que já sabia), aguardando transporte para a “FIAT” em Alfragide (Amadora) e que no futuro deveria ligar para a “Assistência em Viagem” para saber a situação do veículo...


Só no dia 24 de Julho, 8 dias após ter deixado a autocaravana em Vila Nova de Milfontes, ao cuidado da “Florival & Marreiros Reboques”, é que a mesma foi entregue na “FIAT” em Alfragide (Amadora).


Mas, a história não acaba aqui.

Não deixem de ler “O BURACO”, terceiro acto desta odisseia.

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